terça-feira, 3 de janeiro de 2023

Hélio Schwartsman - Os discursos e os atos

Folha de S. Paulo

Ao prorrogar desoneração dos combustíveis, Lula torna sua manobra irresponsável de Bolsonaro

O papel e a atmosfera, por onde se propagam as ondas sonoras, aceitam tudo, daí que devemos ter cautela na interpretação dos discursos de posse de Lula. É como a Bíblia. Dá para pinçar deles o que desejarmos.

Os mais entusiasmados com a nova administração ressaltarão que Lula prometeu, sim, bondades, mas foi inequívoco ao afirmar que em seu governo não haverá "gastança" e que a responsabilidade com as finanças foi a marca de suas gestões anteriores, que produziram até superávits fiscais. Os mais céticos lembrarão que o presidente falou em estruturar um novo PAC e ficou muito perto de prometer a volta dos juros subsidiados a campeões nacionais, duas políticas que causam arrepios nos economistas que não acreditam muito em sortilégios de inspiração keynesiana.

Cristina Serra - O triunfo de Lula

Folha de S. Paulo

Mais do que uma promessa, o presidente fez um apelo

De braços dados com o ancião Raoni, acompanhado pelo menino Francisco e demais representantes do povo, Lula subiu a rampa e recebeu a faixa das mãos de Aline, carregando sobre os ombros os sonhos e esperanças de milhões de brasileiros, até dos que não votaram nele (embora estes não o percebam).

O trajeto em carro aberto ao lado de Alckmin, o adversário de 16 anos atrás, transmitiu imagem poderosa de civilidade e compromisso com o país. Não pude deixar de associá-los à frente ampla que conduziu o Brasil de volta à luz, na campanha das Diretas. Naquele momento, Tancredo encarnou a travessia. Em 2022, este papel coube à Lula. "Democracia para sempre!".

Alvaro Costa e Silva - Os chorões

Folha de S. Paulo

Lula em Brasília e Bolsonaro no refúgio dos ditadores

Em Orlando, Bolsonaro chorou de inveja ao ver as imagens da festa que empossou Lula (este também chorou, mas de emoção). Difícil destacar um só momento: praça dos Três Poderes com lotação máxima, desfile em carro aberto, subida da rampa, aparato de segurança à americana, discurso inteligível, entrega da faixa e, não por último, show de Pabllo Vittar.

Antes, na noite do último dia de 2022, Bolsonaro já havia chorado de raiva ao saber que Hamilton Mourão, o vice-presidente que assistiu inerte à invasão da Amazônia por garimpeiros, grileiros e traficantes, usou a cadeia nacional de rádio e televisão para criticar "lideranças que deveriam unir a nação", mas criaram um "clima de caos" e fomentaram um "pretenso golpe".

Na tentativa de limpar a barra das Forças Armadas e cacifar-se como líder da reação conservadora, o general Mourão jogou a culpa no colo do capitão turista, pedindo aos cidadãos que voltem à "vida normal e cotidiana". Ali, faltando poucas horas para a queima de fogos do Ano-Novo, o governo eleito em 2018 se despediu de fato, sem conseguir esconder sua degeneração.

Joel Pinheiro da Fonseca - O que se pode dizer do novo governo Lula?

Folha de S. Paulo

Maioria das áreas tem progresso inegável, mas da economia podem vir os desastres da nova gestão

Um governo solidamente petista e que prioriza a governabilidade, com espaço reduzido para a frente ampla. Isso não é uma crítica, é uma descrição do que vemos. Ele se parece muito mais com um governo do PT do que com um governo de união das forças democráticas e da sociedade civil.

Para a maioria das áreas, é um progresso inegável. Camilo Santana, Nísia Trindade e Marina Silva são um respiro de ar puro depois da terra arrasada que o governo Bolsonaro deixou em suas pastas. Um país que prioriza o ensino básico, que retoma a vacinação universal —perigosamente negligenciada nos últimos anos— e que protege seus biomas. Se forem bem-sucedidos, deixarão um legado importante.

