O Globo
Ex-assessor de Lula concluiu que o ambiente
era propício — e os incentivos para transgredir superavam com folga os freios
Por que as pessoas se suicidam? Por que têm filhos? Por que cometem crimes? O economista Gary Becker se fez todas essas perguntas para, a partir delas, construir modelos matemáticos capazes de gerar previsões. Interessava-lhe, sobretudo, a natureza humana — e como os humanos fazem escolhas. A resposta que formulou para a última questão — por que alguém comete um crime? — foi um dos eixos da obra que lhe rendeu o Prêmio Nobel de Economia, em 1992. No modelo de Becker, três fatores influem na decisão de infringir a lei: o benefício desejado, a probabilidade de ser apanhado e a punição prevista. Quanto maiores o risco e o castigo, menor o incentivo para perseguir o benefício. Mas, se o benefício é grande e as chances de ser pego pequenas, o tamanho do castigo perde importância.






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