‘Bondade’ eleitoreira de Lula resulta em má gestão da dívida
Por O Globo
Estímulo à economia atingiu 1,1% do PIB no
primeiro semestre, agravando endividamento público
As “bondades” eleitoreiras que o governo
anunciou desde o ano passado já resultaram, só no primeiro semestre, em
estímulo à economia de R$ 149 bilhões (ou 1,1% do PIB) na forma de empréstimos
ou linhas de crédito. O valor, calculado pela consultoria BRCG a pedido da
reportagem do GLOBO, representa quase tudo que o governo concedeu em medidas
dessa natureza no ano passado.
Como o dinheiro é emprestado a taxas mais baixas do que as pagas pelo Tesouro ao captar recursos no mercado, a generosidade resulta em prejuízo aos cofres públicos. Além disso, o estímulo exerce pressão sobre a inflação, obrigando o Banco Central a manter os juros mais altos do que seria necessário em condições de equilíbrio — e forçando o governo a pagar ainda mais pelo dinheiro que toma emprestado. Tudo somado, a má gestão financeira deverá aumentar a dívida pública em 10 pontos percentuais do PIB ao longo dos quatro anos do atual mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.








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