Luiz Gonzaga Belluzzo* - A literatura e o Rei do futebol

Valor Econômico

O futebol trouxe ao proletário a chave ao autoconhecimento, habilitando-o a uma ascensão

Avaliada sob escrutínio dos critérios e valores da vida moderna - valores que felizmente sobrevivem aos frequentes soluços da barbárie - a controvérsia político-esportiva sempre foi travada entre a animosidade e a paixão.

Os amantes do futebol, rivais como torcedores de seus times, irmanaram-se na comoção que nos abalou. Pelé morreu? Um imortal não morre, sobrevive por mais de 15 séculos, com bem disse Andy Warhol.

Nada impressiona mais um brasileiro, nestes tempos globais, do que a expressão: isto é do Primeiro Mundo. Objetos, eventos, comportamentos, instituições são avaliados - positiva ou negativamente - conforme a maior ou menor adequação ao sedutor critério do primeiro mundismo. O Rei-Atleta que encantou nossos encantos pelo jogo bonito era de Outro Mundo ou, se preferir o leitor, era de Todos os Mundos.

Por isso, não vou cometer a ousadia de derramar sobre ele minhas pobres palavras. Entrego esse mister aos poetas e escritores brasileiros. “Sou homem e nada do que é humano me é estranho”. (Homo sum et nihil humani a me alienum). Terêncio não faria cara feia diante das homenagens literárias prestadas ao Rei do futebol. A sabedoria dos homens das letras trata a questão humano-futebolística com a paixão dos homens e mulheres.

Começo com um verso de Carlos Drummond de Andrade:

Andrea Jubé - Policarpo Quaresma, patriota arrependido

Valor Econômico

Para Lima Barreto, havia patriotismo e “patriotada”

Um dia após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva subir a rampa do Palácio do Planalto, a ala radical dos apoiadores de seu antecessor, Jair Bolsonaro, que pedia intervenção militar para impedir a posse do petista, levantou o acampamento diante do quartel-general em Brasília. Muitos recolheram as armas após o choque de realidade dos últimos dias.

Na “live” de despedida, Bolsonaro jogou um balde de água fria sobre os bolsonaristas inconformados: condenou a “tentativa de ato terrorista” em Brasília, em alusão à bomba plantada para explodir no aeroporto, alertou que o mundo não vai “acabar no dia 1º ” e rechaçou a ideia de partirem para o “tudo ou nada”.

No dia seguinte, foi a vez do então presidente em exercício, Hamilton Mourão, em rede nacional de televisão, criticar as lideranças cujo silêncio contribuiu para o clima de “caos e desagregação”, em recado velado a Bolsonaro. Observou que a “alternância do poder em uma democracia é saudável” e fez um apelo à paz nacional: “tranquilizemo-nos, retornemos à normalidade da vida”.

Luiz Schymura* - Lula assume num ambiente fiscal traiçoeiro

Valor Econômico

É importante que a classe política e a sociedade civil trabalhem para garantir o melhor uso dos recursos públicos disponíveis; focar no que é necessário e evitar o desperdício

Em uma visão impressionista das contas públicas brasileiras, a situação parece bem administrada. Para começar, em 2021 e 2022 o país voltou a operar com superávits primários - com percentuais de +0,7% e +1,1% do PIB, respectivamente -, algo que não era observado desde o biênio 2012/13. Outro aspecto de destaque é a evolução da dívida pública em proporção ao PIB, que encerrou o ano de 2022 em patamar próximo ao verificado em 2019. O que faz nítido contraste com o quadro observado internacionalmente, no qual a maioria dos países enfrentou forte piora em seu endividamento em virtude do choque causado na economia pela pandemia.

Eliane Cantanhêde – Foi bonita a festa, mas...

O Estado de S. Paulo

Haddad é muitíssimo diferente de Guedes, mas também pronto a engolir sapos

Passada a festa, com o presidente Lula empossado, o ex-presidente Bolsonaro curtindo Orlando e os golpistas de volta para casa, o governo começa já com forte queda do mercado ontem. Não é um grito a ser desprezado, porque não é exclusivo do mercado, vilão para todos os gostos.

