quarta-feira, 14 de maio de 2014

Elio Gaspari: Sem-teto de todo o mundo, uni-vos

- O Globo

Três dirigentes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto produziram um artigo intitulado “O que quer o MTST?”. E responderam: Querem “movimentos populares de massa, que enfrentam as relações de poder constituídas. Chamamos a isso poder popular. É isso que quer o MTST".

O que vem a ser um poder popular, não se sabe e coisa boa não há de ser. Mesmo assim, os argumentos dos militantes devem levar pessoas que não gostam deles a refletir. Desde 2008 os alugueis subiram 97% em São Paulo e 144% no Rio de Janeiro, contra uma inflação acumulada de 40%. Esse movimento da mão invisível do mercado tange pessoas de mais baixa renda para a periferia longínqua ou para as comunidades desprovidas de serviços públicos.

Nem todos aqueles que estão em dificuldades para conseguir um teto participam de invasões de terrenos. Ainda bem. Em São Paulo o MTST organizou 12 invasões e o Rio assistiu à ocupação de uma area abandonada que pertenceu à Telerj. Invasões são mais vitrine do que solução.

Tanto é assim que o MTST blindou a invasão de um terreno próximo ao estádio onde será aberta a Copa depois que nele colocou quatro mil famílias. Seguindo a lógica do mercado, como as demais imobiliárias, abriu um cadastro para candidatos.

Conseguiram uma conversa com a doutora Dilma e, como sempre, uma promessa. Demagogia de ano eleitoral. Nem ela dará teto aos quem não o têm nem o MTST ficará contente enquanto não conseguir o “poder popular".

Essa cena ocorreu na mesma semana em que o controlador-geral da cidade de São Paulo reuniu-se com o sindicato da habitação, o Secovi, e reclamou porque até hoje nenhuma empresa do setor imobiliário procurou o poder público para colaborar com a investigação de fraudes em cobranças municipais. Leia-se propinas.

As grandes cidades brasileiras foram capturadas por um contubérnio de empresários, burocratas, políticos e uma boa parte da população, que não quer pobre por perto. Salvo os empresários, todos reclamam do que seria a "especulação imobiliária", mas quando um apartamento dobra de valor, atribui-se a variação à clarividência de quem o comprou.

Os programas municipais de legalização de lotes urbanos andam devagar, quase parando. A percentagem de proprietários nessas comunidades pobres é alta, mas esse capital está congelado. Não serve como colateral para empréstimos bancários. Num chute, pode-se estimar que no Brasil essas propriedades valham mais de R$ 50 bilhões.

A ideia segundo a qual uma família terá acesso à casa própria invadindo um terreno é tóxica e insuficiente. O cadastro do MTST está aí para provar isso. Contudo, a ideia de que cidades como o Rio e São Paulo possam tanger os pobres para as terras dos sem-serviços é veneno puro.

Ano eleitoral tem a virtude de expor os problemas. Refletir em torno dos argumentos do MTST pode ser um bom começo. Perguntar aos candidatos o que pretendem fazer pode não adiantar muito, mas servirá como um alerta: não votar em quem promete pura e simplesmente construir mais casas populares. Essa é a resposta fácil e, como se sabe, enganadora.

Elio Gaspari é jornalista.

Começando a fazer o diabo: O Estado de S. Paulo - Editorial

Costumam dar em nada os protestos e as ações da oposição junto à Justiça Eleitoral contra as manifestações públicas da presidente Dilma Rousseff que mal disfarçam sua condição de peças de campanha pelo segundo mandato. A mais recente e explícita delas foi a da véspera do Primeiro de Maio, quando a candidata declarada anunciou em rede nacional um aumento de 10% nos valores do Bolsa Família e correção de 4,5% da Tabela do Imposto de Renda. Além disso, prometeu manter a política de valorização do salário mínimo, só faltando acrescentar "se for reeleita".

Mas, apesar da transgressão impune das regras que demarcam o campo da propaganda a cada ciclo eleitoral e da resignação de muitos diante dessas recorrentes violações, não pode passar como "mais do mesmo" o que ocorreu na segunda-feira no município baiano de São Francisco do Conde, a 60 quilômetros de Salvador, em um evento do governo Dilma - a inauguração oficial do câmpus da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), uma instituição federal, em funcionamento desde fevereiro do ano passado.

Tanto que o Planalto estava representado pelos ministros da Educação, Henrique Paim, e da Igualdade Racial, Luiza Barros. Ao seu lado, como convidado com direito a discurso, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Até aqui, tudo bem. Ninguém lhe fará a injustiça de ignorar o seu empenho pela melhoria da qualidade de vida da população negra e a valorização dos vínculos históricos e culturais entre o Brasil e a África. Com a loquacidade que lhe é peculiar, ele poderia açambarcar a festividade inteira e mais o resto do dia falando disso.

Mas Lula preferia assegurar para a sua causa o apoio dos cerca de mil presentes - em meio aos quais se destacavam embandeirados militantes petistas e funcionários paramentados de vermelho. Mais ainda, queria as atenções do número incomparavelmente maior de cidadãos aos quais a mídia eletrônica e os jornais levariam as suas palavras. Daí, com um descaramento que desafia até mesmo os seus afamados padrões, ser toda outra a causa a que dedicaria o seu verbo - a reeleição de Dilma. Certa vez ela disse, como deve ter aprendido com o mentor, que "podemos fazer o diabo quando é hora de eleição". E nisso ele tornou a provar que ninguém o supera.

Quem o ouvisse, sem saber das circunstâncias de sua fala, poderia achar que já começara a temporada de sagração dos candidatos às eleições de outubro e que ele discursava na convenção do PT que homologaria o nome da presidente em busca de mais quatro anos de poder - formalizando dessa vez o que Lula mandou o partido fazer, primeiro em fevereiro de 2013, depois na semana atrasada, para calar os companheiros que sonhavam com a sua volta. O desavisado ouvinte também podia imaginar que a campanha já tinha começado e Lula estava no seu lugar preferido, entregue ao que mais o gratifica: um palanque e um comício.

"Nunca vi", arengou, recorrendo ao seu advérbio de estimação, "baterem tanto na presidente Dilma como estão batendo agora." Fundindo a disputa de 2010 com a deste ano, disparou que "batem na Dilma porque acham que não é possível este país eleger esta mulher e ainda mais reeleger esta mulher, para desgraça deles". Foi de caso pensado: o eleitorado feminino, à parte quaisquer outros fatores, tende a ser menos dilmista; daí a esperteza de apresentar os projetos políticos de sua afilhada como símbolo da ascensão da mulher no Brasil. Mas ele não perdeu tempo para assumir a paternidade de suas aspirações.

"A Dilma, além de ser uma mulher inteligente e competente", derramou-se, "é uma de nós." Caso alguém não tenha entendido o que isso significa, traduziu: "Ela está lá porque nós quisemos e vai ficar lá porque nós queremos". O plural majestático não foi uma figura de retórica. Além de reiterar a sua ascendência sobre a candidata, foi um aviso a aliados e adversários de que virá com tudo para reelegê-la. Fazer campanha em ato oficial será café-pequeno, como mostram suas declarações ao jornal A Tarde: "Tenho às vezes impressão de que tem gente querendo fazer caixa 2 fazendo denúncia contra a Petrobrás".

Diário do Poder – Cláudio Humberto

- Jornal do Commercio (PE)

• AGU pede e STJ proíbe greve na Polícia Federal
A Advocacia-Geral da União (AGU) protocolou pedido de liminar no Superior Tribunal de Justiça para proibir greve de agentes, escrivães e papiloscopistas da Polícia Federal, ou mesmo “operação padrão”, previstas para o período da Copa do Mundo, e solicita a aplicação de multa diária de R$ 200 mil em caso de desobediência. A relatora, ministra Assusete Magalhães concedeu a liminar nesta terça (13).

• Jurisprudência
A iniciativa da AGU é baseada em decisões anteriores da Justiça, que firmou jurisprudência contrária a greves do gênero na Polícia Federal.

• Atípica e ilegal
A AGU sustenta que “operação padrão” é forma de pressão ilegítima e danosa para a sociedade, “uma modalidade atípica e ilegal de greve”.

• Bens maiores
Suspensão, redução ou embaraço das atividades da PF comprometeria bens maiores, como segurança de pessoas e patrimônio, diz a AGU.

• Briga nacional
A ação da AGU é contra os 27 sindicatos estaduais de policiais federais e também contra a Federação Nacional dos Policiais Federais.

• Aécio lidera em Brasília, mas indecisos são 58,7%
Pesquisa realizada entre 26 de abril e 2 maio mostra que Aécio Neves (PSDB) lidera as intenções de voto para presidente no Distrito Federal, com 19,3%, contra 17,6% da presidenta Dilma (PT). Mas 58,7% ainda não sabem em quem vão votar. Eduardo Campos (PSB), aparece em terceiro, com 12%, segundo o Instituto Dados. Randolfe Rodrigues (PSOL) é a surpresa na pesquisa estimulada, com 2,4% dos votos.

• Com Dilma
Nas duas faixas de renda mais baixas (até dois salários mínimos) no DF, Dilma lidera com 19% contra 15% de Aécio Neves (PSDB).

• Com Aécio
Já entre as eleitores de Brasília que recebem mais de 20 salários mínimos, Aécio lidera com folga: 25% contra 18,2% da presidenta.

