domingo, 31 de agosto de 2025

Decisões e Estruturas – Celso Furtado na fronteira do conhecimento (como sempre), por Alfredo Maciel da Silveira

Nota introdutória

Este artigo reproduz, com pequenas adaptações, parte do capítulo 3 de meu artigo “Planejamento Indicativo – elo perdido do desenvolvimento”, publicado na revista acadêmica “Cadernos do Desenvolvimento” – v. 17, n 32, CICEF 2022.

Assisto com serenidade “as dores do parto”, ou a cena da criança “aprendendo a andar”, como eternizou Elis Regina em “Upa Neguinho”, aqui pensando o “rito de passagem” ora imposto ao povo brasileiro. Eu descobrira tardiamente a confluência de minha pesquisa metodológica dos anos 90, sobre planejamento em economias de mercado, com a pesquisa teórica de Furtado sobre a teoria do desenvolvimento econômico.

Restou-me o remorso por não ter ao menos tentado a tempo lhe dar conhecimento de meu trabalho (SILVEIRA, A. M. As Administrações Públicas no Planejamento Moderno: Modelização da Estrutura, Conflitos e Estratégias. 1993. 205p. Tese (Doutorado em Economia). IE-UFRJ, Rio de Janeiro, 1993).

Estados nacionais, grandes corporações e renovação metodológica do planejamento.

Em todo o mundo, por razões já bem estudadas, as modalidades de planejamento socioeconômico na abrangência dos espaços nacionais, e as respectivas metodologias gestadas e amadurecidas no pós-guerra, foram desconstruídas há umas quatro décadas, na esteira da mudança de formato de toda a política econômica. Mas nem por isso países capitalistas como Índia, Japão, Coreia, Alemanha, os escandinavos - mas especialmente os países continentais, países ditos "baleia" - têm brincado de "cabra cega" na economia globalizada. Bem a propósito, nas palavras do Prof. Clélio Campolina sobre o contexto neo-liberal das últimas décadas: “[...] Apesar de tudo isto, a maioria dos países planeja, especialmente os asiáticos” (CAMPOLINA DINIZ, Entrevista : Intérpretes do pensamento desenvolvimentista. Cadernos do Desenvolvimento, Rio de Janeiro,vol. 13, n.23, p. 249, jul.-dez. 2018).

Países de grande extensão territorial, ricos em recursos naturais, peso demográfico e grande mercado interno, como o Brasil, têm potencialmente elevado grau de autonomia decisória em suas economias. Há campo aberto para a sua renovação conceitual e metodológica que dê conta dos novos desafios.

Paradoxalmente, o grande capital nunca planejou tanto desde então. As grandes corporações multinacionais - coordenadas com os seus Estados nacionais - foram as que mais experimentaram e desenvolveram o tratamento das incertezas e a interação estratégica entre atores relevantes, elementos contemporâneos do que se difundiu como "planejamento estratégico", empresarial.

Em nível acadêmico, a renovação metodológica do planejamento em economias de mercado já avançara em meados dos anos 70 (JOHANSEN, Leif. Lectures on Macroeconomic Planning. Amsterdam: North-Holland P. Company, 1977-1978. 2v), pela incorporação da incerteza e da interação estratégica no planejamento macroeconômico desdobrado em estágios setoriais e espaciais. Tratava-se da representação das relações entre autoridade central (governo) e agentes (players, atores, sujeitos) relevantes não centrais

Ou seja, quanto ao suporte instrumental e técnico do planejamento, segregou-se mais restritamente a modelagem quantitativa de uma estrutura (conjunto de relações tecnológicas, comportamentais e institucionais relativamente estáveis, (evolução de parâmetros podem ser simuláveis) funcionando independentemente das consciências e vontades), deixando de fora uma outra representação, aquela das subjetividades, dos atores, dotados de autonomia decisória e grande impacto econômico, fora do controle governamental. Por isso mesmo foram trazidas as metodologias de cenários para o campo da política econômica e do planejamento.

