O Globo
Sem respeitar as informações, governos
repetem os erros
Daqui a algumas semanas completam-se 70 anos
do atentado em que a guarda pessoal do presidente Getúlio
Vargas urdiu o assassinato do jornalista Carlos Lacerda.
Mataram um major que lhe dava proteção e abriram uma crise que terminou na
manhã do dia 24 de agosto, com o suicídio do presidente.
Em poucas horas, a polícia associou a guarda
ao crime. Os pistoleiros haviam contratado um táxi do ponto próximo ao Palácio
do Catete, e o motorista apresentou-se. Desde então, os personagens palacianos
acham que podem tudo e metem-se em trapalhadas de comédia.
Na última, em agosto de 2020, o então diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alexandre Ramagem, gravou uma reunião de que participavam o presidente Jair Bolsonaro e o general Augusto Heleno, chefe do Gabinete de Segurança Institucional. Tratava-se de articular uma defesa para o senador Flávio Bolsonaro, acusado de avançar sobre os vencimentos de seus assessores.





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