Folha de S. Paulo
Há 15 dias, senador dizia que governo Lula
(PT) havia acabado e agora se vê na defensiva
Políticos afirmam que disputa se reequilibrou
com reação do Planalto
Em menos de uma semana, a
revelação de três casos ligando a pré-campanha de Flávio
Bolsonaro (PL-RJ)
ao Banco
Master interrompeu a maré positiva do presidenciável, que passou a
jogar na defensiva em um contexto
de reação do presidente Lula (PT).
Enquanto comemoravam a consolidação
do filho de Jair Bolsonaro nas pesquisas entre dezembro e março, seus
aliados ponderavam que a campanha não estava exposta, ainda, à artilharia mais
pesada da esquerda e havia conseguido desviar de desgastes. Portanto, não tinha
sido devidamente
testada —até aqui.
Em 29 de abril, quando a indicação de Jorge Messias ao STF (Supremo Tribunal Federal) foi rejeitada, Flávio afirmou que o governo Lula havia acabado. Dias antes da exposição das conversas entre o presidenciável e Daniel Vorcaro, o senador pregava em suas redes que "o Banco Master é do Lula", dizeres que estampavam sua camiseta em um comício em Florianópolis. Mas a disputa se reequilibrou rápido, afirmam integrantes do centrão.