No pós-guerra representava-se aquela estrutura muito mais abrangentemente. Todos os agentes privados eram nela incluídos. Até as decisões de investimento privadas eram tratadas como relações de tipo comportamental (a exemplo dos modelos franceses do INSEE, a dizer, "de 1500 equações"). Sob enfoque sistêmico, a estrutura ligava-se a uma "unidade de controle" (o governo que, uma vez eleito, supunha-se administrador "neutro", dos conflitos de interesses, mormente os de classes). Isso estava implícito na própria teoria macroeconômica, e foi intensamente debatido e revisto desde as crises dos anos 70 e década seguinte. Uma crítica da conexão entre a visão de capitalismo cooperativo mediado por Estado neutro (keynesianismo do pós-guerra), e a estrutura conceitual da política econômica inspirada em Tinbergen (relação objetivos-instrumentos, "trade offs" entre objetivos) é tratada por Bhaduri (BHADURI, Amit. Economic Policy and the Theory of the State. In:____. Macroeconomics: The Dynamics of Commodity Production. London: Macmillan, 1986. cap.8).

Claro que usava-se e abusava-se de variáveis estocásticas para dar conta das incertezas. Mas as economias capitalistas centrais experimentaram um "boom" de 20 anos. Então ficava fácil nos anos 50 e 60 extrapolar tendências que no essencial se confirmavam.

Pois bem. Mantida a abordagem sistêmica, a na nova representação passa a destacar a interação estratégica entre autoridade central e agentes relevantes não centrais - a referida representação das subjetividades ou sujeitos - bem como o reconhecimento das incertezas agora assumidas, explicitadas e tratadas como tais, como variáveis de cenário. Ora, em termos metodológicos, quase tudo isto vem da própria experiência das grandes corporações multinacionais (o já mencionado "planejamento estratégico", empresarial). Mas vai muito além, quando se trata de coordenar decisões entre agentes sociais ou econômicos, negociar conflitos em escala social, enfim, quando se trata da coisa pública e relações Estado-sociedade e Estado-mercado.

Aqui ganha enorme importância a produção e circulação da informação. E não apenas a do status quo, a informação do existente. Mas principalmente a informação prospectiva, de "futuros construídos", objeto de negociação política e participação cidadã. Vem bem a este propósito a caracterização do planejamento por J. Kornai (1970 apud JOHANSEN, 1977, p.44):

Planejamento: um processo de conhecimento e compromissos (cognition and compromise), Planejamento é um instrumento de obtenção de conhecimento. Os principais propósitos do planejamento são o levantamento e a cuidadosa avaliação das informações sobre o futuro. Ajuda na compreensão de nossos próprios anseios, ambições, objetivos; ajuda-nos a confrontá-los com a realidade. Trata-se de um arcabouço para a troca de informação e a coordenação de atividades de outra forma independentes entre si. Uma vez que as atividades de todos os participantes do sistema econômico fossem consideradas como mutuamente independentes, o planejamento viria a ser uma ferramenta para compreeender as interdependências  e reconciliar interesses conflitantes.(tradução deste autor).

As múltiplas conexões do quadro conceitual do planejamento com a teoria do desenvolvimento econômico são campo aberto à investigação. Aliás, tanto quanto esta própria teoria do desenvolvimento, pois conforme Celso Furtado, esta “[...] encontra-se em seus estágios formativos”. E prosseguindo mais adiante, no “Prefácio” à edição de seu livro “Teoria e Política do Desenvolvimento Econômico”, de 2000: “[...] A significação dos fatores não-econômicos no funcionamento e na transformação dos sistemas econômicos, bem como a importância do nível de informação dos agentes responsáveis pelas decisões estratégicas tornam-se cada vez mais evidentes” (FURTADO, Celso. Prefácio à nova edição. In:_____ Teoria e política do desenvolvimento econômico. São Paulo: Paz e Terra, 2000, p. 9).(grifos do próprio Furtado)

E ainda no mesmo “Prefácio”, em Nota de rodapé: “[...] no estudo do desenvolvimento tende-se a adotar o enfoque metodológico da Teoria Geral dos Sistemas, o qual permite tratar globalmente os fenômenos econômicos e os fatores “não-econômicos” que os condicionam [...]” (ibid, p. 11).

Destaque-se ainda uma das confluências da metodologia do planejamento com a teoria do desenvolvimento econômico, qual seja a da tipologia das decisões econômicas analisada por Celso Furtado, mormente aquelas trazidas de Perroux como “Macrodecisões”. Conforme Furtado.

Quando um agente – interessado ou não em um certo plano – está capacitado para prever e identificar ex ante as incompatibilidades entre planos concorrentes, e emprega formas de coação, pública ou privada, para tornar compatíveis ou concordantes os referidos planos, configura-se o caso de uma macrodecisão.[...] A macrodecisão é tomada seja pelo Estado, seja por outra unidade dominante, e se funda em uma previsão global, isto é, numa avaliação antecipada do resultado final da cadeia de reações. Ela só é possível porque certos agentes estão em condições de exercer um efeito de dominação sobre os demais. [...] Perroux, por sua vez, assinalou a importância de certos agentes na ordenação das atividades econômicas e na transformação das estruturas, pondo em evidência o fenômeno de poder que é subjacente às relações econômicas. Dessa forma, à diferença do enfoque tradicional, que se preocupa essencialmente em descobrir automatismos, o estudo do desenvolvimento tende a concentrar-se na caracterização das estruturas, na identificação dos agentes significativos e nas interações entre determinadas categorias de decisões e as estruturas.” (FURTADO, 2000. p 120, 121-122, grifos originais de Furtado ).

Embora Furtado aborde aspectos técnicos do planejamento ao longo de seu referido livro, aqui interessa sugerir as conexões, da metodologia de planejamento, com a teoria do desenvolvimento econômico onde Furtado opera na fronteira do conhecimento. Haja vista por exemplo sua distinção entre decisões e estruturas no interior do sistema econômico, presente também naquela renovada metodologia.

Primeiros passos, negociação e concertação.

A produção de consistência das informações socioeconômicas é insumo básico, que está no início do aprimoramento contínuo institucional. E a revolução informacional em curso, que impacta a cultura e a vida quotidiana,  facilita em muito a participação da cidadania. Trata-se de toda uma ambientação organizacional a ser desenvolvida pari passu ao suporte instrumental e técnico dessa abordagem da política econômica e social.

O caput e o parágrafo 1° do Artigo 174 da Constituição delineiam de forma irretocável os princípios estruturantes de uma modelagem das políticas econômica e social em direção ao desenvolvimento institucional.

O planejamento abrangente e integrado das atividades econômicas dos setores público e privado no Brasil foi alçado a princípio constitucional desde 1988, primeira vez na história em que foi mencionado nas constituições brasileiras. Através do artigo 174 e seu parágrafo 1º, está organicamente inserido no "Capítulo I, Dos Princípios Gerais da Atividade Econômica", que por sua vez abre o "Título VII, Da Ordem Econômica e Financeira".

Art. 174. Como agente normativo e regulador da atividade econômica, o Estado exercerá, na forma da lei, as funções de fiscalização, incentivo e planejamento, sendo este determinante para o setor público e indicativo para o setor privado.

§1º a lei estabelecerá as diretrizes e bases do planejamento do desenvolvimento nacional equilibrado, o qual incorporará e compatibilizará os planos nacionais e regionais de desenvolvimento. (BRASIL, 1988).

Tal dispositivo ainda permanece na Constituição sem jamais ter sido regulamentado.

