Hora da verdade para o BRB
Por Folha de S. Paulo
Banco de Brasília abriga indícios mais
claros, até o momento, de corrupção de autoridades pelo Master
Assembleia de acionistas aprovou aumento de
capital de até R$ 8,8 bi; governo distrital precisa arcar com os custos sem
socorro federal
Enquanto as suspeitas de maior repercussão
política e institucional se concentram no Supremo Tribunal Federal, foi no
Banco Regional de Brasília (BRB) que se
encontraram, até aqui, os indícios mais palpáveis de corrupção de autoridades
pelo Banco Master.
O ponto de partida do escândalo, afinal, foi
a tresloucada tentativa de compra do Master pela instituição controlada pelo
governo do Distrito
Federal, em março do ano passado —que despertou desconfiança
imediata e levou a Polícia
Federal e o Banco Central a
aprofundarem investigações sobre o caso.
Descobriu-se que o banco de Daniel Vorcaro vendera ao BRB uma carteira de cerca de R$ 22 bilhões em créditos, dos quais mais de R$ 12 bilhões se mostraram fraudulentos. Neste mês, foi preso o então presidente do banco brasiliense, Paulo Henrique Costa, e nesta quarta (22), a Segunda Turma do STF começou a julgar se a prisão será mantida.



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