Revista Será?
A eleição de Lula no Brasil e a dos
democratas nos EUA separaram-se por cerca de dez dias, a primeira em 25 de
outubro e a segunda em 3 de novembro. Ambas foram comemoradas como conquistas
democráticas, embora tenham tido características distintas. E resultaram de
posicionamentos eleitorais dominados pela rejeição de candidaturas de extrema
direita, Flavio Bolsonaro no Brasil, Donald Trump nos EUA.
Os democratas norte-americanos venceram embalados por um grande repúdio ao governo Trump. Subiram à tona o custo de vida, a inflação, as denúncias de corrupção, os gastos nababescos do governo, as guerras e as intervenções, as ameaças e acusações cruéis contra minorias e imigrantes. As promessas megalomaníacas que Trump fez em 2016 e repetiu em 2024 desmoronaram diante dos fatos eloquentes da vida cotidiana.








