Há saídas para Brasil enfrentar tarifas americanas
Por O Globo
Além de ampliar lista de exceções, país pode
diversificar exportações para China e, sobretudo, Europa
Não há como menosprezar o impacto da
investida tarifária disparada pelos Estados
Unidos na direção do Brasil. Se vingarem as duas ondas — a
primeira derivada de uma investigação específica de práticas comerciais
brasileiras, a segunda com base em acusações de uso de trabalho forçado
dirigidas a 60 países —, produtos brasileiros serão submetidos a taxas de até
37,5% para entrar no mercado americano. Mas também não se deve menosprezar a capacidade
de adaptação da economia brasileira para mitigar os efeitos dessas medidas. Há
duas vias de escape às tarifas, e ambas vêm sendo desbravadas.
A primeira via é a lista de exceções aberta pelo próprio governo americano na investigação que recomenda as tarifas, incluindo commodities como carne e café, além de dezenas de outros produtos que interessa aos Estados Unidos continuar comprando do Brasil — na prática, as tarifas mais elevadas recaem sobre algo como um quinto das exportações brasileiras, a maioria industriais. Enquanto essa lista não estiver fechada, os negociadores do Itamaraty e grupos empresariais farão todo tipo de pressão para ampliá-la. Os americanos já se disseram abertos e poderão ceder em vários mercados.











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