• Registro
A pesquisa realizada pelo Instituto Dados entrevistou 3 mil eleitores no Distrito Federal e está registrada no TSE sob o nº 00093/2014.

• Primeira audiência
Representantes da Advocacia Geral da União e da Procuradoria Geral da República vão à Itália para a primeira audiência da justiça de lá, em 5 de junho, sobre extradição de Henrique Pizzolato, corrupto transitado em julgado no processo do mensalão, e foragido da Justiça brasileira.

• Mein Gott
A policia alemã, que investiga em sigilo o atentado a pedradas na embaixada do Brasil em Berlim, fará a segurança do prédio por seis meses. Para azar do líder dos Black Blocs, Pablo Capilé, que esteve na cidade na semana passada.

• Confiança
O vice Michel Temer tem confiança na reeleição de sua chapa, com a presidenta Dilma, e também no crescimento do seu partido. Ele acha que a bancada do PMDB vai crescer pelo menos 10% no Congresso.

• Até ele
A iluminação do Cristo Redentor quase foi a pique na madrugada de ontem, no Rio. Primeiro sumiram os braços, depois a cabeça, fraquejou o corpo e quase o símbolo mais famoso do país apagou de vez.

• Em campanha
Indicado por Renan Calheiros ao Tribunal de Contas da União, Bruno Dantas será homenageado em almoço, hoje, na casa do deputado Fábio Ramalho (PV-MG). O PMDB da Câmara ameaça votar contra.

• Obsessão
O criminalista Antônio Carlos de Almeida Castro acha que o ministro Joaquim Barbosa – presidente do STF, relator do mensalão e juiz de execuções penais nas horas vagas – tem obsessão por José Dirceu. Para ele, passou da hora do ex-ministro ingressar com habeas corpus.

• Nada de insegurança
Para o Itamaraty a ordem de liberar vistos para países como Líbia, Afeganistão, Paquistão, Irã e Iraque “sem consulta” ao Brasil “não contraria” os protocolos de segurança para a Copa do Mundo.

• Verde de vontade
O Partido Verde no DF insinua lançar candidatura ao governo distrital. Governistas querem apoiar Agnelo Queiroz (PT), mas outra ala quer palanque próprio para o candidato verde a presidente, Eduardo Jorge.

• Pensando bem…
…a enrolada CPI da Petrobras no Senado anda mais esvaziada que o Plenário às segundas e sextas-feiras.

Brasília-DF: Denise Rothenburg

- Correio Braziliense

Meirelles com Aécio
A casa dos 20% nas pesquisas de intenções de voto para presidente da República fez aumentar o assédio dos políticos ao senador Aécio Neves, do PSDB de Minas Gerais. Hoje, ele conversará com o ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, que estará em Brasília junto com o ex-prefeito Gilberto Kassab. Assim como Kassab é cotado para vice na chapa do tucano Geraldo Alckmin, Meirelles surge agora como o mais novo ativo da bolsa de apostas para vice de Aécio.
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Em tempo: na conversa que Aécio teve com José Serra na semana passada, o senador não mencionou a vaga de vice-presidente. Ou seja, para alguns políticos do PSDB de São Paulo, o recado está dado. Não é por acaso que aliados de Serra começaram a espalhar que o desejo maior do ex-governador paulista é ser candidato a deputado federal. Aécio, entretanto, prefere esperar e aproveitar o cargo para buscar outros partidos, abrindo todas as portas. Na roda, entraram ainda Miguel Torres, presidente da força Sindical, e Ronaldo Caiado (DEM-GO).

Contrabando
A proibição de inserir temas estranhos a medidas provisórias não inibe os senadores. Ontem, por exemplo, Gim Argello (PTB-DF) tentou com esse artifício regularizar áreas públicas ocupadas no Distrito Federal por entidades de assistência social, educação e templos de qualquer culto. Fez o mesmo para tentar nacionalizar fora do Brasil mercadorias importadas. Tudo numa MP que trata de percentual de álcool na gasolina. Eu, hein.

Por falar em álcool
A briga na MP 638, essa em que Gim tentou o contrabando, se transformou numa briga entre produtores e governo. Os produtores de álcool defendem 27,5% do produto para mistura na gasolina, enquanto o governo deseja apenas 25%. A ideia dos produtores de álcool — além, é claro, de tentar turbinar o próprio negócio fazendo a riqueza girar aqui — tem por objetivo reduzir a importação de gasolina.

Assopra & morde
A festa de aniversário do deputado Arnaldo Jardim (PPS-SP) na noite de segunda-feira serviu para aproximar ainda mais o candidato do PSB à Presidência da República, Eduardo Campos, e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Agora, há quem diga que se Eduardo continuar criticando o antigo governo de Fernando Henrique Cardoso, a união ficará difícil.

Pauta adiada
Antes de Aécio Neves chegar ao evento do partido Solidariedade, o deputado Paulinho da Força avisou que não iria tratar da jornada de 40 horas semanais. "Do jeito que a economia está agora, não podemos ter essa agenda", explicou.

CURTIDAS
Logo eu?!!!!/ Na corrida para tentar garantir a permanência dos famigerados totens espalhados por Brasília, o dono da Embrasil-EU, Samir Astassie, procurou o arquiteto Carlos Magalhães, em busca de apoio. Magalhães, um dos ícones na luta pela preservação do traçado da cidade, sempre sincero e direto, não titubeou: "Eu que comecei essa guerra contra isso aí, pô!" A Samir restou recolher os flaps.

O Eurípedes adoeceu.../ A crise entre o Pros e o governador do Ceará, Cid Gomes (foto), foi para ao estaleiro. É que o presidente do Pros, Eurípedes Júnior, ficou doente e ligou para o governador pedindo encarecidamente que deixasse a reunião para outro dia. Dentro do partido, há quem diga que essa doença "ou é praga ou é fingimento".

...e o Carimbão arrefeceu/ O líder do Pros, Givaldo Carimbão, coloca panos quentes na briga: "Em nenhum momento mandei investigar ou denunciei irregularidades em obra no Ceará. Denúncias guardadas estrategicamente como forma de ameaça a possíveis desentendimentos tornam a política mesquinha e pequena. Não tenho, nem nunca tive, em meus 27 anos de vida pública, em sete mandatos, o objetivo de fazer a política pequena", diz. Em tempo: quanto ao Ministério da Integração, ele afirma que quem decide é a presidente Dilma.

Comportem-se, crianças!/ A posse da diretoria da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) foi uma sucessão de gafes. Primeiro, começou meia hora mais cedo, porque o ministro dos Transportes, Cesar Borges, tinha sido chamado ao Palácio. Resultado: quando as pessoas chegaram, o evento já estava quase no fim. Para completar, o ministro, ao sair, repetiu três vezes: "Vocês, juízo!"

Painel - Vera Magalhães

- Folha de S. Paulo

Um passo de cada vez
A declaração de Geraldo Alckmin sobre as qualidades de Gilberto Kassab para ser seu vice e a retribuição do ex-prefeito, ontem, foram resultado de conversa entre o presidente do PSD e dois auxiliares do governador no Palácio dos Bandeirantes. O encontro, na quinta-feira da semana passada, serviu para que as coisas se "desanuviassem", segundo um participante. Um aliado de Kassab diz que a maioria da bancada do PSD prefere fechar com o PSDB, e não com o PMDB de Paulo Skaf.

Não cola Diante da pressão da cúpula do PT e de ministros de Dilma Rousseff para que o PSD não acerte com Alckmin, aliados de Kassab dizem que o partido não integra oficialmente o governo e que nem com o PMDB existe verticalização da aliança.

Chama... Indóceis com a demora na consolidação de acordos locais com o PT, dirigentes do PMDB procuraram o ex-presidente Lula para cobrar a solução de impasses.

... o síndico Peemedebistas reclamam da falta de empenho do presidente do PT, Rui Falcão, e de Dilma para convencer as seções regionais do partido a apoiar Eunício Oliveira, no Ceará, e Júnior Friboi, em Goiás.

Por ora Em reunião ontem com o presidente do PMDB, Valdir Raupp, Falcão confirmou apoio do PT à candidatura de Eduardo Braga (PMDB) no Amazonas. Estão em negociação Paraíba, Espírito Santo e Maranhão.

Contraponto O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, foi escalado para defender a política de empréstimos do banco, alvo de críticas por parte dos candidatos da oposição, durante sua participação no Fórum Nacional, no Rio, hoje.

Medo Dilma e seus auxiliares vão passar a sustentar programas como Minha Casa, Minha Vida, Fies (crédito estudantil) e o plano de agricultura familiar, para associar uma eventual vitória de Aécio Neves (PSDB) ou Eduardo Campos (PSB) ao risco de que sejam encerrados.

Calma O ex-ministro Carlos Lupi, presidente do PDT, encomendou pesquisa sobre a sucessão de Alckmin. O partido, que conversa com PT e PMDB, quer aguardar o resultado para definir seu futuro.

Rediscagem Aloysio Nunes (PSDB-SP) vai levar ao Senado projeto que altera o Marco Civil da Internet. Quer suprimir artigos que permitem que juizados retirem conteúdo de um site motivados por "interesse da coletividade" e que "autoridades administrativas" tenham acesso a dados de usuários da rede.

