Correio Braziliense
A experiência húngara indica
que narrativas ideológicas globais têm alcance limitado quando confrontadas com
a realidade econômica e social dos países
A derrota de Viktor Orbán na Hungria, após 16
anos no poder, sinaliza uma mudança de rumo na Europa e o esgotamento da
capacidade de projeção política de lideranças associadas ao chamado
“iliberalismo”. E impôs um revés político à estratégia de interferência internacional
do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e do presidente russo, Vladimir
Putin. Em um momento em que a eleição brasileira ganha contornos mais
definidos, o episódio europeu mostra os limites do apoio externo na disputa
pelo Palácio do Planalto.
A queda de Orbán representa a fadiga política acumulada ao longo de anos de concentração de poder, autoritarismo institucional e desgaste econômico. Sua associação explícita com lideranças estrangeiras controversas, como Trump e Putin, foi um forte fator de rejeição, sobretudo entre os eleitores mais jovens. Orbán é um ícone de movimentos Maga (Make America Great Again) nos EUA, por ter iniciado o combate à cultura woke, à imigração, às elites universitárias e à liberdade de imprensa, entre outras coisas.














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