Valor Econômico
Cenário é de estabilidade e candidatos seguem em situação de empate técnico
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem
46% das intenções de voto e o senador Flávio Bolsonaro (PL) registra 44% em eventual
segundo turno entre os dois, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta
quinta-feira (17). O cenário de empate
técnico repete os percentuais alcançados por ambos nos
dois levantamentos anteriores do instituto.
A margem de erro é de 2 pontos percentuais,
para mais ou para menos. No primeiro
turno, o quadro também é de empate técnico: Lula marca 39%,
enquanto Flávio aparece com 36%. Na rodada da semana passada, o candidato do PT
atingia os mesmos 39%, enquanto o do PL tinha 35%. A oscilação do senador
ocorreu dentro da margem.
A pesquisa ouviu 2.002 eleitores entre terça (15) e esta quinta-feira. Na terça, o Supremo Tribunal Federal (STF) teve uma conturbada sessão para discutir se o ministro Alexandre de Moraes deve ser investigado. O levantamento também é o primeiro feito pelo Datafolha após a revelação de que Flávio é alvo de uma investigação no caso do financiamento do filme "Dark Horse" pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do extinto Banco Master.
A pesquisa foi concluída antes de o governo
federal anunciar o aumento de 15% do Bolsa Família, dos atuais R$ 600 para
R$ 691, a partir de outubro. O custo adicional para o Orçamento de 2027 será de
R$ 22,7 bilhões. O anúncio, feito no fim da manhã desta quinta-feira, ocorre a
17 dias do primeiro turno das eleições.
Completam o cenário de primeiro turno:
Augusto Cury (Avante), com 6%; Ronaldo Caiado (PSD), com 4%; Renan Santos
(Missão), com 3%; e Romeu Zema (Novo), com 2%. Samara (UP) e Rui Costa Pimenta
(PCO) têm 1% cada um. Outros candidatos não pontuaram. Votos em branco ou nulos
somam 6%, enquanto 3% se dizem indecisos.
Quando a pesquisa saiu às ruas, ainda
constava entre os candidatos o nome de Pablo Marçal (PRTB), mas ele está
inelegível e teve a candidatura negada pela Justiça Eleitoral. O partido trocou
Marçal pelo presidente da sigla, Leonardo Avalanche, numa movimentação que
ainda precisa de aprovação colegiada para se tornar oficial.
O nível de confiança da pesquisa é de 95%. A
pesquisa foi contratada pela Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo e está
registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04029/2026.
Na pesquisa espontânea, em que o instituto não mostra
os nomes dos candidatos aos entrevistados, Lula passou de 33% na semana passada
para 35% nesta, uma variação dentro da margem de erro, assim como a oscilação
registrada por Flávio, que foi de 25% para 26%. Cury é citado por 3% (mesmo
percentual de sexta) e Caiado é lembrado por 2% (era 1%).
Outros cenários de segundo turno
Outras simulações de segundo turno testadas
pelo Datafolha mostram os adversários próximos. Em embate contra Cury, Lula
marca 44%, empatado com o escritor (44%). Contra Caiado, Lula tem 46%, enquanto
o ex-governador de Goiás alcança 42%. Num embate contra Santos, Lula vai a 47%,
ante 38% do líder do Movimento Brasil Livre. Contra Zema, Lula marca 49%,
enquanto o ex-governador de Minas Gerais registra 39%.
A pesquisa mostrou ainda que o governo do
presidente Lula é reprovado por 50% dos eleitores e aprovado por 48%. O
resultado é de estabilidade na comparação com o levantamento anterior. Na
semana passada, 50% desaprovavam a gestão e 47% aprovavam. Os indecisos
continuaram 3%.
A avaliação também ficou estável, com
oscilações dentro da margem de erro. Consideram o governo ruim ou péssimo 42%,
resultado igual ao da semana passada. A avaliação positiva era de 32% e agora
está em 34%. Para 23%, é regular (ante 25% há uma semana).
Rejeição
Lula e Flávio também estão empatados no
quesito rejeição: 47% dizem que não votariam de jeito nenhum no atual
presidente, mesmo percentual dos que descartam escolher o senador. Na pesquisa
anterior, o índice de quem rejeitava os candidatos também era idêntico (46%).
Na pesquisa espontânea, em que o instituto não mostra os nomes dos candidatos aos entrevistados, Lula passou de 33% na semana passada para 35% nesta, uma variação dentro da margem de erro, assim como a oscilação registrada por Flávio, que foi de 25% para 26%. Cury é citado por 3% (mesmo percentual de sexta) e Caiado é lembrado por 2% (era 1%).

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