Estilo Felipão Apesar de tentar adiar a CPI da Petrobras, governistas não deixarão as indicações para Renan Calheiros (PMDB-AL). Quando a investigação for inevitável, entregarão os nomes.

Gás extra Das 26 empresas que doaram para o PMDB em 2013, 16 são do ramo de bebidas --a maioria ligada à Coca-Cola. Foram R$ 2,8 milhões dos R$ 17,5 milhões que a sigla arrecadou. As empreiteiras contribuíram mais: só a Odebrecht deu R$ 11 milhões.

No escuro A sigla também recebeu R$ 300 mil da MMX de Eike Batista, em junho, quando a mineradora já enfrentava problemas.

Carona O Sindicato dos Metalúrgicos, filiado à Força, prepara paralisações para a "superquinta" em fábricas paulistas que reúnem 15 mil trabalhadores. Queixa-se de que o governo recebe apenas as grandes montadoras.

Visita à Folha Haroldo Pinheiro Villar de Queiroz, presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil, visitou ontem a Folha. Estava com Julio Moreno, assessor de imprensa.

Tiroteio
"Kassab criou um partido, sabe Deus como, para usar o tempo de TV. É um caroneiro por vocação. Já pegou uma vez e vai tentar outra."
DO DEPUTADO JOSÉ ANÍBAL (PSDB-SP), sobre a chance de Gilberto Kassab, que assumiu a prefeitura após ser vice de José Serra, ser vice na chapa de Alckmin.

Contraponto
Na fila do caixa

Antes de Dilma Rousseff começar o discurso que fez a representantes do varejo na semana passada, cada um dos cerca de cem empresários se apresentou para a presidente, dizendo a rede da qual era dono e o número de lojas no país.

Ao fim de dez minutos de introdução, a petista disse ser cliente de muitas das empresas citadas, o que despertou algumas risadas entre os presentes.

Ela então interveio, afagando a plateia.

--Não é para rir, não. Aliás, não conseguiria sobreviver neste país se não fosse cliente de vocês.

Panorama político – Ilimar Franco

- O Globo
PMDB pede socorro a Lula
Os senadores do PMDB reclamaram ontem, em encontro com o ex-presidente Lula, da condução da campanha à reeleição de Dilma. Pediram que ele interviesse para melhorar a relação e a operação política. Lula ouviu e respondeu dizendo que ele tem dito e tem falado. Os senadores, entre eles Renan, Sarney, Braga, Eunício e Jucá, cobraram maior sensibilidade da presidente e do PT com os aliados.

Dobradinha Dilma-Pezão
O discurso da oposição tem sido o de que o governo Dilma é uma obra inacabada. Mas entre os estrategistas da reeleição está sendo preparada uma agenda de inaugurações para o início de junho. No Rio, por exemplo, está prevista a entrega da Transcarioca em solenidade que colocará sob holofotes a presidente Dilma (PT) ao lado do governador Luiz Fernando Pezão (PMDB). Em seguida, a assessoria de ambos planeja colocá-los noutro palanque para entregar um trecho do Arco Metropolitano. A ideia do marketing da presidente é o de fazê-la percorrer os canteiros de obras espalhados Brasil afora

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“Eles estão na deles. Querendo criar um clima. Mas eu e a maioria do partido continuamos firmes com a candidatura própria. Não mudou nada” Gilberto Kassab Presidente do PSD e candidato ao governo paulista, que está sendo vendido como vice ora do PSDB ora do PMDB
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Quem viver verá
No governo, corre solta a visão de que na Copa os protestos terão como protagonistas, de forma predominante, movimentos sociais organizados. Isso sinalizaria atos contidos, ao contrário da violência liderada por grupos não convencionais

As coisas como são
Os aecistas pressionam para evitar a coligação PP-PT em apoio à reeleição da presidente Dilma. Mas o presidente do partido, senador Ciro Nogueira (PI),
garante que só falta definir a data na agenda da presidente para fazer o
anúncio. A briga é por 1’30’’ do PP na TV. Sem coligação, Aécio Neves leva 30 segundos, e a oposição fica com um minuto

O tempo na TV
Sem o tempo do PP, especialistas calculam que a presidente Dilma terá cerca de 13 minutos dos 25 de propaganda eleitoral. O tucano Aécio Neves, cerca de 4 minutos, e Eduardo Campos (PSB), algo próximo de 1 minuto e 40 segundos.

Abatido pela dengue
O presidente do PROS, Eurípedes Júnior, está desde ontem na cama, com dengue. Mas, para evitar confusão, avisou que não se meteria nas eleições estaduais, sobretudo no Ceará do governador Cid Gomes. Arrefeceu no partido a pressão para mudar o ministro da Integração, mas o apoio à presidente Dilma ainda não tem data marcada.

Sintonia fina
O DEM brigava sozinho ontem na Comissão Mista por reajuste maior do Imposto de Renda. O líder do DEM, deputado Mendonça Filho, cobrou de Aécio Neves reforço de peso. Apareceram Mário Couto (PA) e Cyro Miranda (GO).

Marolinha
Avaliação do PSDB de Pernambuco é a de que não elege deputado federal se lançar candidato próprio ao governo. Essa também é a visão do PSB em Minas Gerais. Se tiverem candidato ao governo, não elegem deputado federal no estado.

OS TUCANOS DE MINAS estão atacando o empresário e candidato ao Senado pelo PMDB, Josué Gomes da Silva, porque ele é vice-presidente da Fiesp.

Roberto Ribeiro - Está faltando uma coisa em mim

Graziela Melo: Saudades

Saudades
dos pássaros...
é que vou
sentir!!!

quando
deste
mundo,
solitária,
me for...

da flores,
dos amigos
e,
até mesmo
das dores...

das emoções
mais sutís!!!

Parada,
pálida,
fria
e inerte,

incapaz
de qualquer
ação...

debaixo
daqueles tais
palmos
de terra,

estarei
distante
das maldades,
das guerras,

de homens
sem compaixão!

Enquanto
se desmancha
meu corpo,

no frio
e na solidão!!!

terça-feira, 13 de maio de 2014

Opinião do dia: Castro Alves – 13 de maio dia da abolição dos escravos

“Oh! Maria, vês, me curvo
Na face do presente escuro e turvo
E interrogo o porvir;
Ou levantando a voz por sobre os montes, -
‘Liberdade’, pergunto aos horizontes,
Quando enfim hás de vir ?”
(Castro Alves)

Na Bahia, Eduardo Campos diz que Dilma frustrou o Brasil

• Ex-governador subiu o tom das críticas e insinuou que a presidente coloca bandido para ser auxiliar no governo

Agência A Tarde

VITÓRIA DA CONQUISTA (BA) - O pré-candidato à Presidência da República, Eduardo Campos (PSB), disse nesta segunda-feira que a presidente Dilma Rousseff frustrou o Brasil. A declaração foi dada na cidade baiana de Vitória da Conquista, administrada pelo PT desde 1997 e terceiro maior colégio eleitoral do estado.

- Votamos nela, mas ela frustrou o Brasil, pois nós sempre fomos abertos ao diálogo, sempre tivemos uma postura de respeitar a democracia, de apostar no entendimento e no respeito de quem não pensa como a gente, nós sempre pensamos no desenvolvimento econômico e a gente sempre respeitou o dinheiro público, e isso começa quando não se coloca bandido para ser auxiliar no governo - atacou Campos, em um encontro com alunos e professores universitários.

Acompanhado das pré-candidatas do seu partido ao governo estadual, Lídice da Mata, e ao Senado, Eliana Calmon, Campos desembarcou em Vitória da Conquista por volta das 10h e seguiu direto para a faculdade. No auditório, havia cerca de 300 pessoas, entre jovens universitários e lideranças políticas do PSB da região de Conquista. Recebido com palmas e aclamado como "presidente", principalmente pelos militantes socialistas, Campos debateu temas como educação, mobilidade urbana, combate a drogas e corrupção.

Lembrando sempre das reivindicações que levaram a juventude para as ruas no ano passado, o pré-candidato se apresentou como o nome da mudança e disse que vai passar por várias cidades do Brasil para dialogar com os jovens.

- A juventude brasileira foi a primeira a se rebelar e temos que aproveitar essa energia. Queremos visitar o maior número de cidades brasileiras possível, essa é uma etapa importante da construção do nosso projeto de governo. Vamos usar a nossa indignação para mudar o Brasil - disse.

O ex-governador pernambucano e ex-aliado do governo federal teceu críticas à presidente Dilma e ao que ele chama de "velha política". Segundo Campos, o governo está escondendo os problemas debaixo do “tapetão”.

- O governo federal está fazendo um enorme esforço de marketing para deixar tudo para depois da eleição, todos os problemas estão sendo jogados para debaixo do tapetão. Dilma pegou o Brasil crescendo a 7,5% e hoje cresce a menos de 2%. Ela foi eleita para continuar melhorando o Brasil e não conseguiu dar conta disso e o Brasil começou a piorar. A gente tem que tirar esse arranjo e esse time para botar um time que faça efetivamente o país melhorar.

A cidade está nas mãos dos petistas há 17 anos e foi um dos municípios baianos em que o candidato do PSDB, José Serra, venceu a presidente Dilma Rousseff no segundo turno das eleições de 2010. Vitória da Conquista é o terceiro maior colégio eleitoral do estado, com 215.299 eleitores.

