sexta-feira, 19 de junho de 2026

O que a mídia pensa | Editoriais / Opiniões

Irresponsabilidade fiscal de Alcolumbre nada deve à de Lula

Por O Globo

Aposentadoria especial a agentes de saúde e outros itens de pauta-bomba põem Brasil no rumo da bancarrota

Não bastasse a incúria fiscal do Executivo, o Brasil paga o preço de um Legislativo irresponsável. O protagonista da última leva de pautas-bomba, cuja explosão poderá levar o país à bancarrota, é o presidente do Senado e do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP). No afã de dar uma demonstração de poder ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com quem não se entende desde antes de o Senado rejeitar a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo, Alcolumbre resolveu apertar o botão vermelho da irresponsabilidade fiscal — e lançar às favas o Brasil.

Uma Copa do medo: 2006, por José de Souza Martins*

Valor Econômico

A privatização da festa, com o pavilhão da cerveja e a intervenção da polícia criminalizara os moradores de rua preventivamente. São Paulo e o Brasil estavam se tornando a sociedade do medo

A crise política e social brasileira se manifesta de modo documental em acontecimentos como a Copa do Mundo. Os que mobilizam multidões, que são o refúgio e o disfarce da solidão de cada um numa sociedade em que o cidadão do contrato social é mera ficção e pressuposto.

Diversamente do que ocorre nos países civilizados, a multidão tem sido no Brasil a forma da visibilidade e da identidade social dos brasileiros como povo. Somos povo de vez em quando. Mesmo sendo ela manifestação das irracionalidades que escondem nossos defeitos e insuficiências: caso da covardia da afirmação violenta apenas quando ninguém está vendo, como no caso dos linchamentos noturnos.

PF: Jaques Wagner teria atuado em temas de interesse do Master no Senado, Por Giullia Colombo e Mateus Coutinho

Valor Econômico

Líder do governo no Senado foi alvo de operação da Polícia Federal nesta quinta-feira

Líder do governo no Senado, o senador Jaques Wagner (BA), teria atuado em temas de interesse do Banco Master no Congresso, como crédito consignado, Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e a aquisição da instituição pelo Banco de Brasília (BRB), segundo a Polícia Federal (PF). Ele foi alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quinta-feira (18).

As ações estão destalhadas na decisão do ministro André Mendonça, relator no Supremo Tribunal Federal (STF) da investigação do Master e que autorizou as medidas de busca e apreensão da PF.

Governo discute saída de Jaques Wagner da liderança no Senado, por Sofia Aguiar

Valor Econômico

Decisão final depende de uma definição do presidente Lula

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva discute a saída do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT), do cargo, e parte do Palácio do Planalto defende essa posição. A decisão final, no entanto, espera uma definição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o que ainda não aconteceu.

A discussão ocorre após o líder do governo ter sido alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada hoje. De acordo com as investigações, Wagner teria atuado em temas de interesse do Banco Master no Congresso, como crédito consignado, Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e a aquisição da instituição pelo Banco de Brasília (BRB), segundo a Polícia Federal (PF).

Caso Wagner fragiliza Lula mais pelo impacto político do que pelo eleitoral, por Cesar Felicio

Valor Econômico

Senador petista, líder do governo no Senado, foi alvo da 9º fase da Operação Compliance Zero, sobre caso Master

operação policial contra o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), dentro das investigações do escândalo do Banco Master, se assemelha tanto na forma quanto no impacto de opinião pública ao caso do presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira (PI). Wagner representa para a campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva o mesmo nível de desgaste na opinião pública do que representou Nogueira para a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), seu principal adversário na corrida presidencial. Não são tiros letais nem para um, nem para outro.

Ciro e Wagner são lideranças políticas com peso regional, do Nordeste, com muita articulação de bastidores em Brasília e pouco conhecidas nacionalmente. Parecem no estilo: são moderados em suas essências e convergem para o centro. Ciro está à esquerda da direita e Wagner à direita da esquerda. Ambos convergem também para Daniel Vorcaro, a favor de quem teriam atuado no Senado, de acordo com a linha de investigação do inquérito.

