Eleitores
votaram na política testada e reconhecida – Opinião | O Globo
Resultado
das urnas mostra que a escolha predominante recaiu sobre candidatos e partidos
tradicionais
Os
ventos mudaram. A apuração das eleições do último domingo mostrou que o
eleitorado optou por candidatos reconhecidos, pertencentes a partidos
tradicionais, com capacidade testada para governar, perfil que havia perdido
terreno nos últimos pleitos para novos rostos que representavam a
“antipolítica”, a rejeição a “tudo isso que está aí”.
Desta
vez, os eleitores preferiram não arriscar. Escolheram nomes e legendas com
experiência política e administrativa. Os oito partidos mais votados são todos
tradicionais: MDB, PSDB, PSD, DEM, PP, PT, PDT e PSB. Somaram 64% dos 102,5
milhões de votos computados, elegeram 64% dos vereadores e 71% dos prefeitos
que venceram no primeiro turno.
Dos
13 prefeitos de capitais que concorreram à reeleição, apenas o de Porto Alegre,
Nelson Marchezan Júnior (PSDB), foi derrotado. Os demais ganharam ou disputarão
segundo turno. Estão reeleitos: Rafael Greca (DEM, Curitiba), Gean Loureiro
(DEM, Florianópolis), Alexandre Kalil (PSD, Belo Horizonte), Marquinhos Trad
(PSD, Campo Grande), Álvaro Dias (PSDB, Natal) e Cinthia Ribeiro (PSDB,
Palmas). Disputarão o segundo turno: Bruno Covas (PSDB, São Paulo), Marcelo
Crivella (Republicanos, Rio), Emanuel Pinheiro (MDB, Cuiabá), Edvaldo Nogueira
(PDT, Aracaju), Hildon Chaves (PSDB, Porto Velho) e Socorro Neri (PSB, Rio
Branco).
A
onda da “nova política” que fez sucesso nos últimos pleitos perdeu fôlego. O
eleitorado se desiludiu com discursos que não se traduzem em resultados
concretos. O exemplo mais eloquente é o ex-juiz Wilson Witzel, que chegou ao
Palácio Guanabara numa ascensão meteórica e, com menos de dois anos no governo
do Rio, foi afastado e enfrenta um processo de impeachment, acusado de
corrupção.