O Estado de S. Paulo
Na quarta-feira, o Tesouro dos Estados Unidos
anunciou a recompra inesperada de seus títulos (treasuries) de longo prazo com
o dobro de recursos, coisa de no mínimo US$ 4 bilhões, e divulgou a posição
recorde da dívida pública do país, de US$ 40 trilhões, esta já mais ou menos
prevista.
O mercado financeiro global foi tomado pela
ansiedade. Os preços do ouro saltaram 2,82% num único dia, as cotações do dólar
caíram, as Bolsas comemoraram e, como não podia deixar de ser, caiu a
remuneração (yield) dos treasuries de longo prazo. Esta manobra do Tesouro diz
muita coisa e terá consequências.
A recompra de US$ 4 bi em títulos cujo estoque soma US$ 40 tri é insignificante. Mais significante é a operação em si mesma e o que há por trás dela.



















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