Já na posse, Lula sinalizou que o velho Lula e o velho PT estão de volta, com seu amor pelo Estado lento e obeso e a crendice de que é assim que se produz desenvolvimento, bem-estar e igualdade. Há controvérsias. Não apenas o mercado, mas também o setor produtivo, economistas, jornalistas da área econômica e especialistas de diferentes áreas discordam.

Pedro Fernando Nery - Uma parceria a favor da ‘economia do bem-estar’

Estado de S. Paulo

Países como Nova Zelândia e Finlândia já têm iniciativas que vão além da medição do PIB

Comecemos o novo-ano falando de futuro. Liderada por mulheres, uma iniciativa quer transformar a forma como governos medem o progresso. O tema não é lá exatamente novo, mas segue atual. Sabemos: o que a gente mede define o que a gente faz.

O Produto Interno Bruto (PIB) tem problemas conhecidos há um tempo: de uma era industrial, não mensura tão bem a economia de serviços – em particular, a digital. Não é sensível à preservação ambiental diante da urgência climática. Não capta atividades não monetizadas, várias fundamentais para a saúde mental (pense uma meditação, uma caminhada no parque). É omisso quanto à desigualdade, sendo mais influenciado pela prosperidade dos mais ricos do que dos mais pobres.

Paulo Hartung* - Governo e sociedade, uma conexão decisiva à democracia

O Estado de S. Paulo.

Falência das respostas governamentais às urgências dos cidadãos nutre lideranças salvacionistas e populistas

O ano que acaba de começar não marca apenas a retomada da contagem dos dias sob o signo de janeiro, repetindo a contagem circular dos calendários. O ano se inicia com novo ciclo governamental no País. E aqui, pelo bem de nossa nação, tudo o que menos se precisa é de movimentos repetitivos. Ao contrário, é tempo de reinvenção, com os olhos focados no futuro, especialmente no desafio de governar.

Na sociabilidade das conexões digitais, os governantes precisam, primeiramente, revitalizar aquela pactuação primordial, que justifica mesmo a existência do Estado e suas instituições, que é o diálogo interativo e consequente com os cidadãos. Se há algo decisivo na vida republicana, pode-se identificá-lo na efetiva vinculação entre governo e sociedade.

A afinada sintonia dessa conexão, entre outros, fortalece as instituições democráticas, legitima a ação política e, mais importante de tudo, faz jus à natureza das estruturas governativas, que é a de servir ao interesse comum, observando-se toda a multiplicidade de demandas e a diversidade do existir. E haja desafio nesse caminho.

Denise Paiva* - Eu também subi a rampa

Primeiro dia de 2023. Chovia muito na minha Lima Duarte na Zona da Mata Mineira onde Lula ganhou com 70% de votos. Chovia tanto que o Rio do Peixe inundou parte da Vila Cruzeiro e as estradas que ligam a cidade aos distritos ficaram intransitáveis. Junto com a chuva, aquele friozinho típico das verdes montanhas.

Agarrada ao cobertor liguei na Globo admirando feliz o desenrolar de um dia histórico. Confesso certa ansiedade e um pouco de medo de algo inusitado acontecer vindo das mentes terroristas que semearam ódio no Brasil em nossos tempos. Mas tudo transcorria num clima de paz, de alegria e emoção.

Cheiro de povo, cheiro de esperança, cheiro de solidariedade.

Entrelaçava em minha mente e as vezes se confundiam as imagens do Rei Pelé quando dedicou seu milésimo gol às crianças e seu grito universal LOVE e as imagens da multidão na Praça dos Três Poderes e o ritual da posse de Lula. Agarrada ao zap, trocava mensagens sobre os discursos históricos que com certeza vou reler e ler para minha prole sempre como marco de um novo tempo, especialmente, um tempo de paz e prosperidade para todos.

Analisei o discurso do Rodrigo Pacheco, conciliador, fazendo jus à tradicional vocação mineira.

