Fachin fez o certo
Por O Globo
Os acontecimentos da última semana revelaram
uma situação de anarquia institucional nunca vista na mais alta Corte do país.
A guerra de decisões com escassa fundamentação jurídica e descaso pelo devido
processo legal confundiu a sociedade, criou extrema insegurança jurídica e
deixou no ar a sensação de que o Supremo Tribunal Federal (STF) se guiava não
pela Constituição, mas por interesses políticos antagônicos.
Olhando mais de perto, sem a cortina de fumaça das liminares performáticas, a situação é mais clara do que parece. Retroagindo uma semana — que parece um ano —, o que se tem de concreto é o Brasil ter tomado conhecimento de que o ministro Alexandre de Moraes, cuja mulher manteve contrato milionário com o mais notório fraudador do sistema financeiro do país, trocava mensagens com o criminoso como se fosse seu consultor particular. Diante dessa notícia estarrecedora, impõe-se investigar todos os fatos relacionados ao assunto, observados os ritos próprios, com autorização do plenário do Supremo, e aplicar as penalidades cabíveis.






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