Na Bahia, Aécio cobra explicações de Lula sobre Pasadena

• Estado também recebe o ex-presidente e Eduardo Campos, pré-candidato à Presidência pelo PSB

Biaggio Talento – Agência A Tarde

FEIRA DE SANTANA – O pré-candidato à Presidência da República pelo PSDB, Aécio Neves, cobrou explicações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a Petrobras durante sua gestão, quando ocorreu a polêmica compra da Refinaria de Pasadena. O tucano deu entrevista a uma rádio de Feira de Santana, a 109 quilômetros de Salvador, na Bahia, nesta segunda-feira.

- Alguns aliados do governo dizem que a CPI (da Petrobras) é para desgastar o governo. Ora, as oposições não fizeram as denúncias, foi a imprensa que, a partir do que ocorreu na Polícia Federal, mostrou os negócios que foram feitos lá. Será que é normal, será que o presidente Lula acha adequado que uma refinaria que valia US$ 55 milhões num ano e no outro ano é comprada por R$ 1,3 bilhão com dinheiro do povo brasileiro? O presidente precisa dar uma satisfação sobre a governança da principal empresa (brasileira) - disse o senador.

Aécio está dividindo as atenções na Bahia com o pré-candidato à Presidência pelo PSB, Eduardo Campos, que está na cidade de Vitória da Conquista, e o ex-presidente Lula, que visitará o município de São Francisco do Conde e Salvador.

O tucano se referiu a entrevista de Lula em que o petista alegou que propor uma CPI para investigar a Petrobras seria jogo político.

- Há também a Refinaria Abreu e Lima em Pernambuco, construída pela Petrobras orçada em R$ 2,5 bilhões em que já gastaram R$ 18 bilhões e não fica pronto por menos de R$ 20milhões. A CPI não tem o poder de pré-julgar ninguém. Se não tiver o que temer, tudo bem - disse.

Em relação ao seu crescimento na última pesquisa de intenção de voto do Datafolha, Aécio afirmou que “a percepção que se tem hoje é que há um sentimento de mudança no Brasil. Há uma compreensão crescente que as coisas não vão bem”. Citou que as pessoas estão alarmada com os índices de violência e culpou uma suposta “omissão criminosa” na matéria de segurança:

- 87% do que se gasta hoje no Brasil na área de segurança é dos estados, apenas 13% é do governo federal.

Depois de Feira de Santana, onde se reunirá com aliados políticos, Aécio vem à capital baiana receber o título de Cidadão de Salvador outorgado pela Câmara Municipal.

A Bahia de todos os votos

• Em busca de espaço no quarto maior colégio eleitoral do país, presidenciáveis visitaram o Estado, que é considerado estratégico para quem quer chegar ao Palácio do Planalto. Lula representou Dilma, que esteve em Minas ontem

Paulo de Tarso Lyra – Correio Braziliense

"Eu tenho uma proposta no Congresso que garante que o Bolsa Família vire um programa de Estado permanente e definitivo. O PT, em vez de apoiá-lo, prefere votar contra para poder ter um programa para chamar de seu e ameaçar a população com sua extinção"
Aécio Neves (PSDB)

"Votamos nela, mas ela frustrou o Brasil (...) Nós pensamos no desenvolvimento econômico e a gente sempre respeitou o dinheiro público, e isso começa quando não se coloca bandido para ser auxiliar no governo"
Eduardo Campos (PSB)

Quarto maior colégio eleitoral do país, a Bahia foi visitada ontem pelos dois candidatos de oposição na corrida ao Palácio do Planalto — Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB-PE) — e pelo principal cabo eleitoral da presidente Dilma Rousseff, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Com mais de nove milhões de eleitores, o estado é considerado estratégico para as pretensões eleitorais dos três partidos. Em 2010, Dilma Rousseff venceu com folga a disputa contra o tucano José Serra e a então verde — hoje filiada ao PSB — Marina Silva.

O cenário em 2014 é diferente. O PT não tem um candidato forte para concorrer ao governo estadual, pois Jaques Wagner já foi reeleito, fragilizando o palanque dilmista. Outra vidraça é o ex-presidente da Petrobras e secretário de planejamento baiano, José Sérgio Gabrielli. Ao deixar a estatal em 2012, Gabrielli sonhava em cacifar-se como o sucessor de Wagner. Acabou perdendo espaço para o ex-chefe da Casa Civil Rui Costa e hoje limita-se a justificar a compra da Refinaria de Pasadena, no Texas.

Os petistas sabem da importância de uma boa votação na Bahia, para assegurar a hegemonia da legenda na região Nordeste. O PT já perderá a maioria dos votos em Pernambuco, graças ao lançamento do ex-governador Eduardo Campos ao Palácio do Planalto. Lula promete montar acampamento em solo pernambucano para neutralizar o efeito do socialista, aproveitando-se do prestígio pessoal que tem no estado — levantamentos mostram que ele, caso disputasse o Planalto, venceria Eduardo, algo que Dilma não consegue.

O PSDB vislumbra na Bahia a porta de entrada para a Região Nordeste. Como o tucanato deve obter uma votação expressiva em São Paulo e Aécio nadará de braçadas em Minas Gerais (pelos cálculos do próprio candidato estima-se uma vantagem de uns quatro milhões de votos sobre Dilma Rousseff), uma votação mais próxima ao PT em solo baiano será um alento para as pretensões presidenciais dos tucanos.

Aécio também aposta em um desempenho melhor porque a oposição ao PT emplacou Antônio Carlos Magalhães Neto (DEM) como prefeito de Salvador. As alianças oposicionistas no estado foram todas costuradas pelo demista, com carta branca dada pelo presidenciável mineiro. Além disso, o PMDB baiano, comandado pelo ex-ministro lulista Geddel Vieira Lima, que na disputa presidencial anterior apoiava Dilma, rendeu-se ao tucanato neste ano, isolando o PT no estado.

Já o PSB, que também desembarcou da trupe petista, lançou a senadora Lídice da Mata ao Palácio de Ondina, mas aposta suas maiores fichas na eleição para o Senado. Com as bençãos de Eduardo Campos e da vice, Marina Silva, a legenda filiou a ex-corregedora do Conselho Nacional de Justiça Eliana Calmon que ganhou visibilidade ao denunciar regalias e desmandos cometidos por integrantes do Poder Judiciário.

Alfinetadas
De olho no eleitorado mais carente do estado, Aécio Neves assegurou que, caso seja eleito, manterá o programa Bolsa Família, considerado por ele essencial para o desenvolvimento do Nordeste. "Para diminuir as diferenças, você precisa tratar de forma diferente aqueles que são desiguais. E, nosso governo terá um nítido foco claro e permanente para melhorar as possibilidades de desenvolvimento e de qualidade de vida dos irmãos brasileiros que vivem no Nordeste", disse Aécio Neves, em Feira de Santana.

Aécio também cobrou apoio da base aliada ao projeto, apresentado por ele, transformando o Bolsa Família em algo perene e que será debatido amanhã na Comissão de Assuntos Sociais do Senado. "Eu tenho uma proposta no Congresso que garante que o Bolsa Família vire um programa de Estado permanente e definitivo. O PT, em vez de apoiá-lo, prefere votar contra para poder ter um programa para chamar de seu e ameaçar a população com sua extinção", acusou Aécio .

Lula saiu em defesa de sua candidata e garantiu que Dilma será reeleita, porque "é a mais preparada de todos os candidatos". E acrescentou que a vitória da petista será a desgraça da oposição. "A Dilma, além de ser uma mulher inteligente e competente, ela é uma de nós. Ela está lá porque nós quisemos e vai ficar lá porque nós queremos", disse Lula, a uma plateia de cerca de mil pessoas, em São Francisco do Conde, a 60km de Salvador.

O ex-presidente também disse que a oposição insiste em uma CPI da Petrobras porque deseja fazer caixa dois com a estatal. "Alguns aliados dizem que a CPI (da Petrobras) é para desgastar o governo. Ora, as oposições não fizeram as denúncias, foi a imprensa que, a partir do que ocorreu na Polícia Federal, mostrou os negócios que foram feitos lá", rebateu Aécio.

Já em Vitória da Conquista, Eduardo Campos afirmou que Dilma frustrou o país, lembrando que a presidente foi eleita em 2010 com a ajuda do PSB. "Votamos nela, mas ela frustrou o Brasil, pois nós sempre fomos abertos ao diálogo, sempre tivemos uma postura de respeitar a democracia. Nós pensamos no desenvolvimento econômico e a gente sempre respeitou o dinheiro público, e isso começa quando não se coloca bandido para ser auxiliar no governo", acusou, em palestra para jovens universitários e lideranças do partido.

Em 2010
Os votos na Bahia nas últimas eleições majoritárias
Eleitorado 9,54 milhões

1º turno
Dilma Rousseff (PT) 4,18 milhões
José Serra (PSDB) 1,4 milhão
Marina Silva (PV) 1,05 milhão

Cantor do Ultraje a Rigor faz críticas à militância do PT

- Folha de S. Paulo

SÃO PAULO - O vocalista da banda Ultraje a Rigor, Roger Moreira, interrompeu um show do grupo no sábado, em São Paulo, para criticar a militância política do PT nas redes sociais. "Hoje fui atacado no Twitter pela militância virtual do PT. Gente paga para militar", disse o músico. "Gente que, na impossibilidade ou incapacidade de defender suas ideias, ataca a pessoa."