Cada palavra de Lula no Congresso e o animado apoio dos presentes me levavam em cada instante a conjugar o verbo ESPERANÇAR.

Um vídeo-tape assumiu minha mente teimosa em defender a democracia e os valores socialistas que me acompanham pela vida inteira. Aquele tapete humano vermelho aquecia minha alma e não resisti e ouvi a música ”Meu Coração é Vermelho” na linda voz de Fafá de Belém.

O mar de gente na Esplanada nos faz acreditar na profética frase de Carlos Drummond de Andrade: “Há um cheiro de mudança no ar”, frase que se tornou um mantra na minha juventude quando consagramos do Oiapoque ao Chuí o MDB em 1974 para o Congresso Nacional.

Luiz Carlos Azedo - O Brasil de Pelé e o novo governo

Correio Braziliense

Com uma coalizão de centro-esquerda, Lula pretende conduzir a frente política que o levou à Presidência pela terceira vez na direção do combate às desigualdades

A posse dos ministros do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi ofuscada pelo velório de Edson Arantes do Nascimento. Repetiu-se o mesmo fenômeno do dia da morte do maior atleta do século passado, que será enterrado hoje. Grande massa de torcedores santistas e de outros comparece ao estádio da Vila Belmiro, em Santos, para reverenciá-lo. Personalidades do mundo esportivo nacional e internacional também. Corintiano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em meio à montagem de seu governo e às primeiras medidas administrativas, viajará de Brasília para Santos para participar das últimas homenagens fúnebres.

Talvez o maior atleta profissional de todos os tempos, em 14 de junho de 1970, Pelé, camisa 10 do Brasil às costas, agachou-se no círculo central do gramado do estádio Jalisco, em Guadalajara, no México, sob olhar de Tostão, e amarrou pacientemente sua chuteira. Ao fazê-lo, inventou o marketing esportivo, mais ou menos como João Gilberto inventara a bossa nova em 21 de janeiro de 1962, ao cantar Chega de Saudade no Carnegie Hall, em Nova York, até então um lindo samba canção. Uma chuteira Puma continuaria igual a uma Adidas, mas o futebol mundial nunca mais seria o mesmo, com as transmissões dos jogos pela tevê.

Edu Lyra - Feliz recorrência pra você

O Globo

Ações pontuais têm a sua importância, mas elas jamais terão o mesmo impacto que o trabalho recorrente

Qual é a importância da recorrência quando falamos de iniciativas solidárias? O assunto é tão decisivo para quem atua no terceiro setor e, por extensão, para o futuro do país, que vale a pena começar o ano dedicando uma coluna a ele.

Os problemas mais graves da sociedade brasileira são todos recorrentes. A pobreza, a fome, o racismo e a desigualdade nos acompanham há séculos. A violência urbana é uma velha conhecida de quem habita as grandes metrópoles. As enchentes que atingem periferias país afora, especialmente agora no verão, não são um fenômeno que começou há um ou dois anos. Nossa presença recorrente na lanterna dos rankings internacionais de educação, como o Pisa, já não surpreende ninguém.

Carlos Andreazza – Festas

O Globo

É hora de descer a rampa dos símbolos e pisar o chão em que as gentes descreem dos princípios da representação e da justiça

Emocionados do Brasil, a festa acabou. Bonita festa, belo também o terno do presidente — perfeita a barra da calça. Apreciei. Venceu a alfaiataria. Antes, a democracia. É hora de cuidar da República. De descer a rampa dos símbolos e pisar o chão em que as gentes descreem dos princípios da representação e da justiça.

A democracia não teria vencido — assim vai aos livros — sem Alexandre de Moraes. Não é isso? O juiz onipresente, gestor de inquéritos que redefiniram o conceito de elasticidade, para quem a própria Corte constitucional formalizou a onipotência, garantiu a liberdade entre nós. Amém. Estando a missão cumprida, e não havendo mais Jair Bolsonaro, voltará o gênio à lâmpada? A democracia já venceu, o Sete-Peles fugiu à Disney. Não acabará essa festa?

