terça-feira, 20 de janeiro de 2026

O que a mídia pensa | Editoriais / Opiniões

Ainda é a economia

Por Folha de S. Paulo

Haddad diz que tema não será tão decisivo na eleição, mas Lula aposta em renda elevada por gasto público

Quaisquer que sejam as preocupações primordiais do eleitorado, seu enfrentamento depende de crescimento duradouro e solvência do Estado

Em entrevista ao UOL, o ministro Fernando Haddad, da Fazenda, disse acreditar que a economia não derrotará o governo nas eleições deste ano, assim como não garantirá sua vitória. A declaração é prudente e adequada a um ocupante do cargo, mas decerto não corresponde ao que aposta o chefe.

Haddad argumenta que, em recente pesquisa Datafolha, realizada em dezembro, economia, inflação e preços altos foram apontados como os principais problemas do país por não mais de 11% dos entrevistados, atrás de saúde (20%) e segurança (16%). Aponta ainda que o tema continua importante no mundo, mas é menos decisivo num cenário de polarização política.

Raul Jungmann. Por vários autores (nomes ao final do texto)

Folha de S. Paulo

Deixa-nos o legado do debate de ideias, da capacidade de ouvir, da conciliação

O seu exemplo há de ser levado em conta na polarização que divide o país

Recordar é viver. No caso de Raul Jungmann, 73, que nos deixou neste domingo (18), é viver um exemplo de vida. Tanto no plano pessoal como na vida pública.

O motivo desta manifestação é para que, em tempos de velocidade e fugacidade das informações e acontecimentos, este depoimento possa atravessá-los para que todos os que vierem depois possam conhecer, saber e praticar o exemplo que ele nos deixou.

Não apenas nós, que assinamos este artigo, somos testemunhas do seu exemplo. Certa e seguramente ele poderia ser assinado e referendado por centenas, senão milhares de seres da vida privada e da pública que com ele conviveram. Basta verificar os inúmeros depoimentos que já vieram à luz revelando imensa tristeza por tão significativa perda.

Trump está afundando os EUA. Por Joel Pinheiro da Fonseca

Folha de S. Paulo

Ao ameaçar a Dinamarca, americano coloca em risco aliança para segurança

Uso militar e econômico da Groenlândia poderia ser implementado sem a transferência da posse da ilha

Uma coisa é uma intervenção militar em ditaduras hostis, como Venezuela e Irã. Outra, bem diferente, é ameaçar uma nação que não apenas é uma democracia aliada como também membro da aliança mais importante para a segurança dos EUA. É "apenas" isso que Trump coloca em risco ao exigir a anexação da Groenlândia.

UE precisa dizer não a Trump. Por Hélio Schwartsman

Folha de S. Paulo

Pretensões do presidente sobre a Groenlândia não têm motivação racional

Entregar soberania da ilha aos EUA não pode ser considerado opção viável

Já passa da hora de traçar uma linha vermelha para Donald Trump. O uso de tarifas para retaliar países europeus que se manifestaram contra a pressão que os EUA exercem para que a Dinamarca lhes ceda a Groenlândia é um claro sinal de que o apetite do presidente americano é insaciável. Nem menciono ações dos EUA contra nações com as quais Washington tinha desavenças históricas, como Venezuela, Irã ou Cuba. Trump agora está se voltando contra seus mais tradicionais aliados.

Código de ética, sozinho, não contém o Supremo. Por Dora Kramer

Folha de S. Paulo

Ministros do STF ganharam poder e influência política a partir de 2012, com o julgamento do mensalão

Sem o exercício da autocontenção, manual de ética não seria suficiente para o controle de condutas no tribunal

Os clichês não existem apenas para serem depreciados por quem tem a escrita como ofício. Na origem, costumam encerrar verdades cujo uso abusivo os colocam no rol das trivialidades a serem evitadas na elaboração de raciocínios.

Candidatura de Flávio enfrenta Michelle, uma adversária íntima. Por Alvaro Costa e Silva

Folha de S. Paulo

A ex-primeira-dama está cada vez mais próxima de Tarcísio

Ciro Nogueira não consegue que o centrão fique ao lado do filho 01

Com a destreza e a velocidade de um mico, Ciro Nogueira pula de galho em galho, de árvore em árvore. Em outubro trabalhava diuturnamente por Tarcísio de Freitas no Planalto, almejando o lugar de vice. Menos de quatro meses depois, a luta é fazer com que a turma do centrão, que também muda de lugar de acordo com as conveniências, engula a candidatura de Flávio Bolsonaro.

Poesia | Vinícius de Morais - O Haver

 

Música | Clara Nunes - Canto das três raças