Correio Braziliense
Responsabilizar Lula pelos ataques
provenientes dos EUA mostra-se uma estratégia perigosa, pois coloca no palanque
eleitoral questões ligadas aos interesses nacionais, e não propriamente à
batalha partidária
A estratégia de pegar carona na política norte-americana para abafar o envolvimento no escândalo Master e turbinar a disputa eleitoral contra o presidente Lula é uma jogada perigosa de Flávio Bolsonaro. O cálculo do senador repete a estratégia adotada no ano passado, quando o governo Trump lançou um conjunto de medidas que atingiam não apenas a economia brasileira, mas igualmente autoridades do Executivo e do Judiciário. É incerto, todavia, se essa articulação internacional resultará no objetivo final de Flávio Bolsonaro em 2026: sair vitorioso das urnas.


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