Operação contra Jaques Wagner cria dois problemas para campanha de Lula, por Bernardo Mello Franco

O Globo

Na mira da PF, senador leva governo para centro do escândalo do Banco Master

A operação da Polícia Federal contra o senador Jaques Wagner cria dois problemas para a campanha de Lula à reeleição.

O primeiro é o desgaste do governo, que vê seu líder no Senado, homem de confiança do presidente, diretamente envolvido na teia do Banco Master.

O dano de imagem é inevitável, ainda que as suspeitas digam respeito à atuação de Wagner no governo da Bahia, e não no governo federal.

O segundo, correlato, diz respeito ao embate de Lula com o principal candidato da direita, Flávio Bolsonaro.

O presidente abriu vantagem nas pesquisas quando veio à tona que Flávio pediu dinheiro a Daniel Vorcaro, a pretexto de financiar um filme sobre o pai.

Agora ficará mais difícil usar o escândalo do Master na propaganda do PT.

As diferenças entre as dúvidas sobre Hugo Motta e indícios contra Jaques Wagner e Ciro Nogueira Por Míriam Leitão

O Globo

O presidente da Câmara, Hugo Motta, admitiu que viajou para Lisboa em um jatinho particular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Embora esse tipo de deslocamento não seja incomum entre autoridades e empresários, é uma prática que naturalmente levanta questionamentos, pelo alto padrão de gastos.

Além da viagem em aeronave privada, chamam atenção a hospedagem em um hotel de alto padrão e a informação, publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, de que ele teria solicitado um empréstimo de R$ 24 milhões para a empresa da cunhada. Motta argumentou que a viagem estava vinculada a um evento corporativo e que, por isso, não faria sentido arcar pessoalmente com os custos de hospedagem. A explicação pode ser considerada plausível, mas não elimina o debate sobre a razoabilidade de gastos dessa magnitude por parte de agentes públicos.

Soberba é o motor da história, por Hélio Schwartsman

Folha de S. Paulo

Polícia Federal avança em investigações sobre o Master por causa de celulares apreendidos

Por excesso de confiança, criminosos juntam eles mesmos as provas que poderão condená-los

Apesar de não haver ainda nenhuma delação premiada envolvendo o caso Master, a PF vem avançando a passos largos nas investigações. O senador Jaques Wagner, petista de escol e ex-governador da Bahia, foi tragado para o centro do escândalo. Um pouco antes, descobrimos que Hugo Motta, o presidente da Câmara, também foi paparicado por Daniel Vorcaro, tendo usufruído de uma daquelas viagens nababescas bancadas pelo ex-banqueiro.

O singelo assassino, por Ruy Castro

Folha de S. Paulo

O psicopata condenado a 43 anos de prisão foi chamado pela imprensa de Dr. Jairinho

Seria como se os assassinos da menina Isabella Nardoni fossem tratados por Aninha e Alex

Há dias, terminou no Rio o julgamento do assassinato do menino Henry Borel, torturado e morto aos quatro anos em 2021 por seu padrasto, o ex-vereador e médico Jairo Souza Santos, sob a omissão de sua própria mãe, Monique Medeiros. Ele pegou 43 anos de prisão; ela, a quem se devia a proteção do filho, 1 ano e quatro meses, e mesmo assim a juíza a mandou para casa. É quase intolerável saber a que essa criança foi submetida durante um mês inteiro até sua morte. Apesar disso, durante todo o processo, Jairo Souza Santos foi chamado pela imprensa por seu meigo apelido de "Dr. Jairinho". Tal tratamento provoca revolta ou asco?

Poesia | Manuel Bandeira por Manuel Bandeira - Vou me embora pra Pasárgada

 

Música | Chico Buarque - "Bye Bye Brasil