Folha de S. Paulo
Partido diz que distinção entre extrema
direita autoritária e direita liberal é decisiva para tática política
Programa político deve ser aprovado durante
congresso nacional que começa na sexta-feira (24)
Em seu novo
programa político, que deve ser aprovado em congresso
partidário nesta semana, o PT defende a
aliança com setores liberais comprometidos com a democracia, e diz que ela é
importante para isolar a extrema direita.
"É necessário reconhecer que o avanço da extrema direita não eliminou a existência de setores liberais comprometidos, ainda que de forma limitada, com a legalidade constitucional e com a estabilidade democrática", afirma o documento, que é resultado de uma comissão coordenada pelo ex-ministro José Dirceu.
Embora não cite nominalmente, o partido se
refere ao bolsonarismo ao citar a extrema direita, e a setores de centro quando
fala dos liberais. O raciocínio está por trás da chamada "frente
ampla", que a candidatura de Lula construiu
na eleição de 2022 e quer retomar, ao menos em parte, neste ano.
"Setores da direita liberal e democrática podem, em determinados
contextos, compartilhar convergências em defesa da legalidade constitucional e
da soberania nacional –sem que isso implique diluição programática ou
subordinação estratégica do projeto democrático-popular", segue o texto.
O documento
é uma espécie de "Constituição" do partido, que o PT
atualiza de tempos em tempos. O 8º congresso nacional vai ocorrer entre sexta
(24) e domingo (26), em Brasília, com o mote "Soberania, Reconstrução e
Futuro".

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