Folha de S. Paulo
Estratégia promove projetos autoritários e normaliza
violências e desigualdades
Movimento rende frutos em tempos de expansão
de ideologias anti-igualitárias e de avanço da extrema direita
É preciso avaliar concretamente a atuação
política das mulheres. Qual trajetória as levou à política e de que modo
ganharam visibilidade? Quais
interesses representam? Quais são as consequências do que fazem quando têm
espaços e recursos de poder?
Isso significa evitar duas armadilhas. A primeira é a idealização. Os estereótipos de gênero alimentam visões de que as mulheres seriam menos ambiciosas. Podem comportar-se assim, o que decorre tanto de incentivos presentes na socialização diferenciada de mulheres e homens quanto de desincentivos. Entre estes estão obstáculos históricos à participação na esfera pública, resultantes de sua responsabilização pelo trabalho de cuidado, da seletividade de instituições como partidos políticos e de valores machistas.

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