Por Vagner Gomes / Edição e introdução:
Marcio Junior
Mais uma cerimônia de entrega dos Prêmios da
Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, o Oscar, se aproxima. Fechando a
temporada anual de premiações concedidas às produções cinematográficas, é
considerada a principal distinção da indústria cinematográfica mundial e reúne
produções, diretores, atores e técnicos que se destacaram ao longo do último
ano. Além do reconhecimento artístico, o evento costuma mobilizar grande
atenção da imprensa e do público, funcionando também como um momento de
visibilidade para debates mais amplos sobre cultura, sociedade e política nos
Estados Unidos e no mundo.
Talvez surpreendentemente, a safra de filmes
produzidos entre a última cerimônia do Oscar e a que ocorrerá neste domingo
(15) foi de excelente qualidade. Nesse conjunto, o Brasil ocupa lugar
importante com O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, um ano depois
de Ainda Estou Aqui, de Walter Salles, sagrar-se vencedor na categoria de
Melhor Filme Internacional, além da presença de Adolpho Veloso, diretor de
fotografia em destaque na temporada de premiações por Sonhos de Trem,
dirigido por Clint Bentley. O Agente Secreto e Adolpho figurarem
entre essas obras não é pouca coisa.
Já se tornou tradição o Voto Positivo entrevistar
o professor Pablo Spinelli às vésperas do Oscar. Doutorando em Ciência Política
pela UNIRIO e também colunista do blog, Spinelli consolidou-se como nosso
principal intérprete da premiação. Desta vez, porém, ele fala diante de um
cenário internacional ainda mais difícil, ainda mais aprofundado por guerras e
pelo uso da força em detrimento da via diplomática, no qual o Brasil pode
contribuir com suas vocações civilizatórias. “Até hoje eles não entendem como
um país do Sul do Mundo conseguiu manter a sua democracia”, diz, “somos o
espelho invertido deles, pela constituição de nosso iberismo e americanismo
aqui.”
Confira a entrevista: