Folha de S. Paulo
Não se vê um gesto nem se ouve uma voz capaz
de inspirar e dar segurança ao país sobre o rumo a seguir
Enquanto uns se omitem e outros atuam em
causa própria, locupletam-se todos e o Brasil que se vire
O cenário de total desacerto que assola a
República encontrou o Brasil na orfandade em matéria de lideranças capazes de
iluminar um caminho para a saída da crise.
O chefe do Executivo só tem olhos para o umbigo da reeleição; tira o corpo fora e transfere responsabilidade ao presidente do Supremo Tribunal Federal, que é desacatado por seus pares, enquanto o comando do Congresso entrega-se ao exercício da omissão e os governadores se calam. Não é com eles.
Nunca, na nova era democrática, houve algo
parecido. Para qualquer lado que se olhe, sob qualquer aspecto que se examine o
quadro, não se enxerga um gesto nem se ouve uma voz que inspire confiança e dê
segurança à população sobre o rumo a seguir.
O presidente Luiz Inácio da Silva
(PT) faz um
"te dou um dinheiro aí" no bolso dos pobres; Flávio
Bolsonaro (PL)
promete dominar o STF com a indicação de cinco novos ministros. Os demais
concorrentes produzem uma barulheira dispersiva desconectada do sentido da
urgência de reorganização nacional.
Sobre os juízes supremos nada há a acrescentar
que já não tenha sido dito na troca de selvagens vulgaridades num ambiente de
descomposturas onde poucos se salvam na preservação das respectivas lisuras
pessoais e profissionais.
Seria de se esperar, nesse quadro, que o
Parlamento se posicionasse à altura do papel de Casa da representação popular.
A sociedade está perplexa, desencantada, agoniada, nauseada, mas ainda na
expectativa de solução.
Alheios à angústia dos representados,
deputados e senadores ocupam-se das próprias sobrevivências, com manifestações
pontuais para surfar na onda. Os presidentes da Câmara e do Senado nem a
esse trabalho se dão.
Hugo Motta (Republicanos)
cuida de eleger a si e ao pai na Paraíba. Não deu um pio. Davi
Alcolumbre (União Brasil),
com suas digitais amapaenses no caso Master, se
faz de morto. Só falou para distribuir ameaças veladas e dizer que não tinha de
"achar nada" sobre a crise.
Locupletam-se, e o país que se vire

5 comentários:
E esse estado em estão as coisas ainda vai perdurar , o brasileiro acordou para o fato de que não há quem o represente na condução de um futuro menos inospito do que este que estamos presenciando. Realmente, o Brasil não tem líderes a altura de suas necessidades. O que estamos assistindo é uma comprovação da falência política em que se encontra o pais. É como se o Brasil fosse um avião a deriva sem piloto. E salve-se quem puder.
E esse estado em estão as coisas ainda vai perdurar , o brasileiro acordou para o fato de que não há quem o represente na condução de um futuro menos inospito do que este que estamos presenciando. Realmente, o Brasil não tem líderes a altura de suas necessidades. O que estamos assistindo é uma comprovação da falência política em que se encontra o pais. É como se o Brasil fosse um avião a deriva sem piloto. E salve-se quem puder.
Estamos cansados desses políticos velhos, chega de Lula X Bolsonaro.
Inóspito
Aos poucos foi corrompendo todos os postos chaves das instituições da República Brasileira
STF PGR AGU Presidência da Câmara e do Senado OAB Redações de jornais
Tudo comprado por muito dinheiro
O próprio exército foi amordaçado com as suas lideranças corrompidas foi pago muito dinheiro pros comandantes se silenciarem
Mas mesmo assim vamos tirar essa quadrilha que tomou Brasil de assalto
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