A morte do ministro Teori Zavascki, relator dos processos da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, deu azo a todo tipo de especulações sobre o futuro da operação e a teorias da conspiração sobre suposto atentado patrocinado por empresários e políticos encrencados no escândalo. Afinal, o magistrado estava às vésperas de tornar públicas as delações premiadas de 77 executivos da Odebrecht, que presumivelmente acusam de corrupção dezenas de políticos. É em horas graves como essa que a razão deve prevalecer sobre o oportunismo e a histeria, que só favorecem os que têm agenda própria, muito distante do interesse nacional.
O ministro Teori Zavascki, embora ocupasse função importante na tramitação dos casos da Lava Jato, por ser responsável pelo relatório que servirá de baliza para a decisão do Supremo, não era senão um dos 11 votos daquele colegiado. Cada um dos ministros, quando os casos forem a plenário, vai votar ou com o relator ou contra suas conclusões, prevalecendo no final a opinião da maioria.

















