Folha de S. Paulo
Mais que um teste de força, líderes terão que
definir novos rumos e reavaliar métodos
As eleições devem empurrar a direita e a
esquerda para um ciclo de reorganização. Mais que um teste de força de líderes
nacionais, a disputa marcada pela fratura do
bolsonarismo e pelos resultados
modestos esperados pelo PT torna inevitável
uma revisão de métodos, plataformas e alianças nos dois blocos, ainda que em
graus diferentes.
A esquerda entrou na campanha com uma dose
razoável de realismo. Estabeleceu como meta uma recuperação pouco pretensiosa
após o mau desempenho em duas eleições
municipais e fez concessões importantes a partidos aliados.
Isso não evitou dissabores e sinais de resistência em parte do eleitorado.
A influência duradoura do antipetismo e o distanciamento de eleitores das periferias apareceu em centros urbanos considerados estratégicos. Nenhum dos dois fatores é novidade, mas a falta de remédios foi relatada com alguma preocupação em diversas regiões ao longo da campanha.
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