domingo, 2 de agosto de 2026

A Indústria Mundial de Petróleo e a Cultura da Paz, por George Gurgel*

Devemos compreender o Mercado, o Estado e a Sociedade em geral de uma maneira sistêmica, em diálogo e conflito, permanentemente.

Por exemplo, argumentamos   que   a Paz é uma variável fundamental a ser considerada nas relações internacionais, inclusive em relação a indústria petrolífera. A indústria petrolífera impacta a cada um de nós como humanidade que direta ou indiretamente participa do amplo fluxo desta indústria. 

Tenho colocado, onde posso alcançar, que a Paz é o fundamento da sustentabilidade humana no planeta.

Portanto, no cenário internacional, histórico, atual e em perspectiva, da Indústria Mundial de Petróleo, uma boa parte dos conflitos   foram e continuam sendo gerados em torno das reservas, produção e distribuição de Petróleo e de Gás Natural. 

Quem se apropriou e se apropria da renda petrolífera, inclusive manu-militare, eis a questão!

Como as economias internacional e nacionais, inclusive a brasileira, vêm discutindo a indústria petrolífera, os seus desafios e os seus conflitos?

A ONU, a Organização Mundial de Comércio e a própria OPEP, entre outros, discutem de uma maneira adequada a questão?

Quais são as variáveis a serem consideradas no cenário imediato e futuro da Indústria petrolífera e, a realidade do Brasil nesse contexto?

O que deve permanecer e o que deve ser mudado?

Como as guerras e os conflitos regionais em andamento, particularmente no mundo árabe, com a participação direta dos EUA, da China, da Rússia da Comunidade Europeia e as mudanças climáticas interferem na política petrolífera e na própria economia mundial?

Atualmente, o Estreito de Ormuz é a mais perfeita tradução do nosso argumento, da nossa trágica realidade. 

Até quando a ONU e a sociedade mundial vão permitir o sofrimento do povo árabe e do Irã, em tempo real, invadindo as nossas casas e as nossas mentes?

Qual o limite da barbárie, acompanhada em tempo real pela maioria da humanidade?

Como enfrentar essa trágica e complexa realidade?

Quais as alternativas?

São desafios históricos que continuam atuais na perspectiva de uma nova economia, com mais inclusão social e ambiental, particularmente, com uma melhor distribuição da renda petrolífera, preservando os valores que nos faz humanidade, colocando a Paz como fundamento da sustentabilidade humana no planeta. 

Estamos desafiando-as!

*George Gurgel, Dr. Sc. Diretor do Instituto Politécnico da Bahia. 

Nenhum comentário: