Pâmela Dias / O Globo
Docentes paralisam atividades em estados das cinco regiões em busca de melhorias na remuneração
Dezenas de universidades, institutos e
centros de ensino técnico federais entraram em greve nesta segunda-feira,
tornando-se o novo problema a ser contornado pelo Ministério da Educação. Como
pano de fundo para a paralisação de atividades por tempo indeterminado, estão
insatisfações com a discussão salarial para servidores federais e melhoria nos
benefícios, hoje os menores entre o funcionalismo federal, ante posição
refratária do Executivo à proposta de entidades.
No primeiro dia, houve interrupção de
atividades em ao menos 18 instituições com paralisação de professores, segundo
o Sindicato Nacional dos Docentes do Ensino Superior (Andes). Entre as unidades
com adesão ao movimento, estão a Universidade de Brasília (UnB), a Universidade
Federal da Integração Luso-Afro Brasileira, no Ceará, e as universidades
federais do Maranhão e do Pará. Segundo um levantamento feito pelo g1 nesta
segunda-feira junto a movimentos de docentes, pelo menos 48 universidades, 71
institutos e um campus do Colégio Pedro II estão parcial ou totalmente parados.
Em comunicado, a Andes afirmou que o governo
tentou restringir a greve “ao declarar que, durante o processo de negociação,
qualquer interrupção (parcial ou total) de serviços públicos resultaria na
suspensão das negociações em curso com a categoria específica”.
A ministra da Gestão e Inovação no Serviço Público, Esther Dweck, havia reiterado na última quinta-feira que não está previsto reajuste para servidores públicos neste ano porque o aumento linear de 9% de 2023 teve um grande impacto no Orçamento deste ano. Um dia antes, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, também havia avisado que não seria possível conceder reajuste aos servidores em 2024, porque “o Orçamento está fechado”. Mas na mesma entrevista no programa “Bom Dia, ministro” da EBC, em que falou da impossibilidade de aumento este ano, Dweck afirmou que o governo está estudando um reajuste salarial para os servidores acima de 19% até 2026.




















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