Delações seletivas têm mesmo de ser rejeitadas
Por O Globo
PF e PGR acertam ao recusar propostas que
nada de novo trazem à investigação do caso Master
Fizeram bem a Polícia
Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR)
em rejeitar as propostas de delação premiada de Daniel
Vorcaro, ex-dono do Banco Master,
e de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB). Pelo que
veio a público das negociações, elas não acrescentariam nada de relevante ao
que já se sabe sobre a maior fraude bancária da História do país. É preciso
fechar a porta à tentativa dos acusados de aproveitar os benefícios da lei sem
oferecer informações que contribuam para as investigações, já bastante
avançadas a partir do material apreendido nas operações policiais.
Apesar da mudança de advogados e das promessas de colaboração, sete meses depois de preso pela primeira vez, Vorcaro ainda não conseguiu convencer os investigadores de que está realmente disposto a falar o que sabe sobre os desmandos do Master e sua atuação nos bastidores da República. Ao contrário. A cada novo episódio que as autoridades trazem a público, sua situação se torna mais constrangedora.





