Correio Braziliense
No artigo “Plano B”, neste jornal, Luiz
Carlos Azedo, contesta a ideia de que Bolsonaro está fragilizado: sem votos e
sem apoio militar. Seu artigo provoca imaginar um “Plano C”, para eleger
Bolsonaro, graças ao voto nulo por rejeição ao PT.
Impossível prever, mas tudo indica que nenhum
dos candidatos da “terceira via” vai ter votos para chegar ao segundo turno,
seja porque não se unem, devido às divergências, seja por nenhum deles ter
votação maior que Lula ou Bolsonaro.
O primeiro turno terá uma campanha tão
radicalizada no mantra “nem Lula nem Bolsonaro”, que muitos dos atuais
candidatos a presidente serão levados a votar em Bolsonaro: coerência com os
discursos contra Lula, porque são mais antipetismo que antifascismo, ou porque
suas bases estão mais próximas do ex-capitão do que do ex-operário.
Nas três semanas entre os dois turnos, milícias estarão nas ruas, as tropas prontas nos quartéis e as mídias sociais repercutindo a fala dos candidatos para ampliar a rejeição a Lula.