Correio Braziliense
O vendaval que provocou o colapso energético da capital paulista mexeu com os humores dos eleitores, mas não o suficiente para mudar os rumos da eleição
O último roteiro escrito por Akira Kurosawa
não foi filmado pelo genial cineasta japonês, que já estava muito doente e
morreu de um derrame, aos 88 anos, em 1998. Depois da chuva foi
dirigido por Takashi Koizumi, seu assistente, por escolha do filho de Kurosawa.
O diretor já havia trabalhado com Kurosawa em Kagemusha, a sombra de um
samurai, Ran, Sonhos, Rapsódia em agosto e Madadayo.
O filme conta a história de Ihei Misawa (Akira Terao), um ronin (samurai errante) em busca de emprego, em meio ao dilema de lutar ou não lutar por dinheiro e obrigado a parar numa pequena hospedaria, porque as chuvas tornaram um rio intransponível. Serão dias de espera à beira da estrada, ao lado de pessoas muito pobres. São carregadores e artistas sem condições de sair para trabalhar, o que agrava a situação. Com o passar dos dias e as necessidades de sobrevivência, os conflitos aparecem. Revela-se o caráter de cada um.








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