Redução de jornada semanal é equívoco econômico e político
Por O Globo
No Brasil atual, não dá para trabalhador
gerar mais riqueza — e ganhar mais — trabalhando menos horas semanais
A proposta populista e demagógica de reduzir
a jornada de trabalho sem corte salarial que tramita no Congresso apoia-se em
premissas que, embora façam sucesso junto ao eleitorado e a parcelas
bem-intencionadas da sociedade, estão erradas. Na leitura mais generosa,
traduzem apenas ignorância sobre os princípios básicos da economia.
O primeiro equívoco é supor que a jornada de trabalho no Brasil seja excessiva. Ela tem caído — de 43,8 horas em 1981 para 38,4 horas em 2024, de acordo com análise do economista Fernando de Holanda Barbosa Filho, do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), com base em dados do IBGE. Adotando critério diferente — o banco de dados global mantido pelos economistas Amory Gethin, do Banco Mundial, e Emmanuel Saez, da Universidade da Califórnia em Berkeley —, o economista Daniel Duque, também do FGV Ibre, constatou que o brasileiro trabalha menos horas semanais (40,1) que a média mundial (42,7). Na lista de 86 países para os quais há mais de duas décadas de dados, o Brasil ocupa a 38ª posição em horas trabalhadas por semana.









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