Em seguida, tornou-se novelista, valendo-se de exatos 27 pseudônimos, com os quais assinou mais de 400 obras. Uma produção para lá de espantosa. André Gide foi seu incentivador. Vendeu, ao redor do mundo, cerca de 550 milhões de livros, os quais foram traduzidos em 55 idiomas e lançados em 44 países. Seu primeiro livro, ele o financiou do próprio bolso. Somente a escritora inglesa Agatha Christie vendeu mais livros do que ele.
Ele contava ter tido 30 mil mulheres, mas a
sua segunda mulher calculou este número “a não mais de 200”. Bem mais razoável,
ao que tudo indica. De qualquer modo, era uma força da natureza, este autor de
novelas policiais e psicológicas. Considerava Gogol o maior autor do século XIX
e Faulkner o grande nome da Literatura no século XX. O nosso novelista residiu
em vários países, como França, Canadá, Estados Unidos e Suíça. Em 1929, em um
porto da Holanda, teve a ideia de criar um personagem que o perseguirá por
quase toda a vida, com ele se confundindo quase: Jules Maigret. É de sua
autoria um dos maiores livros que alguém possa ler na vida: O cão amarelo.
Georges Simenon, que se dizia anarquista, morreu em 1989, aos 86 anos, de
causas naturais, sua morte não estando envolvida em nenhum mistério.
*Ivan Alves Filho, historiador

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