O Globo
Desorientado está o barco da eleição, à espera
de quem, afinal, será jogado ao mar ou resgatado do cipoal de escândalos
Antipetismo e antibolsonarismo tornaram-se as
forças políticas mais relevantes do Brasil. Ser contra é fácil. A rejeição
ultrapassa 80% do eleitorado, a fatia restante é gelatinosa, sem posição ou
relevância, e dissolve-se em agregados sobre os quais não tem influência.
Antagonismo cria muros, constrói becos; edifica um labirinto. Futuro e
esperança se perdem, reféns do Minotauro, senhor do pedaço.
Swing voters desaprovam o incumbente e oscilam de uma eleição para outra. Em 2022, deram vitória não a Lula, mas ao antibolsonarismo. Hoje, estão na barricada do antipetismo. Especialistas acreditam que esse grupo definirá a eleição. Vencer com ampla maioria da sociedade, governar com maioria no Parlamento e obter aprovação robusta ao final do mandato foi impossível no governo anterior, é neste, será no próximo.







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