Folha de S. Paulo
Se nunca houve reviravolta entre os dois
turnos, nunca a distância do primeiro para o segundo lugar foi tão pequena
A dúvida é se o presidente terá força e
discernimento bastantes para corrigir os erros a tempo de ganhar
O desempenho
da direita impressionou, mas não o suficiente para consolidar a impressão
de que a eleição esteja resolvida, Jair
Bolsonaro indultado e os golpistas anistiados.
É verdade que não há registro de virada do segundo sobre o primeiro colocado de um turno a outro, e é fato também que nunca a distância foi tão estreita.
Foram menos de dois pontos percentuais de
diferença. Dianteira que a oposição tem motivo para comemorar, mas que o
governo tem condição de inverter nas próximas três semanas se souber disputar
com competência os cerca de 8% dados aos demais candidatos.
Posta a bola no chão, fica a lição de que a
subestimação do adversário é péssima conselheira. Isso valeu para Luiz Inácio
da Silva (PT),
que desde o início menosprezou a oponente, e vale agora para Flávio
Bolsonaro (PL),
que será imprudente se desdenhar da capacidade de reação de Lula, decorrente
do susto.
O choque
de realidade ficou evidente no semblante de decepção dos aliados e na
aparente calma da manifestação do presidente logo após a confirmação do
resultado do primeiro turno. Lula mediu palavras, procurou se ater aos limites
da normalidade a fim de ganhar tempo e não se precipitar sobre o que fazer.
O petista acostumou-se a colher vitórias em
sua trajetória, mas também a enfrentar adversidades e superar obstáculos.
Nas piores horas, soube pisar no freio e
redirecionar a rota. Daí ter sido eleito depois de três derrotas, reeleito no
meio da tempestade do mensalão e voltado à Presidência depois de parecer que a
prisão na Lava Jato seria o fim de carreira.
Lula ignorou orientações, deixou-se tomar
pelo ressentimento, deu espaço à figura antipatizada de Janja, reduziu os
eleitores a devedores de gratidão, ignorou a demanda por progresso e bem-estar,
deu prioridade a temas alheios aos reais interesses do país e, diante disso,
preferiu o culto à própria personalidade.
Pode produzir uma guinada na direção? Pode,
resta saber se terá força e discernimento bastantes para dar conta do recado.

Um comentário:
o feijão e o sonho
Já era acabou o Lula não conseguiu resultado bom gastando 300 bilhões pra comprar votos em seis meses de campanha não vai ser agora que vai conseguir reverter votos a seu favor
A derrota vai ser grandiosa o que mais Lula temia perder pro filho do Bolsonaro
O velho mentiroso vai pra casa viver o ostracismo
Se achava o tal vai ver que não passava de um velho gaga ultrapassado
Postar um comentário