Valor Econômico
Os resultados das eleições presidenciais de 2026 vão ser decisivos para ver quem defende o espírito democrático estabelecido pela Constituição de 1988 e quem aposta na destruição de seu legado
Um paradoxo marca a disputa presidencial de
2026: no primeiro turno, predominou um clima de insatisfação e desânimo entre
os eleitores, o que agora é contrabalançado no segundo turno pela enorme mobilização
nas ruas e nas redes sociais. Ambos os sentimentos são expressão dos avanços
democráticos do país e seus limites. O voto e a participação popular continuam
muito relevantes, mas há pontos problemáticos nas instituições e um medo de
retrocesso democrático. O que está em jogo é como fortalecer e melhorar a
democracia brasileira.
O Brasil não tem tradição democrática forte em sua história. Ao contrário, foram predominantes o autoritarismo e formas oligárquicas, com exclusão de muitos atores da participação política plena e acesso privilegiado ao poder para determinadas elites. Somente a partir da redemocratização que depôs o regime militar e, mais ainda, com a promulgação da Constituição de 1988 é que a democracia se tornou o eixo central da política brasileira.



.jpg)







.jpg)


.jpg)


















.jpg)
