segunda-feira, 24 de agosto de 2026

Convenções que já não decidem, por Lara Mesquita

Folha de S. Paulo

Cada vez mais a escolha dos candidatos tem passado longe das convenções

Decisões antes tomadas por uma instância coletiva ficam nas mãos de um pequeno grupo

Idas e vindas na definição de candidaturas ganharam destaque no noticiário recentemente. Dois exemplos são o senador mineiro Cleitinho, do Republicanos, cuja candidatura ao governo atravessou sucessivas reviravoltas, e o ex-prefeito de Maceió JHC (João Henrique Caldas), do PSDB, que ora concorreria ao Senado, ora ao governo. E as indefinições sobreviveram às convenções partidárias.

As convenções, realizadas entre 20 de julho e 5 de agosto, deveriam ser o momento em que os partidos decidem não apenas se lançarão candidatos, mas quem serão eles.

Quando os árbitros entram no jogo: o jantar da desordem institucional, por Marcus André Melo

Folha de S. Paulo

STF não responde à crise com autocontenção, mas com uma confusão ainda maior entre jurisdição e política

Moraes assume também o papel de articulador político entre Lula e Alcolumbre, em plena campanha eleitoral

O escândalo do Banco Master pareceu provocar no STF um instinto de autopreservação. A magnitude das revelações e a reação da opinião pública teriam aparentemente convencido seus ministros de que era necessário conter excessos e restaurar a credibilidade da corte. A proposta do presidente Edson Fachin de criar um código de ética foi interpretada como sinal, ainda que tímido, desse movimento.

Os acontecimentos recentes mostram que essa expectativa era ilusória.

Jantar realizado na residência de Alexandre de Moraes reuniu o presidente da República, o presidente do Senado e os ministros Moraes e Cristiano Zanin. A cena, concebida como demonstração de pacificação, é, na realidade, uma representação exemplar da desordem institucional brasileira.

Poesia | Arte Poética, de Mário Dionísio

 

Música | Maria Bethânia e Omara Portuondo - Tal Vez