Folha de S. Paulo
Ficção de Margaret Atwood ganha veracidade na
trama político-social dos EUA; alvo inicial é o voto feminino
O mais grave é que as próprias mulheres
possam concordar com essa autodestruição da liberdade
"O Conto da Aia", uma das ficções mais influentes da literatura distópica contemporânea, é, em princípio, uma crítica de Margaret Atwood aos regimes totalitários, com foco no controle político sobre o corpo feminino, na perda dos direitos civis e na dominação religiosa. A história: na República de Gilead, teocracia que substituiu o governo americano após um golpe, uma grave crise de fertilidade obriga mulheres férteis a se tornarem "aias", reprodutoras de membros da elite dirigente.

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