- O Globo
O risco fiscal ameaça o presidente Temer como aconteceu com a ex-presidente Dilma. Ele precisa de recursos políticos para tentar atrair a base, atendendo a pedidos e emendas. Ao mesmo tempo, o perigo de não cumprimento da meta já ronda o governo. Se ele usar bancos públicos ou os cofres em favor dos aliados, desandará a confiança na equipe, e ele se verá na mesma situação da sua antecessora.
Se Temer conseguir se segurar até o fim do ano, mas não cumprir a meta, estará igualmente encrencado. Se alguém do governo acha que é só mudar a meta com o apoio do Congresso, vale lembrar a recentíssima discussão sobre o tema. Meta é a que se estabelece a priori, e não a posteriori. No debate que levou à queda da presidente Dilma, o que ficou claro é que não vale o acerto de contas final que consagra como meta o fato consumado. Os partidos da então base se bateram pela tese de que a meta é a que o Congresso aprovou ao fim e, se ele alterou o número, é o que ficou valendo. Mas não foi esse o entendimento do Congresso que aprovou o impeachment. Usar o BNDES para oferecer bondades pode? Também não. Qualquer atraso aos bancos públicos será pedalada. Temer tem pouco espaço para atender aos pedidos da base.



















