Tirar do ar lives do Discord foi medida desproporcional
Por O Globo
Suicídio induzido expôs omissão da
plataforma, mas ANPD agiu de modo intempestivo para agradar Janja
A morte de uma menina de 13 anos na pequena
Naviraí (MS) deu realidade aos piores temores dos pais de adolescentes. As
investigações revelaram que ela foi induzida a se mutilar e ao suicídio por um
grupo reunindo um jovem de 18 anos e cinco adolescentes durante transmissão ao
vivo na plataforma Discord. Diferente de uma rede social convencional, o
Discord oferece a possibilidade de abrir canais privados com ferramentas de
comunicação por voz, vídeo, texto ou transmissões ao vivo (lives).
A repercussão do caso foi tão grande que a primeira-dama Janja Lula da Silva exigiu que o Discord fosse “imediatamente” retirado do ar. Menos de uma semana depois, a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) suspendeu as transmissões ao vivo e recursos de compartilhamento de vídeo da plataforma no Brasil.














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