Pré-candidata pretende, na campanha, reforçar diferenças com o PSDB
Dimitrius Dantas e Maria Lima | O Globo
-SÃO PAULO E BRASÍLIA- Em segundo lugar no Datafolha, atrás de Jair Bolsonaro (PSL), a pré-candidata da Rede, Marina Silva, incluiu o PSB no grupo de partidos com os quais negocia uma aliança em torno de sua campanha. Em evento em São Paulo, ontem à noite, Marina voltou a afastar qualquer possibilidade de aproximação com o PSDB de Geraldo Alckmin. Interlocutores do ex-presidente Fernando Henrique dizem que existe espaço para tratativas entre as duas legendas.
— Não existe absolutamente nada disso com o PSDB. Estamos fazendo com outros partidos. Estamos em processo de negociação com o PHS, o PMN e o PSB — afirmou Marina.
Para o ex-senador Pedro Simon, um dos principais conselheiros de Marina, os gestos de aproximação de partidos de centro com a Rede são “desesperados”. Os movimentos resultariam, diz Simon, da “angústia” de FH diante dos altos índices de rejeição deste grupo politico.
— O Fernando Henrique está desesperado com o que está vendo. Ele quer uma saída. Está numa angústia tremenda com tudo que está acontecendo. Não sabe o que fazer diante do crescimento dos extremos (como Bolsonaro e Ciro) e a fragmentação do centro. Ele sabe que a situação é dramática e tem tentado uma saída com a junção do centro progressista.
Enquanto sua candidatura começa a ser cobiçada por outros partidos, Marina Silva reforça o discurso de que não há nenhuma identidade programática para uma aliança com o PSDB. Ela cita, por exemplo, os problemas dos tucanos com a Lava-Jato para negar qualquer possibilidade de aproximação, o que é corroborado por seus assessores.
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