A França em chamas
Por Correio Braziliense
Uma França alinhada ao trumpismo, hostil ao
multilateralismo e com simpatias declaradas por Putin seria uma ruptura sem
precedente no projeto da União Europeia
Berço de uma revolução que redesenhou a história
do Ocidente, a França está novamente às voltas com uma insurreição. A escalada
da violência urbana e o isolamento do presidente Emmanuel Macron expõem o
esgotamento do modelo tecnocrata e arrastam a Europa para uma perigosa
incerteza geopolítica, que pode acabar mudando o mapa do poder mundial.
O que começou em meados de setembro com estudantes do ensino médio bloqueando escolas na periferia de Paris se transformou, em cinco semanas, na maior mobilização de rua do país em anos. A alta dos combustíveis desde o início do conflito no Oriente Médio, o custo de vida fora do alcance de boa parte da população e anos de acúmulo de insatisfação convergiram num movimento que une ex-coletes amarelos, sindicalistas, ativistas climáticos e estudantes.































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