Gilmar e Dino mantêm agonia de Moraes
Por O Globo
Com a manobra dos ministros, STF adia decisão
e frustra expectativa de abertura de investigação
Uma manobra dos ministros Flávio Dino e Gilmar Mendes bastou para manter a agonia na maior crise enfrentada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em seus 135 anos de História. O dever dos ministros na sessão de ontem não era fácil, mas era simples: autorizar ou não uma investigação sobre as relações entre o ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master e maior fraudador da História do sistema financeiro brasileiro. O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo, manteve desde o início uma condução firme e serena dos trabalhos. Mas, em vez de enfrentar a questão com o destemor exigido dos magistrados mais graduados do Brasil, a Corte se perdeu em intermináveis discussões sobre procedimentos jurídicos, entremeadas por indiretas, algum bate-boca e até agressões incompatíveis com o decoro do cargo. Ao fim, um pedido de vista de Dino impediu o único desfecho razoável para caso de tamanha relevância — e adiou qualquer decisão por 90 dias.



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