sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Lula tem 47% das intenções e Flávio Bolsonaro, 45%, no segundo turno, aponta pesquisa Datafolha, por Pedro Augusto Figueiredo

O Estado de S. Paulo

Segundo levantamento, petista e senador do PL estão tecnicamente empatados na disputa presidencial

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) continuam empatados tecnicamente em um eventual segundo turno na disputa pela Presidência da República. Conforme pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira, 24, o petista tem 47% das intenções de voto contra 45% do candidato do PL. Brancos e nulos são 7% e indecisos, 1%.

A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Na pesquisa divulgada há uma semana, em 17 de setembro, Lula marcou 46% e Flávio, 44%.

Datafolha: Lula tem 40% e Flávio Bolsonaro, 36% em 1º turno; rivais empatam em 2º turno, por Igor Gielow

Folha de S. Paulo

Cury (5%), Caiado (4%) e Renan (3%) seguem abaixo, fazendo líderes pregarem voto útil em seu favor

Na segunda rodada, instituto aferiu que o presidente tem 47% e filho do antecessor Jair Bolsonaro, 45%

A corrida presidencial de 2026 chega às portas de sua última semana com Lula (PT) marcando em cenário de primeiro turno 40% das intenções de voto, contra 36% de Flávio Bolsonaro (PL). No segundo turno, há empate, com 47% para o mandatário e 45% para o senador fluminense.

O acirramento já estava dado nas últimas rodadas aferidas pelo Datafolha. Numericamente, dentro da margem de erro de dois pontos para mais ou menos, Flávio contudo não manteve a ascensão gradual que havia reduzido a diferença entre ele e Lula de 10 para 3 pontos em quatro meses.

Agora, a distância voltou a 4 pontos, o que configura empate no limite da margem de erro, com probabilidade estatística maior de que o petista esteja à frente.

Guerras intestinas, por Hélio Schwartsman

Folha de S. Paulo

Polarização e empate virtual colocaram campanhas em modo vale-tudo

Moderação deixou de ser virtude, mas eleitor centrista ainda deverá ter palavra final

Sempre gostei da expressão "guerras intestinas". O adjetivo "intestino" denota com precisão etimológica que o conflito se dá entre facções "internas" a um país e, ao mesmo tempo, torna quase inafastável a interpretação conotativa de que se trata de uma guerra que envolve sujeira e baixarias. Nós quase sentimos o cheiro ruim da disputa. A campanha presidencial brasileira se tornou uma guerra intestina.

Os dois campos principais parecem ter perdido o pudor e recorrem a estratégias e truques que provavelmente evitariam num embate menos polarizado. Populismo e mentiras sempre se fizeram presentes em campanhas, mas agora correm quase sem limites. A cara de pau e a hipocrisia, idem. E ambos os lados mobilizam todos os recursos que têm à sua disposição, incluindo suas respectivas bancadas no STF, que vai acumulando mais camadas de degradação institucional.

Suplentes sem voto evocam herança da ditadura no Senado, por Dora Kramer

Folha de S. Paulo

Legislativo é o único dos Poderes cuja composição depende 100% das escolhas da sociedade

Exceção são os senadores reservas, que não passam pelo crivo do eleitor e distorcem a representação dos estados

Pesquisa recente Atlas/Estadão sobre a confiança do público nas instituições traz a esperada queda no conceito do Supremo Tribunal Federal e confirma que o Congresso Nacional tem o mais baixo índice no quesito: só 8% confiam nos próprios representantes.

O Parlamento e os partidos sempre figuraram nos últimos lugares nesse tipo de levantamento. Dessa realidade emerge um paradoxo: o Poder Legislativo é o único dos três pilares da República cuja composição depende 100% das escolhas da população.

Longe do bafo do povo, por Ruy Castro

Folha de S. Paulo

Bocas-livres, putas, surubas, charutos, uísques, jatinhos, comissões e contratos

Só provincianos, cafonas e deslumbrados se deixam vender por tão pouco

Ninguém precisa acreditar, mas, há pouco mais de cem anos, ministros de Estado, parlamentares da pesada e juízes superiores iam de bonde para o trabalho. Aguardavam na fila, subiam pelo estribo e sentavam-se ao lado de pessoas como você e eu. Todos moravam no Rio, em casa comprada com seus recursos ou alugada de particulares. Suas mulheres organizavam chás de caridade, lanchavam na Colombo e participavam de saraus literários. Seus filhos estudavam em escolas públicas, remavam no Flamengo e trabalhavam no comércio. O Rio era a capital federal e, em torno do poder, situado no centro da cidade, havia uma coisa chamada povo.

Poesia | Thiago de Mello - Faz escuro, mas eu canto

 

Música | Marisa Monte e Paulinho da Viola - Dança da Solidão