O Globo
A quebra do banco e de Daniel Vorcaro inovou,
como se fossem duas as histórias
A intervenção do Banco Central em
instituições de crédito sempre foi novela de um só capítulo. Nos casos dos
bancos Econômico, Nacional e Bamerindus os auditores iam lá, arrolavam os
malfeitos e, aos poucos, o caso sumia.
A quebra do Master e de Daniel Vorcaro
inovou, como se fossem duas as histórias.
Uma é a das fraudes, que podem afetar 1,6
milhão de credores, num montante de R$ 41 bilhões. Segundo o ministro Fernando
Haddad, o Master pode vir a ser “a maior fraude bancária” da História do país.
A outra é o que parece ser uma operação para
abafar as conexões de Vorcaro e a balbúrdia que se estabeleceu no Judiciário. O
ministro Dias Toffoli baixou uma ordem de sigilo nas investigações. Determinou
que a Polícia Federal só avançasse nos seus trabalhos depois de obter sua autorização.
Finalmente, resolveu que quatro peritos, por ele indicados, tivessem acesso às
provas guardadas nos computadores e nos celulares dos investigados. Toffoli foi
defendido pelo presidente do tribunal, que considerou “regular” sua atuação.