sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

O que a mídia pensa | Editoriais / Opiniões

BC faz o certo com sindicância interna sobre caso Master

Por Folha de S. Paulo

Órgão apura eventuais falhas na supervisão que facilitaram a fraude que já deixa custos acima de R$ 50 bi

Diante de sinais de risco perceptíveis, tudo indica que o BC tardou em agir; regulação do sistema deve se modernizar, diante de inovações

É oportuna a instauração de sindicância interna pelo Banco Central para revisar o processo de fiscalização e liquidação extrajudicial do Banco Master, instituição controlada por Daniel Vorcaro e liquidada em novembro de 2025 com evidências de fraude bilionária investigadas pela Polícia Federal.

A iniciativa, conduzida pela corregedoria do órgão, teve início no mesmo novembro. O objetivo é identificar eventuais falhas na supervisão —a demora em prevenir um rombo que já supera R$ 50 bilhões, valor a ser arcado principalmente pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), e a cronologia das decisões sobre as negociações para a venda do Master ao BRB e da liquidação.

Aviso dos riscos de rolo em 2026. Por Vinicius Torres Freire

Folha de S. Paulo

Mesmo com Trump e medo de bolhas, cenários do establishment para 2026 são risonhos

'Bela armada' dos EUA está pronta para atacar aiatolás; valor da Microsoft cai US$ 360 bilhões

Os chutes informados para a economia mundial no ano de 2026 parecem risonhos, ao menos no universo de bancões, consultorias e até de centros de estudos estratégicos. Na média e na mediana, parecem assim.

Não raro, dá tudo errado. Ruídos recente no concerto do otimismo nos lembram motivos possíveis de rolo, que acabam por enrolar o Brasil, alerta também para os animados do "Ibovespa 200 mil" (ou mais).

Trabalho volta ao centro do projeto nacional de desenvolvimento. Luiz Marinho

Folha de S. Paulo

Perspectiva é de mais avanços no emprego formal, apoiado em valorização da renda e retomada de investimentos

Mais do que quantidade, houve avanços na qualidade do emprego, com aumento da formalização e maior inclusão

O ano de 2025 consolidou a reconstrução institucional do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e reafirmou uma escolha política central: recolocar o trabalho no coração do projeto nacional de desenvolvimento. Após um período de esvaziamento das políticas trabalhistas, o Brasil voltou a combinar resultados expressivos no mercado de trabalho com uma agenda voltada à ampliação de oportunidades, à melhoria da qualidade do emprego e à redução das desigualdades.

Os indicadores sintetizam essa inflexão histórica. Em 2025, o país atingiu a menor taxa de desemprego da série iniciada em 2012, com cerca de 5,9 milhões de pessoas desocupadas, o menor contingente já registrado. A população ocupada alcançou 102,6 milhões de trabalhadores, o maior patamar da história, evidenciando a expansão consistente da participação no mercado de trabalho.

Tolerância com Trump saiu caro. Por Hélio Schwartsman

Folha de S. Paulo

Segundo mandato do americano é muito mais radical que o primeiro

Inércia das instituições lhe ensinou que ele poderia fazer o que quisesse

O homem é o mesmo, mas a diferença entre o Donald Trump do primeiro mandato e o do segundo é abissal. Os desatinos da primeira administração, que não foram poucos, ainda podiam ser interpretados como um acidente de percurso, consequência de um resultado eleitoral que surpreendeu não apenas os desavisados eleitores americanos como o próprio Trump, que entrara na disputa com baixas expectativas.

Kassab joga hoje de olho no amanhã. Por Dora Kramer

Folha de S. Paulo

Presidente do PSD acumula forças para ocupar lugar de destaque nas negociações do processo eleitoral

Ideia é abrir espaço de interlocução na centro-direita como alternativa às lideranças de Lula e Bolsonaro

Interessante, mas ainda confuso, o jogo da oposição para a eleição presidencial. Já deu para entender que a dispersão de candidaturas empurra a decisão para o segundo turno.

Até aí, nada de novo. Se já seria quase impossível Luiz Inácio da Silva (PT) levar a reeleição no primeiro, muito mais improvável que isso aconteça num cenário diversificado, com o eleitorado dividido em várias opções.

Pé frio de Trump. Por Ruy Castro

Folha de S. Paulo

É como se a Groenlândia se despejasse sobre os EUA, provocando o pior inverno do século

No Brasil, os bolsonaristas levam um balde de gelo com a nova intimidade entre Trump e Lula

Parece castigo divino. Justamente quando Donald Trump ameaça falir o planeta se a Dinamarca não lhe der a Groenlândia, o caos ambiental —no qual ele não acredita e favorece com suas medidas de fim do mundo— castiga os EUA com o pior inverno dos últimos 40 anos: nevascas brutais, cidades a 30° abaixo de zero, mortes por hipotermia, comércio, indústria e transportes parados e vida impossível fora de casa.

E, portanto, se move. Por Ivan Alves

Tenho publicado textos sobre a realidade política brasileira há algum tempo, insistindo, muito particularmente, em dois pontos, a saber: de um lado, defendo a necessidade de uma Frente Ampla para superarmos os atuais impasses político-institucionais vividos pelo nosso país.; de outro, venho apontando para a urgência de nos dotarmos de um projeto de nação. Na prática, é preciso refundar o Brasil, tomando por ponto de partida todo um conjunto de reformas de estrutura. 

Poesia | Revolta, de Guimarães Rosa

 

Música | Aldemar Paiva - Saudade