terça-feira, 11 de agosto de 2026

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Não pode haver retrocesso na reforma tributária

Por O Globo

Flávio e Caiado cometem erro grave ao sugerir revisão do modelo de impostos aprovado em 2023

São irresponsáveis as promessas de campanha dos candidatos à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e Ronaldo Caiado (PSD) de revisar a reforma tributária. Aprovada em 2023, a unificação dos impostos sobre o consumo deu um primeiro passo para acabar com o pandemônio tributário que sempre caracterizou o Brasil, complicando a vida das empresas e afugentando investidores. Foi resultado de amplo consenso no Congresso, depois de décadas de debates e embates. E previu um período de transição de dez anos, para que todos consigam se adaptar à nova estrutura de impostos. Obviamente, deixou muitos insatisfeitos que, em ano eleitoral, fazem pressão sobre os candidatos para tentar deter os avanços.

Aprendendo coisa errada, por Hélio Schwartsman

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Indivíduos definem seus padrões de comportamento olhando para os pares

Sucessão de escândalos na alta política mostra persistência da corrupção

Onde aprendemos o certo e o errado? Há respostas para todos os gostos. Para alguns, tudo o que é preciso saber acerca do bem e do mal está nas Escrituras. Para outros, é questão de berço: são os pais que ensinam aos filhos o que deve ou não ser feito. Há até quem diga que são os livros de filosofia que cumprem essa função.

Não afirmo que essas explicações estão todas erradas, mas elas me parecem subcasos de uma resposta mais geral. Para saber como devemos nos comportar, nós olhamos para o lado e vemos o que as pessoas costumam fazer. Não é uma coincidência que as palavras "ética" e "moral" derivem respectivamente dos termos grego ("éthe") e latino ("mores") para "costumes". Assim, se você vive numa comunidade religiosa, se comportará como os religiosos a seu lado, que se inspiram numa determinada escola de interpretação da Bíblia. Se vive num bairro afluente de cidade grande, se comportará como seus vizinhos e todos dirão que o padrão foi fixado pela educação recebida no lar.

Autonomia financeira dá lugar às alianças partidárias, por Dora Kramer

Folha de S. Paulo

Novas regras eleitorais e financiamento público desestimulam coligações na disputa à Presidência

Na base do cada um por si no plano nacional, partidos investem nos estados para crescer no Congresso

Nesta eleição, está combinado, a maioria dos partidos vai jogar separado. Só o PT entra na disputa presidencial do jeito tradicional, coligado a seis legendas: PSB, PSOL-Rede, PDT, PV e PC do B.

Não deixa de ser uma ironia o partido com vocação a protagonista, cuja política de alianças só foi aceita por imposição da realidade, ser o único que concorre acompanhado. No campo limitado à esquerda, é verdade, mas ali com um Geraldo Alckmin (PSB) na figuração do centro.

Para Flávio Bolsonaro, a melhor mulher é sempre um homem, por Alvaro Costa e Silva

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Vice dos sonhos sempre foi Ciro Nogueira, senador do PP envolvido na teia Master

Escolha do deputado Alfredo Gaspar evidencia o isolamento da candidatura bolsonarista

A escolha do deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) para companheiro na chapa presidencial mostra que, para Flávio Bolsonaro e sua base mais radicalizada, a melhor mulher é sempre um homem.

Toda a busca de meses por uma vice mulher funcionou como tentativa de ganhar tempo diante dos reveses da campanha bolsonarista —as revelações do caso Dark Horse e a ligação íntima do filho 01 com o empresário picareta Daniel Vorcaro. E sobretudo a briga pública com a ex-primeira-dama Michelle, alvo de discursos misóginos nas redes.

Poesia | Ponto de Desintoxicação, de João Cabral de Melo Neto

 

Música | Estácio de Sá 2027 | Samba Campeão - SAMIR TRINDADE e cia