O Globo
Candidato à reeleição possui 44% das intenções de voto em disputa contra o senador, que marca 39%; na sondagem anterior, petista aparecia com 45%, contra 37% do filho do ex-presidente
Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta
quarta-feira mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da
Silva (PT) segue liderando todos os cenários testados de segundo turno nas
eleições. Na disputa com o senador Flávio Bolsonaro (PL), seu principal
adversário na corrida ao Planalto, o petista aparece com 44% das intenções de
voto, contra 39% do filho do ex-presidente Jair
Bolsonaro (PL). O cenário representa uma oscilação positiva para
Flávio, que, na
sondagem anterior, perdia por 45% a 37%, embora os dados variem dentro da
margem de erro de dois pontos percentuais.
É a oitava pesquisa do instituto no ano para as eleições de outubro — e a primeira da empresa depois das convenções que escolheram os candidatos a presidente, do novo tarifaço de Donald Trump, da reconciliação entre Flávio e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de autorizar novas investigações contra Lulinha, filho de Lula.
Desde julho, Lula perdeu apoio sobretudo
entre os independentes (40% a 33%), eleitores que não se associam à esquerda ou
à direita. O petista lidera o cenário de segundo turno contra Flávio com folga
no Nordeste (64% a 25%); entre os eleitores pretos (61% a 22%); entre os
beneficiários do Bolsa Família (62% a 26%); entre os votantes com Ensino
Fundamental (55% a 30%); e aqueles que recebem até dois salários mínimos (54% a
30%). Já Flávio aparece muito à frente do candidato à reeleição no Sul (56% a
29%); entre evangélicos (48% a 33%); entre eleitores com Ensino Superior (45% a
34%); entre os eleitores brancos (46% a 36%); e entre os que ganham mais de
cinco salários (44% a 36%).
Segundo os dados, se a eleição fosse hoje,
Lula superaria o candidato do PSD, Ronaldo
Caiado, por 45% a 37%, e o nome do Novo, Romeu Zema,
por 46% a 34%. A sondagem aponta variação dentro da margem de erro nos dois
cenários de segundo turno. Numericamente, o ex-governador de Goiás reduziu em
um ponto a diferença para o atual presidente, que, por sua vez, abriu 12 pontos
contra o ex-governador de Minas Gerais. Contra Renan Santos,
candidato à Presidência pelo Missão, Lula lidera por 45% a 35% (em julho, 45% a
33%).
O levantamento foi realizado entre os dias 31
de julho e 3 de agosto, com 2.004 entrevistas. A margem de erro é de dois
pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A
pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-06591/2026.
Primeiro turno
No primeiro turno, Lula mantém a liderança,
com oscilação de um ponto para baixo. Ele aparece com 39% das intenções de
voto, contra 30% de Flávio, que fica em segundo lugar. Na divulgação anterior,
em junho, o
petista tinha 40%, e o senador, 28%.
Quatro pré-candidatos — Clariana Barão (DC),
Edmilson Costa (PCB), Hertz Dias (PSTU) e Leonardo Avalanche (PRTB) — não
pontuaram. Indecisos são 10%, e eleitores que declaram voto em branco, nulo ou
não vão votar somam 8%.
Lula (PT): 39%
Flávio Bolsonaro (PL): 30%
Ronaldo Caiado (PSD): 4%
Renan Santos (Missão): 4%
Romeu Zema (Novo): 2%
Cabo Daciolo (Mobiliza): 1%
Augusto Cury (Avante): 1%
Samara Martins (UP): 1%
A escolha de voto é definitiva para 69% dos
brasileiros, quatro pontos acima do que foi registrado no levantamento anterior
(65%). Aqueles que afirmam ainda poder mudar de voto são 31% — em meados de
julho, eram 35%.
Rejeição
Flávio é o candidato com maior rejeição entre
os testados nesta rodada da Genial/Quaest. O senador é rejeitado por 54% dos
eleitores no momento, num recuo de três pontos percentuais desde a última
divulgação, quando 57% afirmaram que o conheciam e não votariam nele.
Lula vem em seguida, com 52%. Os dados desta
Quaest interrompem a tendência de queda dos últimos meses neste número. Em
junho, o petista era rejeitado por 53% da população, taxa que era de 55% em
abril. Na sondagem anterior, era de 50%.
Aprovação do governo
A Genial/Quaest também mostra que Lula é
aprovado por 48% dos brasileiros, contra 47% que desaprovam a atual gestão. Os
dados não variaram desde o levantamento anterior, quando, pela
primeira vez desde dezembro de 2024, o índice positivo foi numericamente
superior.
Sobre esse tema, 5% não sabem ou não
responderam. Em junho, o governo era aprovado por 47%. Já em maio, a aprovação
era de 46%, contra 49% que desaprovavam.
A aprovação do governo Lula recuou para além
da margem de erro entre os independentes, que não se associam à esquerda nem à
direita (de 45% a 42%). A desaprovação subiu entre os eleitores que recebem
mais de cinco salários mínimos (54% a 58%). No entanto, a aprovação do petista
subiu cinco pontos no Nordeste, de 61% a 66%.
Além disso, para 55%, Lula não merece mais
quatro anos como presidente — o patamar era de 51% em julho. A parcela de
entrevistados que disse que o petista merece, sim, um novo mandato recuou de
45% a 41%.
Avaliação do governo
Em relação à avaliação do governo, o cenário
também é de estabilidade. Segundo a Quaest, 36% consideram o trabalho como
sendo positivo, contra 26% que avaliam ser regular. O percentual negativo, por
sua vez, também é de 36% — em julho de 2025, era 40%.
Em um recorte de um ano para cá, o pior cenário ocorreu em março deste ano, quando a avaliação negativa alcançou 43%. À época, somente 31% consideravam o trabalho como sendo positivo, contra 25% que avaliavam ser regular.

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