Folha de S. Paulo
Estudo lembra como a selvageria parlamentar,
administrativa e ambiental mata muito
O governo tem um "Atlas Digital de
Desastres", com números de mortes e prejuízos por desastres chamados de
"naturais", similares e conexos, de 1991 a 2022.
O pior ano teria sido 2011, quando 957
pessoas perderam a vida, 955 delas por causa de "chuvas intensas",
com 553 mil desabrigados e desalojados. A maioria morreu em Nova Friburgo
(420), Teresópolis (355) e Petrópolis (71), na serra do Rio de Janeiro. Em
2022, foram-se 397 pessoas, 395 por "chuvas intensas".
Entendidos acham que os dados são subestimados, bidu. A subestimação maior, porém, deve ocorrer porque morre muito mais gente pelo efeito difuso da combinação de ruína climática com a incompetência e a crueldade nacionais.
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