Até quase a então extinção (Gov. Bolsonaro) do Ministério do Planejamento não era sequer referido na sua página de internet (só o foi em seus extertores), onde se fazia referência apenas ao artigo 165, alusivo aos orçamentos, âmbito muito mais restrito portanto, integrante de outro Título, de número VI, "Da Tributação e do Orçamento", em seu "Capítulo II, Das Finanças Públicas". O pouco que se "fez" no Brasil sob a denominação de "Plano" foi regido por este artigo 165, o “Plano Plurianual – PPA”, por natureza apenas orçamentário e restrito ao setor público, que conceitual e metodologicamente nada tem a ver com o desenvolvimento institucional da concertação entre governo e setor privado, com a interação estratégica entre players relevantes, ou ainda com a produção de informações socioeconômicas consistentes entre si como base da negociação política, elementos essenciais de um planejamento indicativo contemporâneo.

Ressalve-se, dentre as inovações que atravessaram muitas áreas a partir do primeiro governo Lula há que destacar os mecanismos de consulta pública, democracia participativa, Foruns, Conselhos, dos quais também vieram a se nutrir os experimentos em torno do PPA, mormente a equivocada tentativa de se fazer “planejamento” a partir do orçamento.

Altamente relevante fora a criação, em 2003, do “Conselhão” – Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social-CDES, órgão consultivo da Presidência da República, vinculado à Casa Civil, e composto em sua maioria por líderes empresariais, acadêmicos e consultores especializados.

O “Conselhão” foi operante até fins do governo Temer, 2018 e agora volta em “Lula 3”, de forma sempre acanhada. Pela incipiente produção de visões integradas de futuro, de responsabilidade do Poder Executivo, próprias do Planejamento, pode-se avaliar que os governos demandaram e demandam do CDES bem abaixo de suas potencialidades. (CDES. Conselhão: do diálogo aos resultados – CDES, 2018. Disponível em < http://www.cdes.gov.br/Plone/biblioteca/busca/7-outras-atividades/publicacoes/conselhao-do-dialogo-aos-resultados.pdf >. Acesso em 16 fev. 2022).

Retomando. O primeiro passo é a simples produção de informações socioeconômicas articuladas e internamente consistentes (para o que o país dispõe do IBGE, IPEA e de toda uma extensa rede de pesquisa abrangendo a sociedade civil) propiciando a explicitação de custos, trade offs e benefícios das estratégias, o que por si só elevaria a qualidade da negociação política. Informação é a matéria prima da negociação e do planejamento em economias de mercado (KERSTENETZKY, Isaac. O Planejamento Econômico e Social em Economias de Mercado: Informações e Compromissos. Debate Econômico, Belo Horizonte: Ed. Fundação João Pinheiro, p. 20-25, dezembro 1986.). Não deve ser casual que este artigo do professor Isaac Kerstenetzky, tenha como pano de fundo o contexto brasileiro durante a Assembléia Nacional Constituinte. Note-se também as afinidades com a caracterização do planejamento de Kornai (“cognition and compromise”), acima apresentada.

Note-se que aquele decisivo passo inicial é do inteiro controle do poder executivo e em nada conflita - muito ao contrário - com a “condução quotidiana” do conjunto das políticas econômica e social.

Mas este suporte informativo deve contudo manter-se em conexão ao processo decisório em escala social e inserir-se no ambiente organizacional próprio deste processo. As dimensões, técnica, e político-institucional do planejamento então conjugam-se, exigindo um mútuo  desenvolvimento, em aprimoramento contínuo.

Na sua falta, o debate das políticas e reformas não sai da perspectiva setorialista e parcial. A título de exemplo: não se aborda a consistência entre as propostas de reforma fiscal, tributária e previdenciária, e destas com o conjunto das políticas sociais; nem se explicita que o equilíbrio financeiro suposto na viabilidade das propostas passa por determinações macroeconômicas, de modo que sua avaliação deveria estar referida a premissas de cenário. Está claro que tal déficit de informação rebaixa a qualidade das negociações.

