Caso Orelha reflete valor da imprensa profissional
Por O Globo
MP concluiu que cão achado morto não foi
vítima de agressão, como insistia ‘tribunal das redes sociais’.
Após longa análise, o Ministério Público (MP) de Santa Catarina concluiu que o cão Orelha, achado morto no início do ano na Praia Brava, em Florianópolis, não foi vítima de agressão humana, como sugeria a investigação policial. Pelas evidências disponíveis, o cão morreu em decorrência de uma infecção óssea. Os erros cometidos ao longo da investigação foram graves e incentivaram a condenação pública de adolescentes injustamente acusados. Causaram prejuízos à rotina e à saúde mental deles. Por isso o arquivamento do caso não deveria encerrar o assunto. É preciso responsabilizar as autoridades que, por oportunismo, incentivaram o prejulgamento. Sobretudo, é essencial que o episódio sirva para a população entender o perigo de pensar e agir com base nos “tribunais das redes sociais” e reconhecer o papel do jornalismo profissional na busca pela verdade.












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