As declarações ocorreram durante o show do grupo no vale do Anhangabaú. A interrupção durou cerca de três minutos e retomou uma discussão iniciada no Twitter. O ator José de Abreu havia criticado Roger por "meter pau no governo", mas "aceitar patrocínio para se apresentar no evento".

No show, o cantor se defendeu. "Quem está me pagando é o povo, do qual eu faço parte, através de um órgão do governo que, repito e enfatizo, não pertence a um partido político, ao contrário do que querem acreditar esses canalhas que me perseguem por eu exercer meu direito de pensar e me expressar livremente", disse.

Alckmin diz que Serra seria 'ótimo' vice na disputa ao Planalto

Pedro Venceslau e Victor Vieira - O Estado de S. Paulo

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou ontem que seu colega José Serra seria "um ótimo nome" para ocupar a vaga de candidato à vice-Presidência na chapa de Aécio Neves. "Seria um ótimo nome, mas quem o escolhe o vice é o candidato da aliança", afirmou o governador paulista depois de um evento em Guarulhos, na região metropolitana.

Apesar da declaração, integrantes do comando nacional do PSDB garantem que o tema nunca entrou em pauta na sigla e dizem que consideram "remota" a chance de uma aliança da dupla, que até recentemente disputava espaço dentro do partido. A bancada tucana no Congresso também nega que a tese de uma dobradinha tenha entrado em discussão. "Nunca vi esse assunto ser discutido pela bancada ou pelo Aécio", afirma o deputado Antonio Imbassahy, líder do PSDB na Câmara.

Aécio tratou de esfriar o debate ao chamar na semana passada de "especulações naturais" uma eventual escolha de Serra como companheiro de chapa. O senador mineiro, que também é presidente nacional do PSDB, disse ainda que está acompanhando "pela imprensa" os rumores. A iniciativa de acrescentar o nome de Serra na chapa tucana partiu de aliados do próprio ex-governador de São Paulo.

A prioridade do grupo de Aécio, no momento, porém, é tentar garantir o apoio do governista PP - a vaga de vice foi oferecida para a legenda. O plano B é indicar o senador paulista Aloysio Nunes para o posto. Serra não foi localizado ontem para comentar o caso.

Aécio e Serra têm uma rivalidade antiga, que surgiu quando o ex-governador paulista disputou o Palácio do Planalto nos anos de 2002 e 2010. Aliados de Serra reclamaram que o minieiro não se empenhou no projeto nacional, mantendo o foco apenas no seu projeto mineiro.

Os aliados de Alckmin tiveram o mesmo problema em 2006, quando o hoje governador de São Paulo disputou o Planalto. Naquele ano, os tucanos mineiros chegaram a incentivar o voto em Aécio para governador e em Lula para presidente.

Aécio diz que não falou com Serra sobre vice na chapa

- Folha de S. Paulo

SALVADOR - O senador e pré-candidato à Presidência pelo PSDB, Aécio Neves, desconversou ontem à noite ao ser questionado sobre a indicação do ex-governador José Serra para a vaga de vice em sua chapa.

Segundo Aécio, em sua última conversa com Serra, na quinta, ele não tratou do tema: "Não conversei com o Serra sobre isso. Nós tratamos apenas sobre todo o arco de alianças nos Estados. Esse assunto ainda não foi cogitado".

Aécio disse que a vaga do vice "continua em aberto" e citou a possibilidade de ter um nome do Nordeste: "A questão do vice continua em aberto e pode ser um nome da região, mas mais importante do que um eventual vice é que nós temos uma política para o país que passa pelo Nordeste".

Ao lado do prefeito ACM Neto, Aécio recebeu o título de cidadão soteropolitano na Câmara de Salvador. O tucano também foi a Feira de Santana.

Dilma sobe o tom contra os tucanos

Leonardo Augusto - Correio Braziliense

IPATINGA (MG) — A presidente Dilma Rousseff (PT) partiu para a ofensiva durante a assinatura de ordens de serviço para a duplicação da BR-381 ontem em Ipatinga, no Vale do Aço. Em menção direta aos tucanos, desafiou os adversários a explicarem os motivos pelos quais não iniciaram a obra no período em que governaram o país. "Aqueles que criticam qualquer atraso vão ter de responder porque nos oito anos em que estiveram à frente do país não fizeram essa rodovia", afirmou. O PSDB, com Fernando Henrique Cardoso, governou o Brasil de 1995 a 2002.

O governo federal assinou as ordens de serviço para cinco dos 11 lotes da obra, reivindicada há 30 anos. A intenção da presidente era iniciar a obra em novembro do ano passado. Dilma afirmou que acompanhará de perto a evolução do projeto. O investimento do governo federal na duplicação da BR-381, no trecho entre Belo Horizonte e Governador Valadares, será de R$ 2,4 bilhões. Segundo a presidente, o projeto poderia ter sido iniciado antes. O atraso ocorreu, conforme Dilma, porque o governo federal, que inicialmente trabalhou com a hipótese de pôr a BR-381 entre as rodovias sob sistema de concessão, desistiu da ideia por causa do preço a ser cobrado pelo pedágio, que seria muito alto.

Subsídios
Dilma, pela segunda vez em quatro dias, relembrou as declarações do concorrente Aécio Neves (PSDB) de que os subsídios dados pelo governo federal no Brasil seriam "exagerados". "Se virem alguém fazendo essa crítica, ou querem acabar com programas sociais, como o Minha Casa, Minha Vida, ou com o apoio à indústria e à agricultura", afirmou.

PSDB ressalta "enrolação"
O presidente estadual do PSDB, deputado Marcus Pestana, divulgou nota na noite de ontem criticando o anúncio da duplicação da BR-381. O tucano afirma que a presença da petista no estado deixou um "rastro de decepção" e que Dilma tenta "enrolar os mineiros" com o novo anúncio, que seria, segundo ele, motivado por interesses eleitorais. "O compromisso de fazer a duplicação foi reiterado por Dilma em sua campanha de 2010, mas ficou só na promessa. Em mais uma visita para enrolar os mineiros, a presidente da República deixou atrás de si um rastro de decepção sobre a BR-381", diz a nota.

Lula faz campanha em evento oficial na BA

- Valor Econômico

SÃO FRANCISCO DO CONDE (BA) - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem, em evento oficial do governo federal no interior da Bahia, que a reeleição da presidente Dilma Rousseff será a "desgraça" da oposição.

"Nunca vi baterem tanto na presidenta Dilma como estão batendo agora. Eles batem na Dilma porque acham que não é possível este país eleger esta mulher. E ainda mais reeleger esta mulher para a desgraça deles. É uma coisa absurda", afirmou.

Lula participou, como convidado e orador, da inauguração do campus da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), uma instituição federal, em São Francisco do Conde (60 km de Salvador).

Embora fosse um evento de governo, com presença dos ministros da Educação (Henrique Paim) e da Igualdade Racial (Luiza Bairros), havia militantes com bandeiras do PT e funcionários públicos com camisas vermelhas distribuídas pela prefeitura, de gestão do PT.

O ex-presidente deu o tom de campanha ao afirmar que Dilma irá permanecer à frente da Presidência da República. "A Dilma, além de ser uma mulher inteligente e competente, ela é uma de nós. Ela está lá porque nós quisemos e vai ficar lá porque nós queremos", afirmou o petista para cerca de mil pessoas.

Também procurou afastar a onda do "volta Lula" ao dizer que já "fez o que tinha que fazer" pelo país.

Ao lado do governador Jaques Wagner (PT), Lula elogiou o ex-presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli, hoje secretário do Planejamento da Bahia e alvo de críticas por suposta má gestão à frente da estatal. "Os adversários tentam jogar em cima dele [Gabrielli] acusações não só inverídicas, mas descabidas. E eu queria te dar os parabéns pela coragem de enfrentar este debate."

No mesmo evento, Lula recebeu título de cidadão de São Francisco do Conde.

Campos fará inflexão à esquerda para se diferenciar de Aécio

César Felício – Valor Econômico

SÃO PAULO - O pré-candidato do PSB à Presidência, o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, fará uma inflexão para a esquerda nas próximas semanas, de acordo com o coordenador executivo de sua pré-campanha, o dirigente do PSB Carlos Siqueira. Campos deverá intensificar sua agenda com representantes do que Siqueira chamou de "setores populares", como representantes de movimentos feministas, negros e da juventude, entre outros. "Será reafirmada a marca da candidatura dentro da centro-esquerda. Ele é candidato de um partido socialista. A direita tem seus próprios candidatos", disse Siqueira ao Valor Pro, serviço de informação em tempo real do Valor.

Os eventos empresariais continuam tendo destaque na agenda do pré-candidato, que se instalou em São Paulo desde que se desincompatibilizou do governo estadual na primeira semana de abril. Hoje mesmo Campos será um palestrante em dois eventos empresariais na capital paulista.

Segundo Siqueira, há uma preocupação em demarcar diferença em relação ao principal pré-candidato oposicionista, o senador Aécio Neves (PSDB-MG). O objetivo será demonstrar que o ex-governador pernambucano teria sensibilidade maior com questões sociais. Na visão da campanha, o segundo turno na eleição presidencial deste ano já está consolidado. "É patético imaginar que esta eleição se resolve em um turno só, considerando a liderança política e a avaliação de governo que Dilma tem", afirmou.

