O Estado de S. Paulo
Pedir respeito à palavra dada não é moralismo. A tolerância com a falta de palavra tem feito muito mal ao Brasil
Em entrevista à TV Globo, Flávio Bolsonaro
prometeu que, caso perdesse as eleições, respeitaria o resultado. Após perder
as eleições por uma diferença de mais de 4 milhões de votos no segundo turno, o
primogênito de Jair Bolsonaro disse que era impossível aceitar o resultado. Na
carta que publicou ao chegar a Miami, o candidato do PL declarou-se presidente
eleito do Brasil. Para deixar claro o valor que concede à sua palavra dada,
horas depois alterou a autoproclamação. Seu novo status era agora o de líder do
País.
Por mais absurdo que seja o comportamento de Flávio Bolsonaro, não deveríamos ficar surpresos. Destaco um episódio. Antes de vir a público sua proximidade com Daniel Vorcaro – com visitas ao banqueiro e pedidos de dinheiro gordo –, o candidato do PL fez campanha eleitoral vestindo a seguinte camiseta: o Pix é do Bolsonaro, o Master é do Lula. “É com essa integridade que o senador dialoga com o eleitor” (Integridade, Estadão, 3/6/2026, A4).








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