Folha de S. Paulo
Ao defender o tarifaço, Flávio Bolsonaro se
afasta do meio empresarial e rompe com 'direita limpinha'
Para reduzir rejeição feminina, ele quer
transformar a mulher, Fernanda, numa espécie de Michelle 2
Alguém pôs na cabeça de Flávio
Bolsonaro –provavelmente o pai– que, sem a ajuda ou a interferência
direta de Trump e a propaganda e as teorias da extrema direita internacional,
ele não ganha a eleição. Até agora a sugestão teve um efeito contrário.
Na sua sexta viagem aos EUA neste ano, mais do que o número de idas a estados-chave durante a pré-campanha (cujo objetivo é o Palácio do Planalto, não a Casa Branca, é bom lembrar), o filho 01 esteve em uma audiência promovida pelo Escritório de Comércio para defender o tarifaço 2.0 –desde que a chantagem político-econômica entre em vigor só depois das eleições. Pediu o prazo de 90 dias, alegando que a medida pode vir no "pior momento possível" e beneficiar Lula. Um cálculo de quem teme não chegar ao segundo turno.
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