Folha de S. Paulo
Pesquisas mostram que polarização afetiva se
cristalizou
Lógica recomendaria busca por candidatos de
baixa rejeição
A semana passada foi desastrosa para Lula,
mas é cedo para considerar sua candidatura
como carta fora do baralho. Apesar de os sinais emitidos pelo
Parlamento não serem alvissareiros para o petista, são os eleitores e não os
senadores que definirão o nome do próximo presidente. E isso faz diferença.
Minha leitura da última safra de pesquisas é que os dois principais blocos de eleitores —lulistas e bolsonaristas— se deixaram aprisionar por suas preferências. A polarização, que ocorre não apenas na régua da política mas também na dos afetos, se cristalizou. Cada um dos lados sente a perspectiva de vitória do adversário como ameaça física. Aceitam tudo para evitar que o outro time triunfe.
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