Valor Econômico
Aumento do pagamento do benefício não mira o
eleitor independente, pêndulo; o alvo é o eleitor cativo
Ameaçado de perder a liderança das pesquisas
nas sondagens do primeiro turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se volta para suas
fortalezas. O anúncio do aumento
do pagamento do Bolsa Família de R$ 600 para R$ 691 não mira o eleitor
independente, pêndulo, das periferias das grandes metrópoles do Sudeste, aquele
que em 2018 foi de Jair
Bolsonaro, em 2022 marcou Lula e agora se divide entre Lula e o
senador Flávio Bolsonaro (PL).
O alvo é o eleitor cativo. Do ponto de vista eleitoral, o que se pode esperar é
crescer em uma faixa em que o presidente já predomina.
Segundo a Quaest divulgada na segunda-feira, Lula está com 52% no Nordeste, região que concentra a maioria dos benefícios. Ficou neste patamar no último mês. Flávio oscila entre 19% e 20% e o dos demais candidatos entre 14% e 16%. Entre os eleitores apenas com ensino fundamental, Lula está com 44%, ante 25% de Flávio e 15% da soma dos demais. Também não há movimento relevante no último mês. De acordo com a BTG/Nexus, divulgada na segunda-feira e única com um recorte específico para eleitores beneficiários do Bolsa Família, Lula tem 64% entre os recebedores do benefício, ante 20% de Flávio e 10% do restante. Ressalve-se que a pesquisa Quaest é presencial e a da BTG/Nexus por telefone.






.jpg)

.jpg)








.jpg)








.jpg)






