sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

Economia: 2026 começa com más perspectivas. Por Roberto Macedo

O Estado de S. Paulo

Taxa de crescimento do PIB pode cair para 1,80% ao ano, em 2026 e 2027

Uma economia nacional abrange várias dimensões, como o seu Produto Interno Bruto (PIB), sua inflação, suas diversidades regionais e setoriais e outras, mas vou focar aqui principalmente no PIB, a mais importante.

Segundo o boletim Focus do Banco Central (BC), que recorre a previsões de analistas e operadores do mercado financeiro, na edição de 26 de dezembro, a previsão é de uma taxa de 2,26% para o PIB de 2025. Como a economia vinha crescendo a taxas próximas de 3,0%, iniciou-se a fase descendente de mais um ciclo econômico, ou de um voo de galinha.

O que mudar para crescer? Por José Pastore

Correio Braziliense

A ideia de proteger a indústria ao longo de tantas décadas não deu bons resultados, com raras exceções

Entra ano, sai ano, e o Brasil continua crescendo muito pouco — bem abaixo da maioria dos emergentes. Este espaço é diminuto para elencar todos os problemas que travam o nosso crescimento. Listarei os 10 principais, na minha modesta opinião.

O mais gritante no momento é o desarranjo das contas públicas, o que, por sua vez, faz subir a taxa de juros que inibe investimentos e o próprio crescimento econômico. A explosão das contas públicas decorre, basicamente, da indexação de várias despesas do governo em nível superior à inflação e à profusão de programas sociais (alguns necessários) que não param de crescer.

O que a mídia pensa | Editoriais / Opiniões

Educação reprova governo do Rio e aprova o do Pará

O Globo

Escolas fluminenses foram as que mais caíram em ranking; as paraenses, as que mais subiram

No próximo dia 4 de outubro, mais de 150 milhões de brasileiros comparecerão às urnas para escolher deputados distritais e estaduais, vice-governadores, governadores, deputados federais, senadores, vice-presidente e presidente. Os atuais governadores serão candidatos ou apoiarão candidatos à própria sucessão. Antes de votar, portanto, é fundamental o eleitor avaliar o desempenho dos governos estaduais na área mais crítica para o desenvolvimento do país — a educação.

A ONG Todos Pela Educação analisou uma amostra de 16 estados brasileiros cujos governadores estão no poder há mais de quatro anos — nenhum poderá argumentar que não teve tempo de pôr em prática suas ideias para melhorar a educação. As 16 unidades da Federação levadas em conta na análise formam um quadro representativo da situação do ensino médio no Brasil. Há mais de um estado por região: Espírito Santo, Minas Gerais e Rio de Janeiro no Sudeste; Paraná e Rio Grande do Sul no Sul; Goiás e Mato Grosso no Centro-Oeste; Paraíba e Rio Grande do Norte no Nordeste; Acre, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins no Norte; além do Distrito Federal. Juntos, são estados onde vive mais da metade da população brasileira.

Polarização deve dominar eleição de 2026 e reduzir espaço para 3ª via

Correio Braziliense. Por Fernanda StricklandVanilson OliveiraVictor Correia e Caetano Yamamoto

De um lado, o presidente Lula galvaniza a esquerda e, novamente, é considerado o candidato mais competitivo do campo progressista. Do outro, a direita se divide em nomes. E, de novo, não se vislumbra ninguém que se apresente como 3ª via

Com a chegada de mais um ano eleitoral, o cenário político se redesenha sob o signo da polarização. A disputa entre forças de esquerda e direita deve continuar a dominar o debate público, mesmo com a possível renovação de nomes, reduzindo o espaço para o surgimento de uma terceira via capaz de se firmar como alternativa competitiva.

Gleisi rebate The Economist: 'querem que Brasil abandone as políticas públicas para o povo'

Por Marcos Hermanson / Folha de S. Paulo

Em editorial publicado no último dia 30, revista britânica defendeu que Lula não deveria disputar reeleição e apontou Tarcísio como melhor opção

Para ministra, publicação teme governo que 'retomou crescimento' e 'enfrenta injustiças tributárias'

A ministra Gleisi Hoffmann rebateu nesta quarta-feira (31), em postagem nas redes sociais, o editorial da revista britânica The Economist contra a candidatura do presidente Lula (PT) à reeleição.

Para a ministra, os responsáveis pela publicação não temem pela saúde de Lula, que estaria cheio de vitalidade, mas pela continuação do governo que "retomou o crescimento do Brasil e não tem medo de enfrentar a injustiça tributária e social".

Master complica Dias Toffoli, abafador geral bem trapalhão. Por Marcos Augusto Gonçalves

Folha de S. Paulo

Ministro do STF gera ruído ao tentar sentar sobre iceberg capaz de afundar um Titanic com figuras graúdas da política e mercado

Relato sobre fraudes da instituição com fundos da gestora Reag, recurso usado pelo PCC, só piora o cenário, que não dá sossego

Não se conhecem em detalhes os fatos que estão congelados no grande iceberg do Banco Master sobre o qual está sentado o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal. Os sinais são de que a montanha submersa tem enorme potencial para afundar um Titanic com muitos passageiros do establishment econômico, político e institucional a bordo.

