Adesão do Brasil a iniciativa chinesa em IA exige cautela
Por O Globo
Em questão ainda em ebulição e tão decisiva,
país deve pesar prós e contras antes de tomar qualquer decisão
Deve ser vista com reservas a adesão do Brasil à Organização Internacional de Cooperação em Inteligência Artificial (Waico), entidade liderada pela China que reuniu até agora um punhado de outras nações sem relevância no mapa da IA, sob a difusa bandeira do Sul Global. Não há dúvida de que o Brasil precisa estabelecer cooperação científica e tecnológica com outros países, além de manter diálogo com organizações internacionais. Mas o pano de fundo da iniciativa recomenda cautela. Está em curso uma disputa pelo protagonismo da IA opondo chineses e americanos — e nem entre estes últimos há consenso sobre o caminho a adotar. Em contexto tão relevante quanto incerto, a adesão brasileira pode ser vista como alinhamento à esfera de influência de Pequim, algo que não interessa ao Brasil.










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