terça-feira, 5 de maio de 2026

Eleitores cativos, por Hélio Schwartsman

Folha de S. Paulo

Pesquisas mostram que polarização afetiva se cristalizou

Lógica recomendaria busca por candidatos de baixa rejeição

A semana passada foi desastrosa para Lula, mas é cedo para considerar sua candidatura como carta fora do baralho. Apesar de os sinais emitidos pelo Parlamento não serem alvissareiros para o petista, são os eleitores e não os senadores que definirão o nome do próximo presidente. E isso faz diferença.

Minha leitura da última safra de pesquisas é que os dois principais blocos de eleitores —lulistas e bolsonaristas— se deixaram aprisionar por suas preferências. A polarização, que ocorre não apenas na régua da política mas também na dos afetos, se cristalizou. Cada um dos lados sente a perspectiva de vitória do adversário como ameaça física. Aceitam tudo para evitar que o outro time triunfe.

Combate ao sistema é truque para enganar eleitor, por Dora Kramer

Folha de S. Paulo

Governistas e oposicionistas disputam a pauta antissistema, sendo todos eles criaturas da ordem institucional

No lugar de propostas de desmonte, a sociedade seria mais bem atendida com uma agenda racional de reconstrução

Uma das saídas defendidas por petistas para superar a fase de adversidades é vestir o figurino antissistema. Isso equivale à difícil tarefa de convencer as pessoas de que o governo é, ao mesmo tempo, de situação e de oposição.

Pode ser que o conceito fique um tanto confuso na mente do eleitorado, porque sendo governo e se colocando no lugar de opositor a "tudo isso que está aí", esse ente híbrido seria adversário de si mesmo.

Código de ética que falta ao Supremo inexiste no Congresso, por Alvaro Costa e Silva

Folha de S. Paulo

Alcolumbre faz acordo com extrema direita para barrar CPI do Master e beneficiar golpistas

Motta viaja a paraíso fiscal em jatinho das bets e na volta bagagem não passa no raio-X

As últimas jogadas de Davi Alcolumbre sugerem que, em matéria de traição e velhacaria, ele está disposto a superar Eduardo Cunha.

Ex-presidente da Câmara que engendrou o impeachment de Dilma Rousseff, dez anos atrás, Cunha acabou preso por corrupção, lavagem de dinheiro, contas secretas na Suíça e risco à ordem pública. Agora quer se reeleger deputado, garantindo que, sem o show dele, o bolsonarismo não existiria. Uma espécie de marketing do desastre.

Poesia | Toada do amor, de Carlos Drummond de Andrade

 

Música | Elizeth Cardoso - Molambo