Correio Braziliense
'Às velhas formas de supressão das liberdades
vem se somar agora a estratégia do iliberalismo, promovida pela ultra direita
internacional. Nela, a democracia é corroída por dentro'
No Ocidente, que é onde minha vista alcança,
a questão da liberdade nesses tempos remete sobretudo ao medo. Como o professor
Sul-coreano-alemão, Chul Han, descreve, “a liberdade não é possível onde reina
o medo. Medo e liberdade se excluem mutuamente”. O medo aprisiona a sociedade.
Contraposto ao espírito da esperança, sobretudo à esperança ativa, comprometida
com movimentos de busca do progresso, ele a deixa em permanente quarentena
(Byung-Chul Han, 2023).
Por certo, isso não signica esquecer o fato de que há diversos países no hemisfério que enfrentam essa questão na dimensão mais concreta, dura, primitiva - de histórica privação de liberdades públicas. Países onde nunca houve instituições propriamente democráticas, a exemplo entre outros de Zimbábue, Ruanda, Gabão ou Burundi. Outros há em que elas existiram mas foram interrompidas por revoluções autodenominadas democratizantes, mas que se corromperam em regimes autoritários como Cuba, Venezuela e Nicarágua.















.jpg)

.jpg)