A pré-candidatura de Campos, nesta visão, alimenta-se tanto de eleitores egressos da base de apoio da presidente Dilma Rousseff quanto da de Aécio. "O eleitor dele não necessariamente é um petista desiludido. Há também tucanos insatisfeitos e não são poucos", disse Siqueira, para quem a presença da ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva como na vice na chapa não bloqueia a entrada de Campos em um eleitorado afeito ao PSDB: "A quantidade de eleitores que rejeita votar no Campos por causa da Marina na chapa é absolutamente insignificante."

O pré-candidato do PSB deve começar a reafirmar seu caráter esquerdista no momento em que a candidatura própria ao governo do Estado em São Paulo será rediscutida. Segundo Siqueira, a decisão final caberá à seção local do partido, que hoje se inclina em sua maioria para apoiar a reeleição do governador paulista Geraldo Alckmin (PSDB).

De acordo com o dirigente, aliar-se ao tucano e ficar sem palanque próprio em São Paulo "é uma hipótese, mas "há mais alternativas em análise", disse, sem antecipar qual seria o rumo paulista do partido. O PSB paulista é a maior seção estadual da sigla comandada por Campos, e se afastou de Alckmin por imposição de Marina Silva, que exige palanque próprio no Estado. O impasse fez com que o presidente local do PSB, deputado Márcio França, se lançasse para o governo estadual a contragosto, para bloquear o avanço dos aliados de Marina sobre a indicação.

No país, o grupo de Marina só tem um candidato a governador, o deputado Miro Teixeira (RJ), que está abrigado no Pros. Disputa o Senado apenas no Ceará, com Geovanna Cartaxo (PSB). Há chances de Apolo Heringer, um aliado de Marina, ser candidato a governador em Minas Gerais. O PSB no Estado havia decidido apoiar a candidatura do ex-ministro das Comunicações João Pimenta da Veiga (PSDB), mas a decisão será revista, segundo Siqueira.

São Paulo e Minas Gerais são as principais dúvidas na estrutura regional de apoios de Eduardo Campos, que está definida em apenas 17 dos 27 Estados, de acordo com Siqueira. O PSB considera resolvido o apoio à reeleição do governador tucano Beto Richa no Paraná e à eleição dos pemedebistas José Ivo Sartori (RS), Marcelo Castro (PI) e Nelson Trad (MS). O partido irá apoiar o PT no Acre, o PCdoB no Maranhão e o senador pedetista Pedro Taques no Mato Grosso, além do Pros no Rio. Firmou candidaturas próprias em Pernambuco, Bahia, Paraíba, Distrito Federal, Goiás, Espírito Santo, Ceará, Amapá e Roraima.

Ontem, em evento de pré-campanha eleitoral em Vitória da Conquista (BA), Campos voltou a afirmar que não quer o apoio "da base tradicional, atrasada, reacionária, patrimonialista", afirmou, em uma crítica que pode ser interpretada tanto contra Aécio quanto contra Dilma. "Essa gente vai estar na oposição na campanha, e, a partir de 1º de janeiro, vai estar na oposição também", disse o ex-governador.

Campos procurou na entrevista coletiva se distanciar de Aécio. "Nossa candidatura tem compromissos históricos diferentes da candidatura do PSDB. Nossa forma de pensar o mundo não é a mesma que eles têm", disse Campos, que admitiu entretanto alianças locais. "Os arranjos regionais nem sempre guardam a mesma regra. Há certas circunstâncias que temos que respeitar", disse.

Na Bahia, tucano afirma compromisso pelo social

- Valor Econômico

SÃO PAULO - Em visita a Feira de Santana, no interior da Bahia, o pré-candidato do PSDB ao Planalto, o senador mineiro Aécio Neves, afirmou ter compromisso com as camadas mais pobres da população e com a redução das desigualdades regionais. Reduto eleitoral do PT, a região Nordeste é onde os tucanos tradicionalmente têm baixa votação na disputa presidencial.

Aécio defendeu o Bolsa Família e prometeu que "para diminuir as diferenças, eu gostaria de tratar de forma diferente aqueles que são desiguais". "O Nordeste é prioridade para qualquer governo", disse.
O tucano citou os investimento feitos no período em que foi governador de Minas (2002-2010) no Vale do Jequitinhonha, cujo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), lembrou, se assemelha à média do Nordeste. "Quando terminei os meus oito anos de governo, tínhamos gasto três vezes mais por pessoa nessa região do que nas regiões mais ricas do Estado", afirmou.

O presidenciável garantiu que o Bolsa Família não será extinto, caso vença a eleição, e citou o projeto de sua autoria que propõe a inclusão do programa de transferência de renda na Lei Orgânica da Assistência Social. Isso, afirma, transformaria o Bolsa Família em um programa de Estado, definitivo.

"[Assim] ninguém vai poder utilizá-lo como terrorismo eleitoral. [O PT] prefere votar contra [o projeto] para ser um programa para chamar de seu e toda véspera de eleição ameaçar a população, o beneficiado principalmente, com a sua extinção", disse.

Grevistas e operários protestam

• Professores e rodoviários cruzam os braços no Rio de Janeiro. Em Suape (PE), trabalhadores demitidos se revoltam

- Correio Braziliense

A semana começou com protestos de categorias profissionais no país. No Rio de Janeiro, professores e rodoviários entraram em greve. Em Pernambuco, trabalhadores da petroquímica de Suape depredaram ônibus e pararam o trânsito. A exemplo do que ocorreu na última quinta-feira, quando houve manifestações simultâneas em pelo menos oito cidades, os brasileiros continuam indo às ruas para ameaçar greve ou pedir políticas públicas de qualidade.

No Rio, terminou sem acordo uma audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), na tarde de ontem, entre patrões e rodoviários. A categoria decretou greve de 48 horas, a partir de hoje, colocando a população em alerta — na última quinta-feira, houve depredação de mais de 400 coletivos e muito tumulto durante uma paralisação dos trabalhadores. Terminado o encontro na Justiça, o grupo fez uma passeata pelo centro da capital fluminense. Eles interditaram a pista central da Avenida Presidente Vargas, por volta das 18h, quando o trânsito no local se intensifica.

Os grevistas não aceitam o aumento de 10% oferecido pelo sindicato das empresas de ônibus (Rio Ônibus), durante uma negociação em abril. Eles reivindicam um reajuste de até 40%. Para evitar mais protestos violentos, como os registrados na semana passada, o governo municipal garantiu que policiais militares estarão na saída das garagens dos quatro consórcios de ônibus e em alguns terminais estratégicos. A ideia é garantir que os profissionais que não aderirem à greve possam trabalhar. As medidas se integram a um plano de contingência que a prefeitura do Rio apresentou ontem.

O Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe) decidiu não comparecer hoje à audiência no Supremo Tribunal Federal (STF), marcada pelo ministro Luiz Fux. O objetivo do encontro era tentar evitar a greve que começou ontem. O ministro interviu para tentar garantir o cumprimento do acordo firmado entre o Sepe e os governos estadual e municipal em outubro do ano passado, e que, segundo a categoria, não vem sendo honrado. As secretarias municipal e estadual de educação do Rio confirmaram a presença dos secretários na reunião.

Mas, segundo Suzana Gutierrez, uma das coordenadoras do sindicato, a ida à audiência precisava ser aprovada em uma assembleia, e a próxima reunião dos docentes e funcionários das escolas estaduais e municipais será na quinta-feira. "Ir ou não é uma decisão que a categoria deve tomar, e nossa próxima assembleia é só no dia 15. Não tínhamos como marcar uma assembleia extraordinária para decidir isso porque, num momento de greve, só uma assembleia pode marcar outra", afirma Suzana. Ela informou que a categoria manterá os braços cruzados.

Depredações
Em Pernambuco, um grupo de trabalhadores da petroquímica de Suape interditou por mais de cinco horas uma via que dá acesso ao Complexo Industrial de Suape. Houve ataques a quatro ônibus e depredação de um quinto coletivo em Ipojuca, região metropolitana do Recife. Cerca de 300 operários participaram dos atos.

A polícia e os manifestantes entraram em confronto. Seis pessoas acabaram detidas. De acordo com líderes do protesto, a manifestação foi feita porque parte dos trabalhadores da Emtep, uma empresa que presta serviços à petroquímica, foi demitida na semana passada sem ter recebido as verbas indenizatórias. Os que não foram demitidos reclamam que o salário de maio está atrasado.

Solidariedade formaliza apoio a Aécio e oferece vice para chapa

• Na entrada do evento, totem com críticas a Dilma: frase ‘O PT afundou a Petrobras’ estampa latões que imitam barris de petróleo

Júnia Gama – O Globo

BRASÍLIA - Em um ato marcado por ataques à presidente Dilma Rousseff, o partido Solidariedade formalizou nesta terça-feira o apoio à candidatura do senador Aécio Neves (PSDB-MG) à Presidência da República. O partido, criado no final do ano passado após um rompimento do deputado Paulinho da Força com o governo, é o primeiro a realizar um evento para anunciar que estará com o tucano nessas eleições.

Na cerimônia, ocorrido em um hotel em Brasília, Paulinho da Força “ofereceu” o nome do presidente da Força Sindical, Miguel Torres, para ser vice de Aécio. O senador mineiro, no entanto, repetiu o que vem dizendo sobre os demais candidatos a vice em sua chapa: a decisão só será tomada em junho, em um acordo feito com todos os partidos da aliança.