A festa acabou para alguns, apesar de a pipoca (alô, Salvador!) também ser farra. A frente democrática ocupa as bordas. O governo é do PT. Qual a surpresa? O partido ganhou. Era o único que poderia vencer, razão por que atraiu os inviáveis/derrotados. O miolo é dele, o filé. Distribuiu-se o restante; o restante com verba cabendo aos que têm votos no Congresso.

Míriam Leitão - BNDES: André Lara e outros nomes fortes

O Globo

BNDES terá André Lara Resende, Carlos Nobre e Izabella Teixeira no conselho. Mercadante quer que o banco se financie sem aportes do Tesouro

O economista André Lara Resende, o climatologista Carlos Nobre, a ex-ministra Izabella Teixeira vão compor o conselho de administração do BNDES. O presidente do banco, Aloizio Mercadante, está fechando a composição do conselho e da diretoria com nomes que apontam para o combate à mudança climática, a inovação e uma maior experiência de mercado. Na diretoria, haverá duas mulheres que estão hoje em grandes bancos internacionais. Para o compliance, Mercadante chamou Luiz Navarro, especialista em combate à corrupção. Dois ex-ministros estarão lá também, Tereza Campello, uma das maiores especialistas do Brasil em política social, e Nelson Barbosa.

— Quero que o banco tenha ousadia na área ambiental, atue nas transições energética e ecológica, com a ideia de inovação na reindustrialização. Todo o esforço é criar condições de funding sem pressionar o Tesouro, por isso estou trabalhando outras opções de financiamento — me disse Aloizio Mercadante.

Merval Pereira - Frente ampla

O Globo

Lula precisa ser mais incisivo na ação de seu governo, mais ainda do que foi na montagem de seu ministério

Não houve nos anos recentes nenhum candidato que tenha assumido a Presidência da República com o país tão dividido quanto hoje, e com uma expectativa de futuro tão restrita quanto neste terceiro mandato de Lula. Pouco mais da metade dos brasileiros espera que o governo seja “ótimo” ou “bom”, índice menor que todos os recentes presidentes eleitos tiveram. Nem mesmo Dilma Rousseff, que também venceu a reeleição derrotando o tucano Aécio Neves por pequena diferença, teve pela frente uma oposição tão bem organizada como a que espera por Lula, mesmo que Bolsonaro tenha perdido grande parte do seu capital político com a fuga patética.

O genial brasileiro Nélson Rodrigues, ora muito lembrado pelo que escreveu sobre Pelé, também tem frases sobre política que se encaixam muito bem na nossa situação:

— O presidente que deixa o poder passa a ser automaticamente um chato. (…) O ex-presidente adquire, imediatamente, um ar de museu de cera.

O que a mídia pensa - Editoriais / Opiniões

‘Revogaço’ busca corrigir erros do governo anterior

O Globo

Lula acerta nas áreas ambiental e de armas, mas preocupa com isenção de impostos de combustíveis

Foi positiva a maior parte dos decretos, medidas provisórias e despachos assinados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva horas depois de tomar posse no domingo. Chamadas de “revogaço”, as medidas buscaram desfazer parte das políticas equivocadas adotadas pela administração anterior em temas como meio ambiente, armas e transparência.

Publicado ontem no Diário Oficial, um decreto restabeleceu o funcionamento do Fundo Amazônia, voltado para a preservação da floresta com a ajuda de doações de países europeus. Já era hora. No primeiro ano de seu governo, Jair Bolsonaro havia promovido a extinção dos comitês responsáveis por gerir os recursos do fundo. Com isso, R$ 3,2 bilhões ficaram sem destinação, um tremendo contrassenso.

Ainda na área ambiental, Lula acertou ao recriar o Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal, instituir uma comissão interministerial para cuidar do assunto e endurecer os processos de apuração de infrações em diferentes biomas.

Poesia | Manuel Bandeira - Última canção do beco

 

Música | Zeca Pagodinho - Seu balancê