O Globo
Os candidatos Tarcísio e Haddad fizeram um
debate com estocadas, críticas e divergências, mas com respeito democrático
É um alívio de certa forma acompanhar um
debate como o do governador Tarcísio de Freitas e do ex-ministro Fernando
Haddad. Estão em campos opostos, mas dialogam. Divergem profundamente, se
estocam muitas vezes, mas estão presentes na apresentação de suas propostas e
na defesa de seus pontos de vista. Tarcísio, apesar de estar na frente nas
pesquisas e ser o incumbente, não fugiu do debate da Band. Haddad, com toda a
aversão que tem ao bolsonarista, não trata Tarcísio como inimigo. São
adversários, estão numa peleja decisiva para o país, mas os eleitores podem
respirar sem o temor de que voe alguma cadeira.
Tarcísio não tinha mais a insegurança do debate de 2022, em que ele deu sinais de que não conhecia o estado que ia governar. Não soube dizer onde ficava sua seção de votação. Foi derrotado naquele debate, mas ganhou a eleição. Desta vez, o confronto foi mais equilibrado, com Tarcísio exibindo dados de obras e realizações, ainda que tenha mostrado fraquezas.






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