— Política é a arte de administrar o tempo. Eu não tenho pressa. No tempo certo, antes da nossa convenção em 14 de junho, teremos uma definição da chapa, a partir de um entendimento da aliança, não apenas do PSDB. Vamos ter alguém que possa nos ajudar a construir uma bela vitória. O presidente da Força Sindical é um nome extremamente qualificado, será avaliado pelo conjunto dos partidos que fazem parte dessa aliança. Fico muito honrado de ter mais esse nome para ser avaliado pelos conjuntos do partido – apontou Aécio.

Paulinho da Força sinalizou que a apresentação do nome de Miguel é mais simbólica do que a delimitação de um espaço pelo qual o Solidariedade pretende brigar. Além de Miguel, outros cinco nomes são cotados para compor com Aécio: os senadores Aloysio Nunes (PSDB-SP), José Agripino (DEM-RN) e Ana Amélia (PP-RS), a deputada Mara Gabrilli (PSDB-SP) e o ex-governador de São Paulo José Serra.

– Sei que tem vários pretendentes a ser candidato a vice com você, inclusive o senador Aloysio Nunes, que está aqui do lado, mas quero te apresentar também o Miguel Torres. Mas, não vamos fazer guerra com isso, é um nome para você apreciar – anunciou o deputado, durante o evento.

Crítica a Dilma na porta do evento
Um totem montado com latões imitando barris de petróleo com os dizeres “caixa 2, Petrobras, corrupção” e a imagem no alto da presidente Dilma Rousseff, trajada com o macacão da estatal, estão na porta no hotel San Marco onde será realizado o ato promovido pelo Solidariedade (SDD) para oficializar apoio ao pré-candidato Aécio Neves (PSDB).

Para o evento são esperadas lideranças dos partidos simpatizantes da candidatura tucana. Nos barris estão estampadas as frases: “O PT afundou a Petrobras” e Pasadena, Dilma assina a compra”.

Dora Kramer: Reserva de mercado

- O Estado de S. Paulo

Sempre tão atentos e reverentes a pesquisas de opinião, os partidos e os políticos têm uma impressionante capacidade de se manter alheios aos crescentes índices de rejeição à obrigatoriedade do voto, exigência com a qual o Brasil se alinha a uma minoria de países, inclusive na América do Sul.

Por que voltar ao assunto agora? Para juntar dois fatos: uma pesquisa do instituto Datafolha publicada neste domingo e a recorrente proposta de reforma política feita diante de toda e qualquer crise. Mesmo daquelas atinentes à ausência de compostura das pessoas, mal que as regras por si só não dão conta de corrigir.

A consulta mostra que 61% dos pesquisados são contrários ao voto obrigatório, enquanto 38% são a favor. Há dois anos, havia um empate: 48% eram contra e 48% favoráveis.

Em 2008, 53% apoiavam a obrigatoriedade e 43% preferiam que o voto fosse facultativo. A tendência se inverteu de maneira acentuada e, ainda assim, o tema é solenemente ignorado nos debates sobre reforma política.

Há propostas no Congresso para instituir o facultativo, mas tirando seus autores e uns poucos defensores, são solenemente ignoradas pela ampla maioria de partidos de todas as correntes. O argumento mais comum é o de que o voto obrigatório é uma garantia democrática.

Não resiste à confrontação com a realidade vigente na maioria das nações democráticas. Pela trajetória descendente da satisfação do brasileiro em ter seu direito de votar transformado em imposição do Estado, trata-se de uma assertiva na contramão dos anseios do eleitorado.

Para contraditar há uma teoria corrente não só entre políticos, mas também entre acadêmicos, juristas e curiosos em geral, segundo a qual nesse assunto o público não sabe o que diz.

Engraçado, tomam-se como verdadeiros todos os demais itens da lista escolhida por especialistas para integrar a reforma política, mas quando se trata de considerar a opinião do eleitor a respeito de seu ato individual e sagrado, não vale.

As justificativas são várias, mas a mais cínica reza que o povo brasileiro ainda não teria atingido o estágio de educação e consciência suficiente para conquistar o direito ao exercício do discernimento. Isso é dito assim como se fosse uma argumentação robusta e bastante lógica. Lamentavelmente, seus autores não informam de que maneira seria medido esse momento glorioso nem indicam a que tribunal seria submetido o eleitorado para o julgamento sobre o alcance e o preparo para a conquista da independência.

A solução por ora encontrada é fingir que a questão não existe, não tem relevância ou que guarda relação com uma insatisfação (temporária?) generalizada com a política e as instituições - talvez a ser resolvida com a reforma política.

A descrença de fato pode ser um dos motivos. Mas a desatenção, o menosprezo a algo que aparece na pesquisa como causa de desconforto é parte da descrença, pois não?

Quem sabe o eleitorado esteja, ao contrário do que pensam os sabidos, cada vez mais consciente. Convicto de que o voto é um direito e que tem sido imposto como obrigação sem que os eleitos se vejam obrigados a corresponder minimamente às expectativas dos representados.

A prova de que não ouvem é que simplesmente ignoram um tema tão diretamente relacionado à vontade do eleitor como a forma do voto.

A chance de que os candidatos à Presidência tratem do assunto é nula, porque o problema não é de consciência nem de educação, muito menos de defesa da democracia: é medo de perder a garantia da reserva de mercado. Nisso não falam, mas há consenso tácito.

Crescerá substancialmente a abstenção? Sem dúvida, uma vez facultado o direito de não votar, os candidatos, os representantes, os governantes terão de mudar radicalmente o comportamento para motivar o cidadão brasileiro ir às urnas com vontade de acertar.

Essa é a obra necessária e à qual ninguém se dispõe a dar as mãos.

Eliane Cantanhêde: De bruxas e monstros

- Folha de S. Paulo

O que têm em comum quem põe na internet o desenho falado de uma "bruxa" e quem usa as redes sociais para chamar o presidente do STF de "monstro"?

Um brinca com coisa séria. O outro é um militante que --seria só por "amor à causa"?-- aderiu ao vale-tudo. E ambos são igualmente covardes que se escondem no anonimato para caluniar, mentir, incitar. E, por isso, são de alta periculosidade.

A "brincadeira da bruxa" excitou a ignorância e a loucura de uma comunidade que passará décadas tentando entender como cidadãos até então normais puxaram pelos cabelos uma moça inocente e indefesa, jogaram-na no chão, amarraram-lhe as mãos e a mataram a pauladas. Ela morreu sem entender sequer por quê.

E o risco da incitação contra o "monstro"? Com o país fervendo com linchamentos, assaltos, balas perdidas e protestos por toda parte, tudo pode acontecer. A diferença é que o ministro Joaquim Barbosa sabe exatamente que tipo de gente está por trás e por que está sendo perseguido.

Segundo a revista "Veja", a PF anda atrás de quem posta coisas assim: "Joaquim Barbosa deve ser morto. Ponto final". E até já localizou o autor de um texto meigo que chama o ministro de "desgraçado", que "vai morrer de câncer ou um tiro na cabeça". É um ativo integrante da Comissão de Ética (?!) do PT no Rio Grande do Norte. Haja ética!

É estarrecedor, mas não surpresa. Basta buscar na mesma "Veja" uma informação de fevereiro de 2013: um assessor do ministro Gilberto Carvalho --frise-se: do Planalto-- viajou a Cuba, com tudo pago pelo governo brasileiro, para fazer um curso sobre técnicas de... "ciberguerra"! Decifrando, "novas formas de comunicação de rede e batalhas políticas".

Não que seja uma exclusividade petista, ao contrário, mas esse tipo de gente usa os fantásticos recursos da internet para agredir, deturpar, transformar mentiras em verdades e criar bruxas e monstros. Um legado e tanto para as novas gerações.

Luiz Carlos Azedo: Firme, ma non troppo

• A deriva do PMDB ocorre numa situação em que a presidente Dilma não tem como cobrar fidelidade maior da legenda, porque, no apoio à reeleição, do ponto de vista formal, o mais importante é o tempo de televisão

- Correio Braziliense

O PMDB continua firme com a presidente Dilma Rousseff, ma non troppo. A expressão musical nas partituras significa que o andamento da comunicação deve ser allegro (rápido), mas de forma moderada, com pulsação entre 90 e 120 batidas por minuto. Ou seja, os caciques da legenda começam a apoiar Dilma com certa cautela e mandam sinais de fumaça para o senador Aécio Neves (MG) e para o ex-governador Eduardo Campos (PE), pré-candidatos do PSDB e do PSB, respectivamente. Não vão para o tudo ou nada, mais ou menos como já disse, certa vez, o senador Eunício Oliveira (PMDB-CE) sobre um colega em apuros: "Vou até a beira do túmulo, mas não pulo dentro da cova".

O cientista político Murillo Aragão, da Arko Advice, cita o caso do presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), pré-candidato a governador do Rio Grande do Norte, que abriu ainda mais o leque de alianças com adversários da presidente Dilma Rousseff: depois do PSDB, de Aécio Neves, e do PSB, de Eduardo Campos, Henrique Alves terá na coligação o PSC, que tem o Pastor Everaldo como candidato à Presidência da República. O acordo foi fechado durante encontro evangélico da Convenção Estadual das Assembleias de Deus, em Natal. "Esse modelo de alianças do PMDB reflete a insegurança do partido com a candidatura de Dilma diante das recentes pesquisas, que apontam para uma disputa no segundo turno", avalia Aragão.