Por sua vez a criação de um "clima", de um ambiente institucional e macroeconômico adequado à confiança do setor privado, mormente para a indústria, é absolutamente crucial também no contexto do planejamento. Isto nos traz a outro exemplo. O da política monetária e da independência do Banco Central. O regime de metas de inflação, face ao seu grande potencial efeito coordenador de expectativas inflacionárias pode ser de grande valia num contexto institucionalizado de planejamento. Ora, aqui os interesses corporativistas de todo tipo se subordinam ao mais consistente rigor técnico.

É o que está implícito naquela função normativa e reguladora da atividade econômica pelo Estado, conforme o Art 174, caput, da CF. E quanto à independência do BC, a questão passa a ser quais Normas, qual legislação a reger tal independência. Isto pode e deve ser pensado como o caso geral de aprimoramento contínuo das institucionalidades. Em particular, a participação do Banco Central no balizamento macroeconômico de médio e longo prazos e, claro, na regulação macroeconômica de curto prazo.

Para o setor privado o planejamento não é impositivo obviamente, mas convida à concertação e ao alinhamento de expectativas. Nisso reside sua força. Aquela concertação é o "coração" da sua metodologia. Abrange um todo, setores público e privado. Não é só investimento, não é um “Programa” ou lista de obras. Não é nenhum “PAC”! E conforme se viu, a metodologia do planejamento é irredutível a tratamentos teóricos - como no passado - baseados num único tomador de decisões, dotado de bem definidas intenções e preferências.

Nas décadas recentes, a idéia do planejamento então ficou sendo identificada, em muitos casos com fundadas razões, ao despotismo, ao estatismo, ou a um saber tecnocrático. O atraso metodológico e a exaustão de processos tradicionais que já não respondiam às condições do mundo atual puseram aquela idéia na defensiva. No Brasil, além disso, há que se somar a desarticulação das equipes técnicas, a dispersão dos quadros especializados e o predomínio de uma cultura imediatista na administração pública, como fatores de absoluto vazio de qualquer debate específico sobre o tema. Perdeu-se totalmente a cultura do planejamento, prevalecendo o imediatismo e a improvisação. E nas orientações governamentais - do "apagão" de energia ao "trem bala" - a superposição de neoliberalismo, voluntarismo e dirigismo sem plano.

É certo que os brasileiros até sabem fazer o mapeamento das grandes questões nacionais. Mas na hora de se apontarem as vias de solução, as idéias de "Plano" e "Estratégia", quando aparecem, o fazem de forma muito embrionária ou como panacéia, quando não associadas às condições prévias de um grande "consenso social" e de "reforma do Estado". Sucede que a metodologia deve tratar, antes de tudo, de um ambiente cuja regra é a da competição e do conflito, e sob a ótica de um ator especial, o governo, a quem cabe a iniciativa do desenvolvimento institucional no seu campo de atuação. O planejamento então não pode ser posto na culminação de uma "reforma" e do "consenso", mas sim nas suas origens.

Em suma, o poder executivo é o protagonista. Bastaria que sua liderança tivesse a compreensão do arcabouço conceitual do planejamento e do alcance estratégico dos passos iniciais.

O que enseja a questão: como pensar e desenvolver a convergência, o encontro, o "acoplamento" e fusão, num ponto futuro das políticas de Estado, entre um novo sistema de planejamento em desenvolvimento, e a condução quotidiana do conjunto das políticas, processo decisório este, real, que corre em paralelo?

Uma construção "top-down" do planejamento poderia parecer um "truque" de centralização tecnocrática, mas não o seria necessariamente. Seria criar e moldar gradativamente as interações entre o velho e o novo ambiente organizacional. Seria também aprimoramento contínuo institucional, como um embrião que se expanda conforme correta programação genética embutida em seu "DNA". O planejamento então não estaria na culminação de reformas administrativas e institucionais, mas sim na sua origem. E precisaria ter a chefia do Executivo como liderança política.

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