sábado, 9 de maio de 2026

Casa Branca S.A. Por Jamil Chade

CartaCapital

Donald Trump transforma o exercício do segundo mandato em uma extensão dos negócios da família & amigos

De bíblias personalizadas a criptomoedas, sem falar nos acordos imobiliários em zonas de guerra, terras-raras, contratos de obras na Europa e dezenas de esquemas de supostas doações, Donald Trump transformou a Casa Branca em uma máquina de fazer dinheiro. Para si, para a família e para os amigos. Em recente levantamento, o jornal The New York Times contabilizou o tamanho da fortuna extra acumulada pelo republicano desde o retorno à Presidência dos Estados Unidos, em janeiro do ano passado: 1,4 bilhão de dólares.

Dupla derrota para a democracia, por Pedro Serrano

CartaCapital

Na rejeição a Messias e na derrubada do veto ao PL da Dosimetria o Congresso impôs medidas de exceção

Em apenas 24 horas, dois novos e tristes capítulos que atentam contra a democracia foram escritos pelo nosso Legislativo. Dois atos autoritários, imperiais, cujos executores tentam vestir de normalidade institucional, mediante argumentos de inexistente sustentação legal.

No primeiro, ao negar a indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal, vimos o Senado exercer um papel que cabe ao Executivo. Um dia depois, o Congresso derrubou o veto do presidente Lula ao PL da Dosimetria, caracterizando a intenção de substituir o Judiciário em seu juízo de Justiça.

Esperança e mudança, por Luiz Gonzaga Belluzzo

CartaCapital

Um documento do velho PMDB sobre o futuro do País continua atual

Em 21 de abril, data dedicada a homenagear o brasileiro ­Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, o editorial da Folha de S. Paulo disparou objurgatórias ao Partido dos Trabalhadores. Escolhi um parágrafo que trata do ­impeachment de Dilma Rousseff: “…Os petistas atribuem os desmandos comprovados do passado a conspirações e reafirmam o pensamento econômico estatista e intervencionista que produziu o desastre de dez anos atrás. Ainda que hoje seja mais difícil dar concretude às mesmas ideias equivocadas, não espanta que o País ainda esteja às voltas com a ruína orçamentária legada por Dilma Rousseff”.

O parlamentarismo inconcluso, por Marcus Pestana

Em 1988, coroamos o processo de redemocratização do país. Foi uma transição peculiar: negociada, pacífica, original e longa. A travessia percorrida iniciou-se com a Lei da Anistia, passou pela vitória de Tancredo Neves no Colégio Eleitoral, culminando com as eleições diretas para presidente da República. Mas o ápice, dos dez longos anos de transição, foi a promulgação do novo texto constitucional, apelidado por Ulysses Guimarães de “Constituição Cidadã”.

O texto consolidou direitos democráticos individuais e coletivos, organizou os poderes da República, ampliou direitos sociais. Um traço inequívoco da nova Constituição é seu espírito parlamentarista. Foi previsto e realizado, em abril de 1993, o plebiscito para que a população escolhesse a forma e o sistema de governo. A República derrotou a Monarquia. O presidencialismo deu uma goleada no parlamentarismo, reafirmando a cultura política dominante no Brasil. Sobreviveu uma contradição: um sistema presidencialista coabitando com um texto constitucional de índole parlamentarista.

A morte cerebral das instituições, por Murillo de Aragão

Veja

A dúvida é se ressuscitarão melhores ou piores do que são hoje

Não há dúvida de que vivemos tempos estranhos. Mas tampouco existe dúvida de que tudo o que está acontecendo — por mais extravagante que pareça — era mais do que previsível. É a crônica da morte institucional do país. Só que, diferentemente das mortes “morridas”, a morte institucional traz a promessa de uma ressurreição. A dúvida é se as instituições ressuscitarão melhores ou piores do que são hoje.

Que tal a “conhecimentobras”? Por Cristovam Buarque

Veja

Sem educação e cérebros afiados, as terras-raras serão areia

Em 1953, o Brasil criou a Petrobras com o propósito de buscar petróleo escondido nas profundezas do solo, até mesmo sob o mar. A empresa é hoje um dos maiores exemplos mundiais de sucesso na descoberta, extração, refino, transporte e distribuição de óleo e seus derivados. Transformou em riqueza o tesouro negro escondido sob a forma de lama subterrânea. Agora, defende-se a criação da Terrabras, para explorar os minerais usados nos produtos da nova economia de alta tecnologia.

Poesia | A máquina do do mundo, de Carlos Drummond de Andrade

 

Música | Vidal Assis e Chico Buarque - Mascarada (Elton Medeiros e Zé Keti)