quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Chuva de dinheiro externo no Brasil, por Vinicius Torres Freire

Folha de S. Paulo

Desde metade de 2025, dólar, Bolsa e condições financeiras em geral têm melhorado

Se continuar, alívio pode elevar perspectiva de crescimento de 2026

Quando chove ouro, tudo fica dourado, mesmo que seja aquela folhazinha fina que cobre móveis e bife de rico ainda mais cafona. Donos do dinheiro grosso do mundo resolveram que vão investir um tico menos nos ativos financeiros inflados dos Estados Unidos, ações em particular. Um pingo desses trilhões é uma inundação para mercados financeiros como o do Brasil.

Por ora tanto faz o "risco político" (resultado incerto da eleição brasileira) e, em parte, até o problema fiscal (embora o problema continue e vá continuar lá, na forma de juros reais altos a perder de vista). A continuar, a chuva de dinheiro deste verão pode alterar até a perspectiva de crescimento da economia neste ano.

Já é eleição no Congresso, por Adriana Fernandes

Folha de S. Paulo

Depois de novos penduricalhos, Congresso aprova redução de alíquotas de impostos para indústria química e petroquimica

Medida vai na contramão da revisão de incentivos tributários defendida pelo Ministério da Fazenda

Quando a política quer, tudo se ajusta. Menos de dois meses depois de o Congresso aprovar projeto de corte de benefícios tributários a pretexto de ajuste fiscal, a Câmara referendou na noite da última terça-feira (10) proposta que reduz as alíquotas do PIS e Cofins para as indústrias química e petroquímica.

A bondade eleitoral vale para as empresas do regime especial de tributação, conhecido como Reiq —que estava justamente na lista dos incentivos que deveriam sofrer uma redução linear de 10% a partir deste ano.

Nunes, Ambev e o Carnaval do cercadinho, por Thiago Amparo

Folha de S. Paulo

A quase-tragédia na rua da Consolação não foi surpresa

Prefeito aposta em um modelo fracassado de privatização da cidade

O prefeito de São Paulo e a Ambev são corresponsáveis pela quase-tragédia no Carnaval paulistano, cada um dentro de suas atribuições.

A única coisa que separou a situação de empurra-empurra no domingo (8) de um cenário de pisoteamento foi a desobediência dos foliões, que derrubaram as grades de aço, postas ali para segregar o espaço público de quem tem o direito de ocupá-lo.

O que ocorreu na rua da Consolação não foi o resultado natural e inevitável da superlotação de dois megablocos, mas, sim, a consequência previsível do planejamento inepto da Prefeitura de São Paulo e da marca patrocinadora.

No Brasil, novidades à direita, por Maria Hermínia Tavares

Folha de S. Paulo

Essa reorganização não se assemelha ao que ocorre em outras democracias

Há importante tentativa de diferenciação da extrema direita bolsonarista

Deslocados pelo crescimento de forças de extrema direita, partidos de centro e da direita moderada perdem filiados e densidade eleitoral nas democracias ocidentais.

Onde o sistema é multipartidário, os radicais criaram suas próprias legendas. Exemplos: a Frente Nacional, na França; a Alternativa para a Alemanha; o Chega, em Portugal; o Vox, na Espanha; o Partido da Liberdade, na Áustria; o Finns, na Finlândia; o Partido Popular suíço e seu homônimo dinamarquês; os Irmãos da Itália, da primeira-ministra Giorgia Meloni; enquanto quatro organizações disputam a herança do Aurora Dourada, banido da vida política na Grécia em 2020.

Pesquisa Genial / Quaest Análise, por Felipe Nunes

1/ Pesquisa Genial/Quaest mostra Flavio Bolsonaro consolidado como principal opositor a Lula, que lidera numericamente em todos os cenários de 1 turno. A vantagem de Lula sobre Flávio varia de 4 a 8 pontos.

2/ Desde que foi indicado pelo pai em dez/25, Flavio Bolsonaro cresceu 8 pontos no cenário que conta com Ratinho, Aldo e Renan. Nesse mesmo período, Lula oscilou 2 pontos pra baixo e Ratinho saiu de 13% para 7%.

3/ A consolidação da candidatura de Flávio Bolsonaro nas pesquisas aconteceu pela sua capacidade de atrair o eleitor Bolsonarista (92% votam em Flavio) e o eleitor de direita não-bolsonarista (65% votam em Flávio). Seu desafio ainda é atrair o eleitor independente, que define a eleição. Lula continua muito forte entre lulistas e na esquerda e numericamente a frente entre os independentes.

Um escritor diferente, por Ivan Alves Filho

De origem operária, criado por uma antiga escrava (na verdade sua mãe adotiva), ele cresceu em uma fazendinha na Califórnia e aos dez anos de idade vendia jornais pelas ruas de uma cidade norte-americana. Seis anos depois, adquire um barco, chegando a conhecer o Japão como marinheiro. E se tornou pescador de ostras. Nessa condição, chegou a assaltar uma embarcação, pilotada por pescadores chineses, apontando um revólver para eles, pois precisava de uma vela nova para o seu barco. Em seguida, ele também foi roubado e acabou tendo que vender seu barco - ou o que sobrou dele. 

Poesia | Leyla Lobo declama Na Boca de Manuel Bandeira

 

Música | Paulinho da Viola - Coração imprudente (Paulinho da Viola e Capinan)