A Copa do Mundo de
Futebol de 2026, não desperta o interesse da população, embora sejam adeptos
inflamados da prática esportiva e, ausentes, quase sempre, induzidos. a torcer
pela seleção brasileira. No momento, contudo, os peruanos estão preocupados é
com os rumos dos das eleições presidenciais, aparentemente ignorado no Brasil.
Com dois é- chefes de Estado presos, em seis anos, teve sete presidentes,
acusados de tentativas de golpe de Estado ou de corrupção, um dos
quais envolvidos por aqui com o escândalo do “Mensalão”. O país
carrega ainda um agudo problema de identidade, já tendo perdido territórios
para o Chile, Equador, Bolívia e até para o Brasil
Assisti uma
pré-campanha, aquele frenesi eleitoral, revolucionário e étnico que envolvia
mais de 100 representações político-partidárias. Na eleição deste ano
concorreram 35 candidatos. Para o segundo turno sobraram, contudo, apenas a senadora
Kiko Fujimori, filha do ex-ditador Alberto Fujimori, concorrendo pela quarta
vez, representante de uma direita que se considera progressista; e Roberto
Sánchez, professor, candidato das esquerdas reunidas. Já no segundo turno, com
98,8% das urnas apuradas (50,012% para Keiko e 49,988% para Sánchez), a
contagem das cédulas de papel arrasta-se por quase dez dias, acusando uma
vantagem de 18 mil votos a favor de Keiko. A lentidão na averiguação dos
resultados reflete não apenas um sistema eleitoral altamente burocratizado,
mas, sobretudo, uma ansiedade generalizada, e até uma insegurança por parte dos
juízes eleitorais.