Desembarques
"Teremos o apoio do PSB de Eduardo Campos, do PSDB do Aécio e do PSC do Everaldo. Todos serão importantes na nossa caminhada e terão também o nosso respeito às candidaturas dos respectivos partidos, mas sabendo do nosso compromisso nacional com a presidente Dilma e com o nosso vice Michel Temer. Tudo às claras, ética e politicamente responsável", justifica Alves. A situação não para aí. O próprio vice-presidente Michel Temer comanda uma operação para desembarcar da candidatura mais querida do Palácio do Planalto, a da senadora Gleisi Hoffman (PT) ao governo do estado do Paraná.

A ex-ministra da Casa Civil, que hoje atua como porta-voz informal da presidente Dilma Rousseff no Senado, ofuscando o líder do governo, Eduardo Braga (PMDB-AM), contava com o apoio do PMDB para formar uma poderosa aliança contra a reeleição do governador tucano Beto Richa. Temer puxou o freio de mão e orientou o senador peemedebista Roberto Requião, ex-governador do estado, a considerar seriamente a candidatura ao governo do Paraná. A propósito de Temer, a pré-candidatura do presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, Paulo Skaf, pelo PMDB, vai de vento em popa. Na semana passada, com o apoio de Michel Temer, Skaf fechou o apoio do Pros, o que lhe garante mais tempo de televisão e complica ainda mais a vida do pré-candidato petista ao Palácio dos Bandeirantes, o ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha.

A deriva
As dificuldades com o PMDB já não eram pequenas, por causa de outros conflitos regionais de Pernambuco, Bahia, Rio Grande do Sul, Mato Grosso e outros estados, mas se agravam por causa do Rio de Janeiro e do Ceará. Os dois últimos são muito cabeludos, por causa das disputas locais com o PT. Líder nas pesquisas de opinião, Eunício Oliveira não abre mão do apoio do PT a sua candidatura ao governo do Ceará e ameaça rever as alianças no estado, se aproximando do ex-senador tucano Tasso Jereissati. No Rio de Janeiro, apesar da boa relação do governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) com a presidente Dilma Rousseff, o presidente do diretório regional, Jorge Picciani, já embarcou de mala e cuia na campanha de Aécio Neves.

A deriva do PMDB ocorre numa situação em que a presidente Dilma Rousseff não tem como cobrar fidelidade maior da legenda, porque o apoio à reeleição, do ponto de vista formal, é o mais importante, pois lhe garante tempo de televisão. Mas, ao acenar para os candidatos de oposição nos estados em que tem candidato próprio, o PMDB abre espaço para uma futura cristianização de Dilma; diga-se de passagem, com a ajuda do PT, que acirra os conflitos locais e joga os caciques peemedebistas nos braços de Aécio Neves e Eduardo Campos.

Raymundo Costa: PSB tenta escapar da polarização PT-PSDB

• Oposições não capitalizam desejo de mudanças

- Valor Econômico

O alto comando do PSB se reúne hoje em Brasília, num momento em que as pesquisas de opinião desenham os contornos de uma nova eleição presidencial polarizada entre PT e PSDB. Espera-se por uma inflexão à esquerda da campanha do candidato Eduardo Campos, sem descuidar do discurso de oposição ao governo da presidente Dilma Rousseff e da demarcação de diferenças com o senador e pré-candidato do PSDB, senador Aécio Neves. A terceira via, tudo indica, encontra dificuldades para se posicionar na corrida sucessória.

Não chega a ser novidade. Mas deveria acontecer mais tarde, na campanha propriamente dita. Todos os que estiveram na mesma posição, nas últimas eleições, enfrentaram os mesmos obstáculos. Ciro Gomes (PPS), em 2002, e Marina Silva (PV), em 2010, saíram de Estados pouco expressivos em termos de contingente eleitoral - respectivamente o Ceará, que detém pouco mais de 4% do eleitorado nacional, e do Acre, com menos de 1%. Para efeito de comparação, o senador Aécio Neves já entrou na disputa de 2014 contando com a retaguarda do segundo maior colégio do país, Minas Gerais e seus mais de 15 milhões de eleitores.

Ciro Gomes, em 2002, foi quem chegou mais perto de romper a lógica bipolar das eleições presidenciais, mas perdeu fôlego na campanha, quando já havia ultrapassado o tucano José Serra na preferência do eleitorado, segundo as pesquisas de opinião. Ciro acabou a disputa em quarto lugar, atrás inclusive de Anthony Garotinho (PDT), abatido por uma série de erros que cometeu na campanha. Mas sua candidatura serviu para deixar claro que havia espaço para outra opção, além de PT e PSDB.

A exemplo de Ciro Gomes, o ex-governador Eduardo Campos também vem de um Estado, Pernambuco, sem grande força eleitoral - cerca de 5% do eleitorado nacional, de acordo com os dados da Justiça Eleitoral referentes ao ano de 2013. Seu partido, o PSB, dispõe de uma infraestrutura maior que o PPS de Ciro em 2002, mantém cinco dos seis governadores que elegeu em 2010 (o desfalque é Cid Gomes, do Ceará, mudou para o Pros), prefeitos nos 27 Estados e no DF e 25 deputados federais, mas nada comparável com o poderio do PSDB, que entrou na campanha com os governadores de São Paulo (23% do eleitorado) e Minas.

O candidato do PSB perde de Dilma e Aécio em outros dois aspectos importantes na logística de uma campanha: grandes palanques regionais e tempo de rádio e televisão no horário eleitoral gratuito. Mas está na disputa em pelo menos em outros dois desses aspectos: financiamento (se não for engolido por PT e PSDB) e campanha nas redes sociais.

Sem partido nem palanques regionais, mas com algum financiamento e redes sociais, a ex-senadora Marina Silva conseguiu 20% dos votos na eleição de 2010 - precisava tirar pouco mais da metade diferença em relação a José Serra, que teve 32%, para passar de turno. Marina ganhou a eleição ou teve bom desempenho em colégios eleitorais importantes como Belo Horizonte, de onde saiu com 560 mil votos contra 434 mil de Dilma Rousseff e 389 mil de José Serra. Para escapar da inércia PT-PSDB, Campos deve formar um palanque em Minas.

A avaliação da cúpula do PSB é que a conjuntura parece mais favorável à terceira via que no passado recente. A pesquisa divulgada na semana passada pelo Datafolha, por exemplo, registra que 74% dos eleitores, ou seja, mais de dois terços dos entrevistados, quer mudanças no governo. Correto. Mas também é certo que até agora a oposição não conseguiu a adesão dos descontentes registrados pelas pesquisas.

A polarização PT-PSDB parece algo anacrônico, vista nos dias de hoje. Cerca de 42% da população não era nascida em 1990 e tem pouca informação sobre a superinflação ou o governo Fernando Henrique Cardoso, ainda a principal referência do discurso eleitoral do PT. Houve também redução da tensão social e crescimento do emprego e renda, o eleitor parece mais exigente. O desafio da terceira via de Eduardo Campos estará na capacidade de traduzir corretamente a vontade das ruas e atrair esse contingente que manifesta o desejo de mudar.

O PMDB foi o partido da redemocratização do país, fez a transição entre a ditadura militar e o regime civil, já se vão 29 anos. No governo José Sarney foram legalizados os partidos políticos extintos pelos generais e convocada a Assembleia Constituinte que escreveu a Carta de 1988. O PSDB foi o partido responsável pela estabilização da economia, após uma série de tentativas frustradas para domar a superinflação. O PT assumiu em 2002 e comandou a redução das desigualdades sociais.

A pergunta a ser feita é se esses partidos ainda têm algo mais a oferecer ou se esgotaram a ponto de tornar viável a chegada ao poder da via alternativa. Por enquanto, a despeito do sentimento de mudança detectado nas pesquisas de opinião, a disputa sucessória de 2014 está outra vez caminhando na direção de PT e PSDB. Para se tornar em uma nova opção para o eleitor, o PSB precisa se posicionar e encontrar uma identidade que o distinga do PSDB e do PT aos olhos do eleitor.

Segundo Carlos Siqueira, secretário-executivo do PSB, "é autoritária" a exigência de que Eduardo Campos tenha desde já um discurso pronto e acabado. "Ele será construído durante a campanha", diz. Siqueira ressalta que Eduardo Campos é conhecido por apenas 25% do eleitorado, enquanto o índice de Aécio chega a 60% e o de Dilma, a quase 100%. Ele aposta que a mensagem do candidato será transmitida e entendida no momento oportuno, o início oficial da campanha, a partir de julho, e o horário eleitoral gratuito, em agosto.

Se Eduardo Campos passar para o segundo turno, fará história. Será o primeiro a quebrar a lógica da polarização, desde 1994. Se parar nos mesmos obstáculos que derrubaram os outros candidatos à terceira via, restará se posicionar num segundo turno que provavelmente será entre PSDB e PT. Ao dizer que o "PSDB sabe que já tem o cheiro da derrota no segundo turno", pelo menos sua candidata a vice, Marina Silva, já se posicionou.