O Globo
Série de mentiras elencadas por presidente,
que amarga recorde de insatisfação nas pesquisas, não moverá votos a 42 dias
das eleições de meio de mandato
No mundo fantasioso de Donald Trump, os
Estados Unidos vivem de fato a era de ouro que ele prometeu em sua posse, em
janeiro de 2025. O país não entrou, por decisão própria, no atoleiro da guerra
ao Irã. E há paz em Gaza, não um frágil cessar-fogo com ações militares
rotineiras de Israel no enclave e a persistência do horror humanitário na
ocupação.
Exatamente como fez na Convenção de Meio de Mandato do Partido Republicano, no início do mês, o presidente americano elencou em seu discurso na ONU uma série de inverdades e exageros autocongratulatórios. A gravidade, no entanto, é muito maior por ter sido feita no palco mais nobre do multilateralismo global. De suas muitas declarações infelizes, assombrou mais com a ameaça reiterada, feita do púlpito, de "aniquilar" um país-membro das Nações Unidas, se Teerã não aceitar um acordo com Washington. A tentativa de demonstração de força incluiu ainda o aviso de que novas ações militares podem ocorrer se adversários peitarem os EUA nas Américas, em um recado direto para Cuba.







