Valor Econômico
Assim como governador da Bahia, Jerônimo
Rodrigues (PT), o de São Paulo tem sua avaliação de governo contaminada pela
polarização nacional
Apenas o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos),
e o da Bahia, Jerônimo
Rodrigues (PT), têm sua avaliação de governo contaminada pela
polarização nacional, segundo pesquisas
Genial/Quaest realizada nos oito maiores colégios eleitorais do país.
Nos demais seis Estados, não há uma vinculação entre o lulismo ou o
bolsonarismo em relação ao quadro local.
O indicativo é um sinal importante para calcular a estratégia de Tarcísio em relação às eleições de 2026. Seja em uma eventual disputa presidencial como em uma nova candidatura à reeleição, ele não tem como se desvencilhar do bolsonarismo.
A pesquisa Quaest mostra que entre
bolsonaristas, Tarcísio tem 61% de avaliações positivas e apenas 7% de
negativas. Já entre lulistas há um empate na margem de erro. O governador é bem
avaliado por 28% dos eleitores do atual presidente em 2022 e rejeitado por 23%
deles.
Essa mesma distinção não se percebe com tanta
força entre os outros governadores mencionados como potenciais
presidenciáveis. Ronaldo
Caiado (União Brasil) é quase uma unanimidade em Goiás, com índices de
avaliação positiva jamais inferiores a 70%, independentemente da
categoria. Ratinho
Júnior (PSD) repete o desempenho no Paraná, em um patamar de 60%.
Romeu
Zema (Novo) fica no meio do caminho entre a polarização nacional e a
ampla hegemonia local. Ele é aprovado por 54% dos bolsonaristas e entre os
lulistas prevalece com uma vantagem consideravelmente maior do que a obtida por
Tarcísio: é avaliado de forma positiva por 34% dos eleitores do atual
presidente em 2022 e visto de forma negativa por 20% deles.
Esses dados indicam que para Caiado, Zema e
Ratinho Júnior é mais fácil construir uma candidatura presidencial distante de
Bolsonaro do que para o governador paulista.
O caso de Eduardo
Leite (PSDB) no Rio Grande do Sul é menos claro. Leite é um governador
popular, no mesmo patamar de aceitação local de Tarcísio e Zema (62%), mas com
uma taxa de desaprovação maior (33%). O tucano gaúcho é melhor aceito pelos
lulistas (50% a 12%, entre avaliações positiva e negativa), do que pelos
bolsonaristas (31% a 20%).
Sem a possibilidade de concorrer novamente à
reeleição e fora de qualquer cogitação presidencial, o governador
do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), é também o único impopular do grupo
dos oito pesquisados. Ele tem 48% de desaprovação e 31% de avaliação negativa,
ao passo que sua aprovação é de 42% e sua avaliação positiva, 24%. Castro vai
pior nas faixas de mais alta renda, com ensino superior e entre lulistas. Se
sai melhor entre evangélicos e bolsonaristas, mas ainda assim não consegue
vencer a avaliação negativa em nenhuma das categorias pesquisadas. O quadro de
impopularidade diminui o passe de Castro nas articulações eleitorais de 2026.
Jerônimo
Rodrigues (PT) na Bahia e Raquel
Lyra (PSDB, indo para o PSD) em Pernambuco são bem avaliados, mas
ambos contam com obstáculos no caminho para a reeleição em 2026. Nos dois
casos, a oposição local tem nomes fortes.
Paes lidera disputa para governo do Rio em
2026; Flávio Bolsonaro aparece em segundo lugar. O prefeito de Recife, João
Campos (PSB), venceria Raquel Lyra, em Pernambuco, com ampla margem em
2026.
O levantamento mostra ainda ACM Neto (União
Brasil) liderando por pequena margem na Bahia.
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