Folha de S. Paulo
Com prisão de ex-presidente da Alerj e de
bicheiro, surgem mais provas de domínio do crime
Governo e Legislativo eram comandados por PL
e parte do centrão, mas corrupção é mais extensa
Tráfico de drogas e de armas, lavagem de
dinheiro, Comando
Vermelho (CV), Terceiro Comando Puro (TCP), Amigo dos Amigos
(ADA), policiais corruptos, bicheiros, padrinhos bandidos do Carnaval, roubança
de dinheiro público e seus agregados políticos de direita arruínam o poder
estadual do Rio de
Janeiro —note-se, porém, que políticos de vários partidos podem
estar na lista da mesada do crime.
Talvez o crime já tenha se infiltrado no comando de outros estados. Não o sabemos. No caso do Rio, temos as primeiras evidências de um narcoestado no Brasil. O termo "narco" talvez seja limitado para descrever o poder de organizações criminosas diversas sobre Legislativo, Executivo e Judiciário fluminenses. O problema, de qualquer modo, é aterrorizante, e tem conexão federal, por meio do PL, o partido do senador Flávio Bolsonaro, e de ramos do centrão.
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