Folha de S. Paulo
Além do caso 'Dark Horse' e do tarifaço, PL
enfrenta péssimo momento no Rio
Preso por envolvimento com o CV, bolsonarista
Rodrigo Bacellar prepara delação
Não bastassem os percalços da pré-campanha presidencial —o caso "Dark Horse", o tarifaço de Trump com ameaça ao Pix, o tombo do filho 01 nas pesquisas aliado ao efeito fariseu que passou a pesar sobre ele entre alguns segmentos evangélicos, o desbunde do 03 com a extrema direita norte-americana, a incômoda sombra da ex-primeira-dama Michelle e uma certa neutralidade do governador Tarcísio de Freitas em São Paulo—, o PL enfrenta um péssimo momento no Rio de Janeiro, terceiro maior colégio eleitoral do país.
Douglas Ruas, o candidato ao governo
estadual, não decola. Presidente da Assembleia Legislativa, rosto desconhecido
de grande parte do eleitorado, costuma ser associado à figura do pai, Capitão
Nelson, ex-policial militar e atual prefeito de São Gonçalo, apontado no
relatório final da CPI das Milícias, em 2008, como líder de um grupo
paramilitar na cidade.
Após a renúncia de Cláudio
Castro, Douglas não pôde assumir o Palácio Guanabara e não teve a
seu dispor e serviço a máquina pública, conforme o plano desenhado pelo grupo
que desmanda no estado há quase oito anos. À espera de uma decisão do STF, o
desembargador Ricardo Couto permanece no cargo sem dar descanso à vassoura. Fez
mais de 3.000 exonerações de servidores comissionados.
O ex-presidente da Alerj Rodrigo
Bacellar, que era o candidato bolsonarista ao governo, está preso por
ligação com o Comando Vermelho e prepara uma delação sobre deputados que
recebiam mesada. Cláudio Castro desistiu de concorrer ao Senado após
ter sido alvo de duas operações da PF em um intervalo de 15 dias. O
ex-governador é suspeito de se lambuzar no esquema Master. Curiosamente, Flávio
Bolsonaro enfrenta o mesmo problema.
Carlos Jordy, deputado que não conseguiu se
eleger prefeito de Niterói, e Sóstenes Cavalcante, líder do PL na Câmara, que
trabalhou contra o fim da escala 6x1,
são os nomes cotados para substituir Castro na eleição majoritária ao Senado. O
sonhado palanque forte do filho 01 no Rio ainda não desabou, mas está
balançando.
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