De mãos amarradas. Por Hélio Schwartsman

Folha de S. Paulo

Governo opera na contramão dos objetivos do BC, o que intensifica e prolonga a alta dos juros

Esse não é o único aspecto da economia em que o Brasil parece ter preferência pelo caminho ineficiente

O economista francês Frédéric Bastiat (1801-1850), que tinha desmesurado gosto pela sátira, imaginou uma petição ao rei para que ele proibisse todos os seus súditos de usarem a mão direita. Justificou a medida aparentemente insana recorrendo à cristalina lógica: quanto mais uma pessoa trabalha, mais rica ela fica; quanto mais dificuldades precisa superar, mais trabalha; logo, quanto mais dificuldades uma pessoa tem de superar, mais rica ela se torna.

O panorama eleitoral visto de fora. Por Dora Kramer

Folha de S. Paulo

Editoriais de dois conceituados veículos britânicos exibem visões diferentes sobre a hipótese de reeleição de Lula

The Economist e o Financial Times ignoram especificidades da política brasileira nas respectivas análises

Dois editoriais de conceituados veículos estrangeiros mostraram visões diferentes sobre possível reeleição de Luiz Inácio da Silva (PT). Os britânicos The Economist e Financial Times nada disseram que já não tenha sido dito e repetido com mais profundidade por artigos de opinião em jornais brasileiros.

Ainda assim, chamaram atenção porque aqui estamos sempre interessados em saber como somos vistos de fora. Para protestar ou celebrar o que revelam os olhares. A revista (Economist) critica a decisão de Lula de se candidatar e o jornal (Financial) aposta no favoritismo do presidente.

Direita se confundiu com extrema direita e precisa de autocrítica para superar crise, diz historiador

Por Arthur Guimarães de Oliveira / Folha de S. Paulo

Odilon Caldeira Neto analisa como campo se radicalizou e perdeu identidade política moderada

Pesquisador aponta tendência de candidatos como Marçal nas eleições para deputado de 2026

São Paulo - Há uma crise das direitas no Brasil. O campo conservador se deixou levar pela radicalização, passou a adotar a linguagem da extrema direita e viu a própria identidade política se confundir com ela.

Para Odilon Caldeira Neto, professor de história contemporânea da UFJF (Universidade Federal de Juiz de Fora), longe de uma tese conciliatória, a única saída para esse impasse é uma autocrítica.

Em entrevista à Folha, o pesquisador do neofascismo e da extrema direita no país revela a simbologia cifrada que esse grupo usa para se comunicar, aborda a tendência do surgimento de figuras como o influenciador Pablo Marçal nas eleições de 2026 e defende a atualização do arcabouço de mapeamento dessas entidades antidemocráticas, da leitura, da análise e da resposta institucional.

Política como Invenção, por Pablo Spinelli*

A ausência de memória e de história não é uma exclusividade brasileira, mas tem em nossa sociedade efeitos colaterais maléficos às instituições, à democracia, à república e para as gerações mais jovens. Não deixa de ser um alento o lançamento do documentário Caçador de Marajás, sobre a ascensão e queda de Fernando Collor de Melo, na Globoplay. Pode-se ver continuidades e rupturas da tradição política brasileira. Collor foi o primeiro presidente eleito democraticamente no Brasil depois de outro fenômeno e similar político, Jânio Quadros (1961).

Naquele mundo marcado pelo fim da Guerra Fria e com o voraz apetite da política neoliberal, Collor mesclou com sagacidade os elementos da tradição brasileira – o messianismo de origem católica rural, como se vê na aliança do jovem então candidato com Frei Damião – com propostas disruptivas como aquelas que atribuíam ao Estado o centro da crise econômica e social do Brasil nos anos 1980.

O Estado personalista e patrimonialista (uma crítica da direita e esquerda) era o catalisador do atraso. A nova ordem burguesa tinha apetites que primavam o consumidor acima do cidadão, uma perspectiva crítica à Carta de 1988, portanto, a candidatura Collor seria a reposta da coragem, da inovação, da ousadia diante de um Estado anacrônico, corrupto e corruptor; de uma parte da elite covarde e ineficiente(1) e da classe política que seria cúmplice deste estado de coisas e com lideranças oposicionistas defensoras do deficitário Estado de Bem-Estar Social. 

Opinião do dia – Manuel Castells* (Democracia e cidadãos)

“Em tempos de incertezas costuma-se citar Gramsci quando não se sabe o que dizer. Em particular, sua célebre assertiva de que a velha ordem já não existe e a nova ainda está para nascer. O que pressupõe a necessidade de uma nova ordem depois da crise. Mas não se contempla a hipótese do caos. Aposta-se no surgimento dessa nova ordem de uma nova política que substitua a obsoleta democracia liberal que, manifestamente, está caindo aos pedaços em todo o mundo, porque deixa de existir no único lugar em que pode perdurar: a mente dos cidadãos.”

*Manuel Castells (1942), sociólogo e professor Universitário espanhol. ”Ruptura – A crise da democracia liberal”, p. 144. Editora Zahar, 2018

Poesia | Te amo, de Pablo Neruda

 

Música | BEIJA FLOR 2026

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